Cadeia florestal e moveleira debate alternativas para crescer
Publicação:
A cadeia de base florestal e moveleira vai ampliar os estudos para identificar os gargalos que deverão ser superados para que o setor retome um ritmo de crescimento compatível com o nível industrial do Rio Grande do Sul. Esse consenso foi alcançado durante reunião do Fórum Setorial da Madeira nesta terça-feira (17), na Secretaria do Desenvolvimento e dos Assuntos Internacionais (Sedai). Para o secretário Luis Roberto Ponte, é preciso saber onde está ocorrendo o estrangulamento para que a cadeia alcance novos patamares de produção.
Os entraves identificados pelo setor constituirão a pauta da próxima reunião do Conselho de Competitividade (Compet), que é composto por diversas secretarias e presidido pelo governador Germano Rigotto. A secretaria-executiva do Fórum de Competitividade Setorial, que funciona na Sedai, vai identificar e sistematizar os principais entraves apontados pela cadeia. Na reunião o Vice-Presidente da Caixa RS ? Fomento Econômico e Social, Rogério Wallau, anunciou que já está disponível uma linha de financiamento da ordem de R$ 100 milhões para apoiar investimentos na área de implantação e manutenção de florestas destinadas ao uso industrial.
Os financiamentos na linha de agrofomento podem ser contratados com prazo de até 12 anos, com oito anos de carência e juros de 8,75% ao ano. Wallau assinalou que para dinamizar os financiamentos a Caixa RS precisa ouvir as reais necessidades do setor e lembrou que o programa Propflora apóia a implantação de florestas comerciais através de financiamentos de até R$ 150 mil por contrato. Para facilitar o encaminhamento de projetos nessa área, Rogério de Wallau, lembrou que é preciso encaminhar carta-consulta com indicação de responsável técnico. A implantação de florestas na metade sul e a necessidade de realizar o mapeamento das áreas florestadas comerciais existentes no Rio Grande do Sul também esteve em avaliação.
As florestas no Estado cobrem 400 mil hectares e a meta do setor é promover a duplicação da área. A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) está elaborando um amplo estudo sobre o segmento florestal e moveleiro composto de três projetos: situação atual da cadeia produtiva (que ficará pronto no mês de julho); competitividade do setor no Rio Grande do Sul em relação aos demais estados; e o Programa Estratégico (que estará concluído em outubro próximo). O Fórum discutiu ainda aspectos ligados à tributação na área de móveis e questões referentes à comercialização interna e de exportação da indústria moveleira.