Abertura do Congresso Internacional de Proteção e Defesa Civil destaca reconstrução e fortalecimento da gestão de riscos
Solenidade e painel de abertura marcam oficialmente o início dos três dias de atividades
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Foi realizada, na segunda-feira (23/6), a abertura do Congresso Internacional de Proteção e Defesa Civil (CIPDC) e do 4º Encontro Nacional Iclei Brasil, no Centro de Eventos da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), em Porto Alegre. Reunindo autoridades, gestores públicos, especialistas, pesquisadores e representantes de diferentes instituições nacionais e internacionais, o CIPDC objetiva debater estratégias voltadas para prevenção de desastres, adaptação climática e fortalecimento da proteção e defesa civil.
A solenidade contou com a presença do chefe da Casa Militar e coordenador estadual de Proteção e Defesa Civil, coronel Luciano Chaves Boeira; do secretário da Segurança Pública, Mário Ikeda; e do secretário executivo do Iclei América do Sul, Rodrigo Perpétuo, entre outras autoridades.
“O maior legado que o Iclei pode deixar neste evento é o conhecimento e a troca de experiências”, disse Perpétuo, destacando o papel da cooperação entre instituições para fortalecer políticas públicas voltadas à resiliência climática.
O presidente do Conselho dos Gestores Estaduais de Proteção e Defesa Civil (Congepedec), coronel Fernando Schunig, afirmou que observar a recuperação das áreas atingidas pelos desastres dos últimos anos evidencia a força do trabalho desenvolvido pela Defesa Civil do Rio Grande do Sul e o compromisso das instituições envolvidas com a população gaúcha. Ele ressaltou ainda que o retorno à normalidade em diversos locais demonstra os resultados desse esforço conjunto.
“O congresso vem da palavra congregar, discernir, aprofundar e discutir”, lembrou o reitor da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), Irmão Manuir José Mentges, reforçando que esse espírito deve orientar as organizações presentes na busca por soluções e pelo compartilhamento de conhecimento.
Encerrando a cerimônia de abertura, o coronel Boeira destacou a expressiva adesão ao evento e reconheceu o empenho coletivo das equipes que trabalharam para transformar o projeto do congresso em realidade.
Ensinamentos para o presente e o futuro
Na sequência, foi realizado o painel de abertura “O que os grandes desastres nos ensinam – Plano Rio Grande”. A atividade contou com a participação do coronel Boeira, do secretário da Reconstrução Gaúcha, Pedro Capeluppi, e do secretário executivo do Comitê Científico de Adaptação e Resiliência Climática, Joel Goldenfum.
“Refletimos sobre as cheias de 2024, e agora estamos olhando para o futuro”, afirmou o coronel Boeira. Ele ressaltou ainda a expectativa de que os acontecimentos representem um marco para a construção de uma nova realidade voltada ao fortalecimento da Defesa Civil do RS e à proteção da população.
“Com a contratação de três novos radares e a ampliação da rede de estações hidrometeorológicas, o Rio Grande do Sul dá um passo significativo no fortalecimento do monitoramento de eventos climáticos. Somado a isso, o aumento de quase quatro vezes no efetivo técnico, com profissionais de diversas áreas de atuação, reforça a capacidade do Estado de aprimorar as ações de prevenção, preparação e resposta diante de desastres”, completou o coordenador de proteção e defesa civil.
Capeluppi destacou que, paralelamente às ações emergenciais conduzidas pelas equipes de resposta, o governo do Estado passou a estruturar estratégias de médio e longo prazo para a reconstrução, buscando apresentar resultados consistentes para a sociedade e ampliar a capacidade de enfrentamento de futuros eventos extremos.
Goldenfum enfatizou que as mudanças climáticas são resultado de um processo que se desenvolve há décadas, intensificado desde o período industrial, com impactos observados no aumento das concentrações de gases de efeito estufa e das precipitações. Segundo ele, compreender os riscos e conhecer as características de cada território é um dos elementos fundamentais para reduzir os impactos dos desastres e fortalecer as ações de prevenção.
Ao reunir representantes do poder público, da comunidade científica e de organismos nacionais e internacionais, o CIPDC reafirma a importância da cooperação, do planejamento e da produção de conhecimento para ampliar a resiliência das cidades e proteger vidas diante dos desafios impostos pelas mudanças climáticas.
Sobre o congresso
O CIPDC segue até quinta-feira (25/6). A programação reúne atores nacionais e internacionais para abordar os principais desafios e soluções para a proteção e defesa civil. O encontro tem como propósito promover a troca de experiências e a construção conjunta de soluções para preparar os territórios diante do aumento da frequência e da intensidade dos eventos climáticos extremos, reforçando a importância da integração entre diferentes setores da sociedade.
Texto: Ascom Defesa Civil
Edição: Secom