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Após anúncio do governador Eduardo Leite, Estado nomeia 1.012 novos servidores para a Polícia Penal

Maior chamamento da história da instituição foi publicado no Diário Oficial desta sexta-feira (23)

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Descrição da Imagem
Uma fotografia colorida em plano médio, capturada de um ângulo elevado e por trás (visão de três quartos), mostra um agente da Polícia Penal em serviço de vigilância, observando o horizonte a partir de um ponto alto.

O Agente: O homem, de cabelos curtos e castanhos, está de costas e voltado para a direita. Ele veste um uniforme tático preto e um colete balístico robusto, onde se lê em destaque, em letras cinzas, a inscrição "POLÍCIA PENAL". No braço direito, há um brasão da instituição.

O Primeiro Plano: O agente está posicionado em uma estrutura elevada, possivelmente uma guarita ou passarela técnica, protegida por um parapeito de concreto branco e um corrimão metálico com marcas de ferrugem.

O Segundo Plano: Abaixo, vê-se o perímetro de uma unidade prisional, delimitado por um muro alto de concreto com grafites e pinturas desgastadas. À direita, uma rua lateral com um carro branco estacionado.

O Horizonte: Ao fundo, destacam-se quatro grandes torres cilíndricas de concreto cinza (possivelmente silos ou reservatórios). Além delas, estende-se a linha do horizonte de uma cidade com diversos prédios sob um céu claro e levemente nublado.
Estrutura da Polícia Penal cresce com novos cargos, investimentos e obras em andamento - Foto: Rafa Marin/Ascom Polícia Penal

Foi publicada no Diário Oficial do Estado, desta sexta-feira (23/1), a nomeação de 1.012 novos servidores para a Polícia Penal. Anunciado pelo governador Eduardo Leite no dia 6 de janeiro, este é o maior chamamento da história da instituição. No ato, foram convocados 953 policiais penais e 59 técnicos administrativos. 

A medida decorre da Lei Complementar 16.449/2025 - dispõe sobre o Estatuto da Polícia Penal -, aprovada pela Assembleia Legislativa em 16 de dezembro e sancionada pelo governador em 24 de dezembro.

O governador Eduardo Leite destacou que a nomeação de novos servidores da Polícia Penal representa um avanço histórico no fortalecimento do sistema prisional e da segurança pública no Estado. “Este é o maior chamamento já realizado pela Polícia Penal e faz parte de um planejamento responsável com as contas públicas. Estamos reforçando o capital humano do sistema prisional porque tudo o que fazemos no enfrentamento ao crime nas ruas se reflete também dentro dos presídios. Um sistema prisional estruturado, com servidores valorizados, é fundamental para garantir mais segurança à população”, afirmou. 

Leite reforçou que o governo trabalha com planejamento de longo prazo para garantir a plena operação das unidades prisionais. “Além dessas nomeações, em breve vamos lançar um novo concurso para assegurar que todas as novas unidades e ampliações em andamento operem nas condições adequadas”, completou.

O chamamento ocorre em meio ao avanço das obras de cinco novas unidades prisionais, previstas para serem inauguradas nos próximos meses: as penitenciárias em Caxias do Sul, em Rio Grande e em São Borja, assim como as cadeias públicas de Passo Fundo e de Alegrete. As estruturas irão gerar 5.348 novas vagas para o cumprimento de penas no Rio Grande do Sul. 

Segurança pública fortalecida

O texto que regulamenta a Polícia Penal ampliou significativamente o número de vagas, com a criação de 6.938 cargos de policiais penais (antigos agentes penitenciários) e 50 de técnicos administrativos (antigos agentes penitenciários administrativos). Incluindo-se os analistas (antigos técnicos superiores penitenciários), a Polícia Penal chega a um quadro de 14.455 cargos, a serem preenchidos ao longo dos anos a partir de concursos públicos em todas as áreas. Com o chamamento de hoje, o governo do Estado já nomeou, desde 2019, 5.364 servidores para a instituição.

Esta é uma descrição da imagem para fins de acessibilidade:

Descrição da Imagem
Uma fotografia colorida em plano médio captura dois agentes da Polícia Penal do Rio Grande do Sul em um ambiente interno de uma unidade prisional.

Ação Principal: Um agente está de costas para a câmera, posicionado à direita do centro, observando através de um portão de grades metálicas.

O Agente Central: Veste uma camiseta tática preta de mangas curtas. Nas costas, há a inscrição "POLÍCIA PENAL" em letras brancas grandes e, logo abaixo, "RIO GRANDE DO SUL" em letras menores na cor amarela. Ele usa um cinto de guarnição equipado com diversos acessórios, incluindo um coldre com arma de fogo no lado direito e um estojo de primeiros socorros com uma pequena cruz vermelha.

O Agente em Primeiro Plano: À esquerda da imagem, vê-se apenas parte do ombro e do braço de um segundo policial, que está mais próximo da câmera. Em seu uniforme, destaca-se um patch (etiqueta) preto com a sigla "PPRS" (Polícia Penal do Rio Grande do Sul) em letras brancas.

O Ambiente: * Os agentes estão diante de um robusto portão de ferro cinza com barras verticais.

Através das grades, observa-se um corredor interno com paredes brancas e iluminação artificial que cria sombras no chão de concreto.

O cenário é sóbrio e transmite uma atmosfera de segurança e vigilância.
Cinco novas unidades prisionais devem ser inauguradas nos próximos meses - Foto: Jonathan Silva/Polícia Penal

O secretário de Sistemas Penal e Socioeducativo, Jorge Pozzobom, celebrou as  nomeações como um marco histórico para a categoria e para o combate à criminalidade no Rio Grande do Sul. “O fortalecimento da Polícia Penal é essencial para a segurança pública. Investimos em estrutura, tecnologia e ampliamos vagas, mas os servidores são determinantes. O chamamento histórico valoriza a carreira, qualifica o sistema prisional e permite que policiais militares retornem às ruas, reforçando a proteção da sociedade”.

Sistema prisional em crescimento

Entre as competências dos servidores da Polícia Penal estão a realização de atividades de atendimento, vigilância, custódia, guarda, escolta, assistência e orientação de pessoas recolhidas aos estabelecimentos penais. A instituição deve atuar para a manutenção da ordem e da disciplina nas unidades, a reintegração social dos presos e o combate ao crime organizado no âmbito do sistema prisional, cabendo-lhe ainda a fiscalização de pessoas monitoradas ou em cumprimento de prisão domiciliar.

“Temos a missão de exercer o papel do Estado frente a 53 mil pessoas em cumprimento de pena e a toda a sociedade, que espera eficiência na segurança e o retorno delas em condições melhores do que entraram. Esse chamamento histórico é consequência do entendimento do governo com a Polícia Penal e terá reflexo na qualificação do nosso serviço com mais profissionais atuando”, lembra o superintendente da instituição Sergio Dalcol. 

A nomeação de 1.012 novos servidores para a Polícia Penal e os recursos financeiros destinados ao sistema penitenciário neste governo são mais uma mostra do quanto o Rio Grande do Sul está diferente. De 2019 até 2026, os investimentos ultrapassarão R$ 1,4 bilhão com a construção de novas penitenciárias, ampliações de unidades já existentes e a compra de equipamentos para o enfrentamento à criminalidade.

Texto: Jonathan Silva e Paulo André Dutra/Polícia Penal
Edição: Secom

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