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Eduardo Leite e Gabriel Souza anunciam novos contratos de batimetria para mapear rios e lagos do Litoral Norte e bacias do Jacuí

Iniciativa amplia capacidade de antecipação e de resposta do Estado diante de eventos meteorológicos extremos

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Eduardo Leite e Gabriel Souza anunciam novos contratos de batimetria para mapear rios e lagos do Litoral Norte e bacias do Jacuí.
Também foram apresentados os avanços dos levantamentos batimétricos nas quatro regiões prioritárias em rios de grande porte - Foto: Vitor Rosa/Secom

O governador Eduardo Leite e o vice-governador Gabriel Souza anunciaram, nesta quarta-feira (18/3), novos contratos para a realização de batimetria em regiões estratégicas do Rio Grande do Sul. O anúncio foi realizado durante o evento Plano Rio Grande: Balanço e Apresentação das Novas Ações Estratégicas, no Palácio Piratini. Coordenada pela Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema), a iniciativa contempla rios e lagoas do Litoral Norte e o Alto Jacuí, que abrange as bacias do Pardo, Vacacaí, Vacacaí-mirim e Alto Jacuí.

“Com esses novos contratos de batimetria, o Estado reforça seu compromisso em assegurar um diagnóstico cada vez mais preciso sobre o comportamento dos nossos rios e lagoas. Esse conhecimento é fundamental para aprimorar a previsão de eventos meteorológicos e qualificar as ações de prevenção em todo o território gaúcho, protegendo vidas e reduzindo impactos desses eventos”, afirmou o governador.

Os novos contratos estão organizados em três blocos: referentes à Planície Costeira – Tramandaí (porções norte e sul) e ao Montante Jacuí. O vice-governador e presidente do Conselho do Plano Rio Grande considera que esse é mais um passo fundamental para embasar decisões mais eficientes na gestão dos recursos hídricos e na prevenção de inundações. “Com esses contratos, será possível reunir informações estratégicas sobre rios e lagoas do Litoral Norte e do Alto Jacuí, promovendo melhores condições para atividades como navegação, pesca e turismo e levando mais segurança para as comunidades da região”, disse Gabriel.

Liderado pelo governador Eduardo Leite, o Plano Rio Grande é o programa de Estado criado para proteger a população, reconstruir o Rio Grande do Sul e torná-lo ainda mais forte e resiliente, preparado para o futuro.

Maior compreensão sobre o comportamento dos fluxos de água

A titular da Sema, Marjorie Kauffmann, destacou que os dados da batimetria permitem a elaboração de modelagens hidrodinâmicas, ampliando a compreensão sobre o comportamento do fluxo da água, especialmente em eventos extremos. “Esses novos contratos fortalecem o planejamento e a tomada de decisão, qualificam as políticas públicas e demonstram a prioridade do Estado em relação à agenda climática. Estamos avançando de forma estruturada, o que reflete o compromisso com a segurança das pessoas e a resiliência das cidades”, afirmou.

Leite lembrou ainda que, no ano passado, os estudos de batimetria se iniciaram por regiões prioritárias, com maior incidência de cheias. Agora, o avanço para outras áreas do Estado vai permitir consolidar um conjunto de informações que abrange todo o Rio Grande do Sul. Dessa forma, as equipes técnicas da Sema e da Defesa Civil Estadual terão condições de compreender melhor as dinâmicas de interação entre os diferentes cursos d’água e como eventos que começam em um ponto podem gerar consequências em outras regiões. 

“É justamente essa visão integrada que nos dá mais capacidade de antecipação e de resposta. Ao entender melhor essas dinâmicas, conseguimos oferecer informações mais qualificadas e orientar ações preventivas mais adequadas e antecipadas. Essa é a essência do Plano Rio Grande: usar conhecimento e tecnologia para proteger os gaúchos e fortalecer a resiliência do nosso Estado diante dos desafios climáticos”, reforçou Leite.

Resultados prévios

Durante o evento, também foram apresentados os avanços dos levantamentos batimétricos em andamento nas quatro regiões prioritárias, voltados a rios de grande porte e coordenados pela Sema. Iniciados em julho de 2025, os trabalhos estão em fase final de execução.

  • Bloco 1 (Eixo Metropolitano): as atividades de campo já foram concluídas, com cerca de 70% dos dados entregues.

  • Bloco 2 (Taquari-Antas): os levantamentos de campo atingiram 84% de execução, com 60% dos dados já entregues.

  • Bloco 6 (Baixo Jacuí): os trabalhos de campo foram concluídos, com aproximadamente 40% dos dados entregues.

  • Bloco 7 (Guaíba): os trabalhos de campo foram concluídos, com aproximadamente 80% dos dados entregues.

Texto: Tamires Tuliszewski/Ascom Sema
Edição: Secom

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