Estado deve receber mais 536 mil doses de vacinas contra a gripe na próxima segunda (25)
A imunização dos grupos prioritários é a principal forma de prevenir casos graves daqueles que correm maior risco
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O Rio Grande do Sul deve receber, na próxima segunda-feira (25/5), um novo lote com 536 mil doses da vacina contra a gripe, enviadas pelo Ministério da Saúde (MS). Assim que chegar à Secretaria da Saúde (SES), o quantitativo será distribuído às coordenadorias regionais, que farão o repasse aos municípios para aplicação na população.
A logística segue o mesmo modelo adotado desde o início da campanha, com o objetivo de garantir agilidade na distribuição e ampliar o acesso à vacinação em todo o Estado. As novas doses permitirão dar continuidade à imunização dos grupos prioritários contra o vírus influenza.
Com esse envio, o número de doses recebido pelo Rio Grande do Sul atingirá cerca de 3,4 milhões em 2026. A expectativa é que esse número totalize aproximadamente 5,2 milhões de doses até o final da campanha destinada aos públicos prioritários definidos pelo MS.
Dois milhões de vacinados no RS
Desde o início da campanha, em 28 de março, cerca de dois milhões de pessoas já foram vacinadas no Rio Grande do Sul. Entre os principais grupos prioritários — crianças de seis meses a menores de seis anos, idosos com 60 anos ou mais e gestantes — a cobertura vacinal está em 41%. Juntos, esses públicos já receberam aproximadamente 1,3 milhão de doses.
Cobertura vacinal por grupo prioritário no RS
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Idosos (60 anos ou mais): 45,2%
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Crianças (6 meses a menores de 6 anos): 23,5%
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Gestantes: 43,2%
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Total geral: 41%
A meta de vacinação é de 90% de cobertura, direcionada especificamente a crianças, idosos e gestantes, que fazem parte da vacinação de rotina e possuem estimativas populacionais definidas pelo MS. Para os demais públicos prioritários, o acompanhamento é feito com base no número de doses aplicadas.
A importância da vacinação
A vacinação é a principal forma de prevenir complicações causadas pela gripe. Além de reduzir o risco de casos graves, a imunização contribui para diminuir internações e óbitos, ajudando a proteger toda a população. A SES reforça a importância de que as pessoas que fazem parte dos grupos prioritários procurem a unidade de saúde mais próxima para se vacinarem. Esses públicos foram definidos por apresentarem maior risco de agravamento da doença ou maior exposição ao vírus.
Os dados mais recentes de hospitalizações por gripe no Rio Grande do Sul reforçam a importância de proteger os grupos mais vulneráveis, especialmente crianças e idosos. Em 2026, o Estado já registrou 782 internações por síndrome respiratória aguda grave (Srag) causadas pelos vírus da influenza A (H1N1 e H3N2) e B.
Desses, cerca de sete em cada dez internações foram de crianças de até quatro anos e de pessoas idosas. Nos óbitos, o impacto entre os idosos é ainda maior: oito em cada dez mortes por gripe no Estado foram de pessoas com 60 anos ou mais.
Hospitalizações por gripe no RS em 2026
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0 a 4 anos: 195 casos (25%)
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5 a 59 anos: 242 casos (31%)
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60 anos ou mais: 345 casos (44%)
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Total: 782 casos
Óbitos por gripe no RS em 2026
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0 a 4 anos: 1 óbito (1,8%)
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5 a 59 anos: 9 óbitos (15,8%)
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60 anos ou mais: 47 óbitos (82,4%)
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Total: 57 óbitos
Os dados do painel estadual de Srag também mostram, na prática, o quanto a vacina protege:
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Das 782 pessoas hospitalizadas, apenas duas estavam vacinadas contra a gripe nesta temporada
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Entre os 57 óbitos registrados, nenhum dos indivíduos havia se vacinado neste ano
Quem pode se vacinar
Relação dos grupos prioritários e suas estimativas populacionais no Estado:
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Crianças a partir de seis meses e menores de seis anos: 662.692
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Gestantes: 84.055
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Puérperas: 13.812
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Idosos com 60 anos ou mais: 2.380.658
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Povos indígenas: 40.704
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Quilombolas: 17.552
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Pessoas em situação de rua: 4.128
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Trabalhadores da saúde: 453.064
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Professores dos ensinos básico e superior: 153.385
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Profissionais das forças de segurança e salvamento: 28.178
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Profissionais das Forças Armadas: 38.899
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Pessoas com deficiência permanente: 464.668
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Caminhoneiros: 128.564
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Trabalhadores do transporte coletivo: 29.034
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Trabalhadores portuários: 4.051
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Trabalhadores dos Correios: 5.347
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População privada de liberdade e trabalhadores do sistema prisional: 41.693
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Pessoas com doenças crônicas: 665.072
Texto: Ascom SES
Edição: Secom