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Governador Eduardo Leite anuncia contratação de novos blocos de batimetria com foco nos rios e lagoas do Litoral Norte

Estudo irá mapear relevo submerso e subsidiar modelagens hidrodinâmicas para aprimorar sistema de alerta de inundações

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A imagem mostra o governador falando ao microfone em um palco com um telão onde se lê "Assembleia de Verão 2026 - O que vem pela frente? Para novas perguntas, novas respostas" e "Meu Rio Grande está diferente".
Leite destacou que o mapeamento detalhado da topografia auxilia na previsão de elevação do nível da água em situações críticas - Foto: Mauricio Tonetto/Secom

O governo do Estado, por meio da Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema), anunciou, nesta quinta-feira (5/3), a contratação do serviço de batimetria para novos blocos, incluindo os rios e lagoas do Litoral Norte. O anúncio foi realizado pelo governador Eduardo Leite durante a abertura da Assembleia de Verão da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), na Associação dos Amigos da Praia de Torres (SAPT), no munícipio de Torres. O estudo irá subsidiar decisões técnicas sobre futuras intervenções de desassoreamento e contribuir para o aprimoramento do sistema de alerta de inundações no Estado.

A batimetria consiste em medições detalhadas do relevo submerso de rios e lagoas. A partir desses dados, é possível elaborar modelagens hidrodinâmicas – simulações que permitem compreender com maior precisão o comportamento do fluxo de água, especialmente durante eventos extremos. O investimento do Estado nesta nova etapa dos levantamentos será de R$ 7,8 milhões, com recursos do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs).

Leite destacou que o levantamento batimétrico é fundamental para qualificar o planejamento do Estado diante dos desafios climáticos e aprimorar a gestão dos sistemas hídricos. “Estamos ampliando o conhecimento técnico sobre os nossos rios e lagoas para que o Estado possa agir com mais precisão diante dos eventos meteorológicos extremos. A batimetria permite entender com profundidade o comportamento da água e orientar decisões mais seguras sobre desassoreamento e gestão hídrica. Esse investimento é parte do esforço do Plano Rio Grande para reconstruir e preparar o Rio Grande do Sul para o futuro, com planejamento, ciência e prevenção.”

Abrangência e blocos contratados

A contratação será dividida em três blocos, abrangendo regiões hidrográficas estratégicas para o Estado. O Bloco 8a – Planície Costeira (Tramandaí porção Norte) contempla a parte norte da bacia hidrográfica do Tramandaí, incluindo a Lagoa dos Quadros, a Lagoa dos Barros, o Rio Três Forquilhas, o Rio Maquiné e os sistemas fluviais e lagunares associados às suas conexões naturais. 

O Bloco 8b – Planície Costeira (Tramandaí porção Sul) compreende o conjunto de lagoas localizadas na parte Sul da bacia do Tramandaí, incluindo o Rio Tramandaí, a Lagoa da Pinguela, a Lagoa do Peixoto, a Lagoa do Marcelino, a Lagoa da Fortaleza, a Lagoa do Gentil e a Lagoa das Custódias, além dos canais naturais de ligação e demais corpos hídricos interconectados ao sistema lagunar. Por fim, o Bloco 4 – Montante Jacuí abrange as bacias do Alto Jacuí, Pardo e Vacacaí–Vacacaí Mirim, contribuindo para a consolidação dos estudos na Região Hidrográfica do Guaíba.

As empresas contratadas por meio de processo licitatório, conduzido pela Sema, terão prazo de seis meses para executar as medições. O Bloco 8a será realizado pelas empresas Carbon Sul Sustentabilidade Ltda. e Ambilec Oceanografia e Hidrografia Ltda. O Bloco 8b ficará sob a responsabilidade da Precursore Engenharia Portuária e Hidrográfica Ltda. O Bloco 4 será conduzido pela Aquaplan Tecnologia e Consultoria Ambiental Ltda.

Durante o anúncio, a titular da Sema, Marjorie Kauffmann, destacou que a batimetria é uma etapa fundamental para qualificar as decisões técnicas do Estado. “Com dados precisos sobre o relevo submerso e o comportamento dos sistemas lagunares, conseguimos aprimorar o planejamento e a gestão de eventos hidrológicos críticos, com intervenções mais seguras, eficientes e baseadas em evidências. Além disso, esses estudos fortalecem o sistema de alerta de inundações, por meio de modelagens que simulam o comportamento da água em diferentes cenários e ampliam a capacidade do Estado de responder a eventos extremos com mais agilidade e prevenção”, afirmou.

A contratação anunciada permitirá cobrir integralmente a Bacia Hidrográfica do Litoral Norte e avançar na finalização dos estudos na Bacia Hidrográfica do Guaíba.

Resultados prévios

Os levantamentos batimétricos nas quatro regiões prioritárias do Eixo 2 do Programa Desassorear RS, voltado aos rios de grande porte e sob responsabilidade da Sema, tiveram início em julho de 2025 e já se encontram em fase final de execução.

A iniciativa integra as estratégias do Plano Rio Grande, programa de Estado liderado pelo governador Eduardo Leite, criado para proteger a população, reconstruir o Rio Grande do Sul e torná-lo ainda mais forte e resiliente, preparado para o futuro.

A batimetria do Bloco 1 (Eixo Metropolitano), Bloco 2 (Taquari-Antas), Bloco 6 (Baixo Jacuí) e Bloco 7 (Guaíba) têm nova previsão de conclusão em junho de 2026.

Como funciona a batimetria

A batimetria é realizada por meio de equipamentos específicos, como o ecobatímetro, que utiliza sonar e geolocalização. O instrumento opera com antena receptora GNSS – sistema semelhante ao GPS – que demarca pontos geoposicionados e indica a altitude de operação do equipamento, servindo como referência para os dados coletados.

O sonar realiza a varredura do leito submerso, identificando profundidade e variações do relevo. O levantamento também inclui as margens em trechos secos, onde técnicos percorrem a área com antenas de georreferenciamento ou utilizam drones equipados com sensores a laser. Esse mapeamento detalhado da topografia auxilia na previsão de elevação do nível da água em situações críticas.

Texto: Tamires Tuliszewski/Ascom Sema
Edição: Secom

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