Avançamos muito
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Germano Rigotto, governador do Estado Nestes dias que nos encaminham para o ato de transmissão do governo, percebo que vivo estes momentos tão intensamente quanto vivi e convivi com as tarefas de meu cargo desde os primeiros instantes. Diuturna e incansavelmente mobilizamos nossas energias para que o Rio Grande avançasse na direção de um novo ciclo de desenvolvimento econômico e social. Esse era o principal objetivo. E nós o alcançamos. Modernizamos a gestão pública. Garantimos a existência, os bons serviços e a rentabilidade das nossas estatais. Asseguramos para nossas crianças o melhor ensino público do país. Vários de nossos programas sociais conquistaram reconhecimento nacional e internacional. Recuperamos a confiança dos investidores. Pacificamos as relações políticas. Perseveramos no diálogo. Demos absoluta transparência às questões do Estado. Mantivemos a harmonia dos poderes. Convivemos cordialmente com a oposição. Nenhum profissional ou veículo de comunicação foi por nós processado ou pressionado. Respeitamos e valorizamos a liberdade de imprensa como instrumento indispensável à democracia. Enfrentamos problemas, é verdade. Alguns, por sua natureza, escaparam inteiramente à nossa capacidade de lhes dar solução. Duas sucessivas estiagens (sendo que a do ano passado foi a pior de nossa história) e a supervalorização do Real afetaram nosso setor produtivo e a renda do Estado. Os encargos da dívida pública, somados à não indenização das perdas tributárias decorrentes da lei Kandir, tomam-nos uma terça parte das receitas do Erário. Recolhemos dessas dificuldades energias para abrir novas alternativas para a economia, a sociedade, o emprego e a renda estadual. Atraímos mais de três centenas de empresas de médio e grande porte que se distribuíram pelas várias regiões do Estado. Esses investimentos, que ultrapassam os 40 bilhões de reais, nos tornarão menos vulneráveis ante as dificuldades que acima apontamos. A nossa Metade Sul, convive, hoje, com novas e concretas perspectivas de desenvolvimento: a indústria naval, os projetos de reflorestamento e as indústrias de base florestal, a fruticultura, os novos frigoríficos, a bioenergia. Seremos um dos seis lugares do mundo onde se produzem chips e estamos buscando investimentos na área de semicondutores! A revolução tecnológica em curso transformará o Rio Grande do Sul no Vale do Silício do Cone Sul. Quem o diz são algumas das maiores empresas do mundo que para cá atraímos. Duplicamos nosso parque automotivo. Importantes unidades industriais ligadas ao agronegócio espalham-se pelo território estadual, agregando valor ao nosso produto e superando as desigualdades regionais. Há muito a comemorar, mas há, também, muito a agradecer a cada rio-grandense, à nossa equipe, aos valiosos servidores públicos, à imprensa gaúcha e seus profissionais, aos demais poderes de Estado. E, sobretudo, a Deus, pela graça de ter podido governar o Rio Grande com os valores humanos que provêm da fé. O carinho com que sou recebido onde quer que vá me comove e me dá a certeza de haver respondido, com ética, transparência e total dedicação a confiança do povo gaúcho. Especial, Zero Hora, 22/12/2006