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Boletim de Conjuntura destaca resultados positivos da agropecuária e da indústria de transformação gaúchas em 2026

Levantamento também analisa desempenho da atividade econômica, das exportações e do mercado de trabalho

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Card com fundo branco em textura de papel amassado. Ao centro, aparece o brasão do Estado do Rio Grande do Sul em tons de cinza, com espadas e canhões estilizados ao fundo. Abaixo do brasão, em destaque, está a frase "INFORMAÇÃO PÚBLICA" em letras maiúsculas, pretas e em negrito. A composição é minimalista, com bastante espaço em branco ao redor dos elementos centrais.
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A economia do Rio Grande do Sul cresceu 5,7% no segundo trimestre de 2026, na comparação com o mesmo período do ano anterior, impulsionada principalmente pela agropecuária e pela indústria de transformação. O Produto Interno Bruto (PIB) estadual também avançou 0,2% em relação ao primeiro trimestre, registrando o quarto resultado positivo consecutivo nessa base de comparação. Com o desempenho, o volume do PIB trimestral gaúcho atingiu o maior nível da série histórica iniciada em 2002.

Os dados integram a edição de outubro do Boletim de Conjuntura do Rio Grande do Sul, elaborado pelo Departamento de Economia e Estatística (DEE), vinculado à Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG). A publicação reúne indicadores das economias estadual, nacional e internacional, com análises sobre atividade econômica, comércio exterior, mercado de trabalho e perspectivas.

No acumulado do primeiro semestre de 2026, o PIB gaúcho cresceu 3,3% em relação ao mesmo período de 2025. Os três setores da economia gaúcha cresceram no período. A agropecuária foi o principal destaque, com expansão de 19,7%, enquanto a indústria avançou 2% e os serviços registraram crescimento de 1,1%.

A produção agrícola foi influenciada principalmente pelas safras de milho e soja. A colheita de milho alcançou aproximadamente 6,5 milhões de toneladas, com crescimento de 21,8%, configurando um recorde histórico estadual. A produção de soja chegou a 18,3 milhões de toneladas – volume 34,4% superior ao registrado em 2025.

Enquanto a indústria de transformação gaúcha acumulou crescimento de 3,7% entre janeiro e agosto de 2026, a atividade registrou recuo de 0,1% no Brasil. Entre junho e agosto, na comparação com o mesmo período do ano anterior, a produção industrial estadual avançou 5,8%, com destaque para produtos de metal (30,2%), veículos automotores (19,4%), derivados de petróleo e biocombustíveis (16,6%) e produtos alimentícios (7,6%).

Exportações

As exportações do Rio Grande do Sul totalizaram US$ 16,543 bilhões entre janeiro e setembro, crescimento de 7,1% em relação ao mesmo período de 2025. O aumento corresponde a aproximadamente US$ 1,1 bilhão em vendas externas a mais do que no ano anterior.

A agropecuária registrou expansão de 20% no valor exportado, com destaque para a soja. Na indústria, o crescimento foi de 3,5%, impulsionado principalmente pelos produtos alimentícios. A China permaneceu como o principal destino das exportações gaúchas, com participação de 20,7%, seguida pela União Europeia (13,4%), pelos Estados Unidos (7,1%) e pela Argentina (6,1%).

Mercado de trabalho

A taxa de desocupação no Rio Grande do Sul ficou em 4,2% no segundo trimestre de 2026, o menor patamar registrado para um segundo trimestre desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), em 2012. O número de pessoas ocupadas atingiu 5,902 milhões, também o maior registrado um segundo trimestre em toda a série.

O rendimento médio real mensal chegou a R$ 4.169, crescimento de 5,2% em relação ao mesmo trimestre de 2025. A massa de rendimentos alcançou R$ 24,2 bilhões, com expansão de 6,2% na comparação interanual.

No emprego formal, o Estado acumulou saldo positivo de 8.582 postos de trabalho nos 12 meses encerrados em agosto, segundo dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged). O setor de serviços apresentou o maior saldo positivo no período, com 18.024 vagas.

Cenários nacional e internacional

No Brasil, o PIB cresceu 0,5% no segundo trimestre de 2026 em relação ao trimestre anterior e 2% na comparação com o mesmo período de 2025. Os resultados indicam continuidade da expansão econômica nacional, embora em ritmo mais moderado. A taxa de desocupação brasileira ficou em 5,3% no trimestre móvel encerrado em agosto.

No cenário internacional, o Fundo Monetário Internacional (FMI) projeta crescimento de 3,1% da economia mundial em 2026. Enquanto os investimentos nas indústrias de tecnologia estão entre os fatores impulsionadores da atividade econômica, as tensões geopolíticas, ao pressionarem os preços das commodities, exercem efeito de arrefecimento sobre o ritmo de crescimento.

Perspectivas

Para o Rio Grande do Sul, as perspectivas consideram a continuidade de elevada incerteza no cenário externo e a perda de dinamismo da demanda doméstica, além de eventuais efeitos do fenômeno El Niño sobre a produção agropecuária.

Texto: Marcelo Bergter/Ascom SPGG 
Edição: Secom

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