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Cadeia automotiva se mobiliza para atração de investimentos

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A Secretaria do Desenvolvimento e dos Assuntos Internacionais vai contar com o concurso do Instituto Gaúcho de Estudos Automotivos - IGEA para fazer parte do grupo de trabalho (GT) que irá estruturar a câmara setorial que tratará da cadeia produtiva da área automotiva. A possibilidade foi apontada pelo secretário Luis Roberto Ponte, da Sedai, ao participar com dirigentes do IGEA, de uma avaliação de aspectos ligados a gestão dinâmica da cadeia produtiva automotiva conforme metodologia inédita e original desenvolvida pelo instituto. O IGEA poderá, ainda, colaborar com o governo no processo de atração de novos investimentos nesse segmento produtivo e na identificação de gargalos existentes na área. Na reunião, que teve a participação do secretário Kalil Shebe, da Ciência e Tecnologia, e do presidente em exercício da Caixa Estadual S/A - Agência de Fomento-RS, Rogério Wallau, foi destacada a importância de projetar e qualificar o parque fabril do Rio Grande do Sul como fornecedor desse importante segmento industrial que projeta aquisições da ordem de US$ 4,0 bilhões em peças e componentes no mercado interno nesta ano. O presidente do Conselho Deliberativo do IGEA, Paulo Tigre, disse que as exigências das montadoras leva os fabricantes e fornecedores da industria automotiva a buscar a qualificação. O coordenador do Conselho Técnico Operacional do IGEA, Paulo Cirne Lima, assinalou que o instituto atua em sinergia com o Programa Gaúcho de Qualidade e Produtividade e congrega 522 empresas no Estado, uma situação que confere ao IGEA a condição de articulador da cadeia e formulador de projetos nesta área. Operando como facilitador no âmbito do segmento de autopeças, o IGEA tem como foco o apoio à governança da cadeia produtiva e como meta contribuir para que a exportação de componentes represente 10% do faturamento das empresas do setor. Dados do IGEA indicam que 38,9% dos fabricantes e fornecedores de peças e componentes da cadeia produtiva estão localizados no eixo da BR-116 que engloba a Região Metropolitana e os municípios polarizados por Caxias do Sul, 37,8% no nordeste do Estado e 21,4% na região Noroeste, onde desponta a área de máquinas e equipamentos agrícolas. Um percentual significativo dos integrantes da cadeia apontam que compram peças e componentes fora do Rio Grande do Sul devido à ausência de fornecedores locais.
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