Casos de contaminação por hantavírus no RS em 2026 não têm relação com surto em navio que partiu da Argentina
Até esta segunda-feira (11), dois casos foram registrados na zona rural do Estado
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Matéria atualizada às 11h33 de quarta-feira (12/5) de 2026.
Até esta segunda-feira (11/5), o Rio Grande do Sul registrou dois casos de contaminação por hantavírus, os quais não possuem relação com o surto de hantavirose ocorrido em um navio que partiu da Argentina com destino a Cabo Verde.
Os casos ocorreram em áreas rurais dos municípios de Antônio Prado e Paulo Bento. O caso de Antônio Prado foi confirmado laboratorialmente, ao passo que o caso de Paulo Bento foi confirmado por critério clínico-epidemiológico e evoluiu para óbito. As amostras biológicas desse último paciente foram encaminhadas para o laboratório de referência da Fundação Oswaldo Cruz, e a análise que irá confirmar a causa do óbito ainda está em andamento.
A hantavirose é uma doença transmitida por meio de urina, saliva, fezes ou mordida de roedores silvestres. No Brasil, ela ocorre na forma de síndrome cardiopulmonar por hantavírus e tem como sintomas iniciais febre, dor muscular, dor de cabeça, dor lombar e náusea, podendo evoluir para falta de ar, taquicardia, tosse seca, hipotensão e choque circulatório.
Existem vários tipos de hantavírus, e cada um está associado a uma única espécie de roedor. Os ratos urbanos (ratazana, camundongo e rato de telhado) não são reservatórios dos tipos de hantavírus que ocorrem no Brasil.
Os principais fatores de risco para a doença incluem atividades agrícolas, domésticas ou de lazer que estejam, direta ou indiretamente, associadas à exposição a roedores silvestres – como limpeza de galpões, colheita, trilhas e pescarias.
Histórico recente de casos de hantavirose no RS
- 2025 - 8
- 2024 - 7
- 2023 - 6
- 2022 - 9
- 2021 - 3
- 2020 - 1
Texto: Ascom SES
Edição: Felipe Borges/Secom