CCMQ movimenta a cultura no centro de Porto Alegre
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A Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ) volta a ser ponto cultural no centro de Porto Alegre, com aumento significativo de público em muitas atividades, a maioria delas gratuitas. Desde março, passou a abrir também nas segundas-feiras. A maior parte das ações é contínua, projetos que permanecerão ao longo dos anos, apresentações artísticas e oficinas de formação profissional. A programação da Casa de Cultura, instituição vinculada à Secretaria da Cultura, prevê a promoção de seminários mensais, ciclos de oficinas, espetáculos de Teatro de Rua, leituras dramáticas encenadas com a presença de autores e diretores.
O secretário da Cultura, Luiz Antônio de Assis Brasil, informa que toda a Secretaria está envolvida no processo de recuperação e modernização da CCMQ. Isso desde o primeiro dia de nossa administração, no desejo de colocá-la no centro da vida cultural do Rio Grande, afirma Assis Brasil. O diretor da CCMQ, Marcos Barreto, diz que um espaço público deve produzir e fomentar cultura, democratizando o acesso à cultura e à distribuição dos bens e serviços culturais. Já demos vida ao lugar, com excelência na gestão e no serviço. Queremos que a Casa ofereça uma linguagem interessante para o povo e a condição perfeita para que a arte se manifeste, ressalta Barreto.
Para atender melhor o público e garantir a segurança da CCMQ será efetuada a troca dos andaimes da fachada por novos neste mês. A empresa já foi escolhida e os novos tapumes servirão para a obra de restauro. O projeto de restauro feito em 2010 foi inabilitado, refeito este ano e enviado para aprovação do Conselho Estadual de Cultura. Uma empresa da iniciativa privada, que deverá ser habilitada pelo Pró-Cultura RS, através da Lei de Incentivo, está em tratativas para realizar o restauro, previsto para começar no segundo semestre e durar um ano..
Programação
A preocupação de tornar a Casa um espaço contemporâneo de arte constante e aberto ao público e aos artistas já se reflete nas inúmeras atividades que vem sendo criadas desde o início da gestão. No final de julho, haverá a comemoração dos 105 anos de nascimento de Mario Quintana, quando serão realizadas muitas atividades na Semana do Poeta, entre saraus, debates, apresentações de teatro e música. E em setembro a Casa completa 21 anos, data em que a programação e os festejos serão intensificados.
Ainda em junho começam as apresentações do I Festival de Esquetes de Humor da CCMQ, que teve edital lançado em abril para seleção de artistas e 36 grupos inscritos, que estarão competindo com premiação em dinheiro para os três melhores colocados.
As salas de teatro aumentaram o público médio nos últimos meses, com a inclusão de grupos que passaram a se apresentar durante a semana, além dos vencedores do Edital 2010, que estão na Casa de sexta a domingo. Grupos do interior ganharam espaço na Mostra dedicada a eles, o CINPOA: Mostra do Interior de Artes Cênicas, que teve duas edições em março e junho, e terá a terceira em agosto.
Na área musical, o Jardim Lutzenberger ganhou um projeto nas quartas-feiras, e o Acervo Elis Regina passou a receber pockets shows aos sábados desde o inicio de junho. A Discoteca Pública Natho Heen intensificou sua programação para além das audições, com recitais na Sala Luís Cosme e oficinas, recebendo 400 pessoas por mês.
Centenas de pessoas lotam o mezanino em duas quintas-feiras por mês, com a Mostra Artística Cabaré do Verbo, que reúne artes visuais, música, leitura de textos, com artistas convidados.
As galerias de arte, com manutenção de pintura e reparos feitos com verba da Associação de Amigos da CCMQ, já receberam, desde março, oito exposições organizadas pelo Museu de Arte Contemporânea (MAC RS) e Instituto Estadual de Artes Visuais (IEAVi), com público de 5.905 mil pessoas, entre elas, destaca-se a do renomado fotógrafo francês Guy Bourdin. As três salas da Cinemateca Paulo Amorim, único espaço público de cinema com ingresso de baixo custo mantém sua plateia de quatro a cinco mil pessoas por mês.
Presença de artistas
Mais de 400 artistas frequentam a Casa diariamente ensaiando espetáculos de dança, música e teatro. Em contrapartida, se apresentam na Travessa dos Cataventos e nas Passarelas em diversos horários.
Em oficinas de todas as áreas já são 1.130 alunos participando, de janeiro a maio, nas áreas de fotografia, teatro, dança, mímica, literatura. A maioria gratuita. Os artistas que cobram, em troca, oferecem algumas bolsas.
Na Biblioteca Erico Veríssimo, entre usuários e visitantes, o público passou de 792 em março para 1.048 em maio. A Biblioteca Lucília Minssen faz mensalmente contação de histórias para crianças, oficinas de contação de histórias, apresentação de espetáculos de teatro infantil.
Além do agendamento, diariamente turmas de escolas infantis visitam a Casa espontaneamente, o que resulta em cerca de 200 crianças por dia nos espaços da CCMQ.
Inclusão
Houve a consolidação do diálogo através de redes sociais. O facebook da Casa chegou ao limite de cinco mil amigos e foi aberto o perfil II. De 2.300 usuários em janeiro, pulou para 6.596 em fevereiro e para 8.927 em março. Agora já são duas contas lotadas de 10 mil participantes. O twitter da Casa tem 2.600 seguidores.
Foi oferecido o acesso gratuito à internet/espaço Wi-Fi Zone, nos halls das bibliotecas, onde há mesas de estudos e jovens aproveitam para estudar. O registro da Central de Atendimento pulou de 4.900 para 7.000 de janeiro para maio.
Lista de exposições e oficinas realizadas em 2011
Exposições:
- Fotos dos moradores da Vila Chocolatão
- Fotografia Guy Bourdin
- 72 horas (50 anos do Atelier Livre)
- Índios de Darcy Ribeiro
- Terra: Sebastião Salgado
- Cactos gaúchos (Fundação Gaia)
Oficinas:
Literatura - Desbloqueio da Palavra - Eliana Mara Chiossi
Literatura -Poesia e Linguagem - Mario Pirata
Fotografia analógica e Laboratório fotográfico - Gustavo Razzera
Fotopintura
Workshop de fotografia Pinhole
Produção de cinema silencioso como prática social - Suzane Vitória
Mímica - Alexandre Correa
C.P.T.A. (Centro de Pesquisa Teatral do Ator) - Alexandre Vargas
Dramatização - Nena Ainhoren
Teatro-Fórum - Celso Veluza
Teatro/Educação - cultura surda - equipe Signatores, professores e atores
Dance Ability - Kalisy Cabeda
Vídeos projeções - Celina Portella e Educação somática - Sílvia Soter (parcerias com a SMC)
Dança - Thais Petzhold, Fernando Carvalho Leite, Ana Flecha
Aulas de Tango - professor argentino Daniel Carlos
Modelo Vivo - permanente
DJ Anderson
Workshop de guitarra
História do desenho animado
Violão com Felipe Coelho
Texto: Lúcia Karam
Foto: Divulgação
Edição: Redação Secom (51)3210-4305