Conselho comunitário da Serra será criado para ajudar a definir prioridades em praça de pedágio
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Em reunião nesta sexta-feira (28), entre a direção da Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR), parlamentares, prefeitos e representantes de comunidades e entidades da região do pedágio de Flores da Cunha, foi formado um grupo de trabalho que apresentará, até o final da próxima semana, proposta para a formação de um conselho comunitário local. O órgão irá auxiliar na definição das prioridades ligadas à praça de pedágio, que está localizada na RS-122.
A primeira reunião do conselho deverá ser realizada no dia 03 de julho, às 9 horas, na Prefeitura de Flores da Cunha, com a participação dos representantes dos municípios de Antônio Prado, Caxias do Sul, Campestre da Serra, Flores da Cunha, Ipê, Nova Pádua e Nova Roma do Sul.
Entre as reivindicações apresentadas pelos prefeitos à EGR, estão a redução de tarifas, a mudança de local da praça, a regularização do serviço de guincho e ambulância e a manutenção da estrada. De acordo com a Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do RS (Agergs), de 2005 a 2008, a concessionária privada deixou de investir cerca de R$ 5 milhões e uma soma de mais de 84 quilômetros foram reprovados. Isso explica porque a estrada está se desmanchando a menos de um mês do encerramento do contrato, afirmou a deputada Marisa Formolo, que participou da reunião.
Nesse sentido, o presidente da EGR, Luiz Carlos Bertotto, lembrou que as condições das estradas onde já havia pedágio comunitário, como em Portão, estão muito melhores do que as demais, concedidas à iniciativa privada. É preciso deixar claro que todos os recursos que a EGR recebe são destinados à manutenção das rodovias, nada vai para o governo, disse.
A empresa administra a praça de pedágio de flores da Cunha desde o dia 12 de junho e, segundo Bertotto, serão necessários pelo menos dois meses de gestão da praça para projetar a arrecadação e os investimentos possíveis até o final deste ano. Precisamos de pelo menos 60 dias para fazer um planejamento com base em dados confiáveis, afirmou ele.
O presidente da estatal também argumentou que não é possível comparar as tarifas da praça de Flores da Cunha com as praticadas em Portão, que é uma praça de pedágio comunitária e com cobrança em apenas um sentido da rodovia. A cada dia, cerca de 3,5 mil veículos passam pela praça de Flores, nos dois sentidos, enquanto em Portão são 20 mil veículos em um único sentido, explicou.
Acordo
Conheça, a seguir, os termos do acordo firmado na manhã de hoje entre os dirigentes da EGR e as lideranças da região da Serra presentes à reunião:
- A operação tapa buracos, já iniciada, será mantida;
- Serviços de guincho, ambulância e bombeiros serão regularizados até o final de julho;
- A definição sobre a localização da praça de pedágio de Flores será feita em âmbito regional, por meio do conselho comunitário e estudo técnico;
- Os representantes dos municípios envolvidos devem encaminhar à EGR até o final da próxima semana uma proposta de composição do conselho comunitário;
- O conselho comunitário terá como prerrogativa decidir prioridade, investimentos e a localização da praça;
- O grupo cobrará a responsabilidade da concessionária, que deveria ter entregue as estradas com vida útil, mas as entregou (há cerca de 20 dias) com o asfalto já em estado precário;
- A EGR terá um prazo de, no mínimo, 60 dias para a avaliação da receita e cálculo;
- A rodovia será recuperada de maneira estrutural no prazo de dois anos, ao valor de quase R$ 9 milhões.
Texto: Ana Cristina Rosa
Foto: Assessoria EGR
Edição: Redação Secom (51) 3210.4305