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Criação de fundo global é defendida pelo RS em Conferência sobre Mudanças Climáticas

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Delegado da comitiva brasileira na 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 15), que ocorre em Copenhague (Dinamarca) até sexta-feira (18), o secretário do Meio Ambiente, Berfran Rosado, aposta na responsabilidade compartilhada
Criação de fundo global é defendida pelo RS em Conferência sobre Mudanças Climáticas

Delegado da comitiva brasileira na 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 15), que ocorre em Copenhague (Dinamarca) até sexta-feira (18), o secretário do Meio Ambiente, Berfran Rosado, aposta na responsabilidade compartilhada para o enfrentamento e a redução das emissões de gases de efeito estufa. Defende que todos os países devem participar de um fundo global para o clima, porém, com cotas diferenciadas, a partir de sua realidade econômico-financeira e de sua posição nas emissões de carbono na atmosfera.

Todos os países devem contribuir, ainda que com valores distintos. O que não pode são países como Índia e China - com grandes índices de poluição - não terem cotas de redução, sublinhou. Estão reunidos 192 países para traçar os acordos internacionais que vão substituir o Protocolo de Kyoto, que expira em 2012.

 A comitiva gaúcha tem também o secretário das Relações Institucionais, José Alberto Wenzel. O nosso Estado é um dos que mais sofreram com as alterações no clima, tendo, neste ano de 2009, em torno de 20 eventos climáticos adversos, que acarretaram no decreto de emergência de 600 municípios gaúchos, disse ele. De acordo com Wenzel, que também é geólogo, o mais importante da Conferência é o reconhecimento de que o mundo está mudando e que devemos estancar as emissões dos gases que provocam o efeito estufa, para a manutenção da vida.

Compromisso coletivo

Segundo o secretário do Meio Ambiente, a tese do compromisso coletivo - que ganha força em Copenhague - busca aprimorar o Protocolo de Kyoto, assinado em 1997, no Japão e vigorando desde 2005, que impôs obrigações às nações desenvolvidas ao mesmo tempo em que protegeu os países em desenvolvimento, que ficaram desobrigados de reduções de emissões de gases estufa.

A negociação é pela inclusão dos Estados Unidos, segundo maior emissor mundial de carbono, no acordo de redução e pela inclusão dos países em desenvolvimento em metas de redução. Na COP 15, a China afirmou que sua proposta de cortar as emissões de CO2, entre 40% e 45% até 2020 é inegociável. Se o Brasil, que é um país em desenvolvimento, está disposto a investir no fundo e estabeleceu metas significativas de redução, os outros países também devem se comprometer e contribuir para a solução, destacou Berfran Rosado. 

Mudança do clima
A proposta de criação de um fundo global prevê o pagamento pelos países desenvolvidos e em desenvolvimento, a fim de financiar programas de redução de emissões e de adaptação à mudança climática, além de programas de eficiência energética. Berfran e o Secretário de Relações Institucionais, José Alberto Wenzel, reuniram-se com o embaixador brasileiro Luiz Figueiredo, que destacou a importância do pacote financeiro para a luta contra a mudança do clima. Ele informou aos secretários que todos os países desenvolvidos, com raras exceções, têm dificuldades em apontar números de financiamento de longo prazo nas negociações.

Participando do encontro, o embaixador do Brasil na ONU, Sérgio Serra, acredita que o fundo seja a saída. Contudo, lembrou que as negociações devem ser definidas na última hora. Para ele, o principal obstáculo não é a redução de gases do efeito estufa, e sim o financiamento, sobretudo porque os países desenvolvidos só tratam de fundos a curto prazo, até 2012. Sérgio Serra lembrou que os países em desenvolvimento estimam a necessidade anual de US$ 150 bilhões para adaptar-se aos efeitos das mudanças climáticas e para contribuir no seu enfrentamento.

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