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Eduardo Leite assina contrato para implantação de planta de hidrogênio verde integrada à gestão de resíduos em Vacaria

Projeto da Rodoplast selecionado no edital da Cadeia de Hidrogênio Verde reforça descarbonização e inovação sustentável do RS

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Um grupo de pessoas posa sorrindo para a foto enquanto segura um documento, em frente a um painel que diz “Programa H2V RS”.
Iniciativa assinada pelo governador Eduardo Leite receberá subvenção de R$ 30 milhões do governo estadual - Foto: João Pedro Rodrigues/Secom

O governador Eduardo Leite assinou, na manhã deste domingo (1/2), o contrato entre o governo do Estado, por meio do Badesul, e a empresa Rodoplast Indústria e Comércio de Componentes Plásticos Ltda para a implantação de uma planta de produção de hidrogênio verde (H₂V) integrada à gestão de resíduos sólidos urbanos (RSU) no município de Vacaria. O projeto foi selecionado no edital de Desenvolvimento da Cadeia do Hidrogênio Verde (H₂V-RS), coordenado pela Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema) em parceria com a Casa Civil e integra a estratégia de descarbonização do Estado.

A assinatura ocorreu no Parque de Exposições Nicanor Kramer da Luz, durante o Rodeio Internacional de Vacaria. A cerimônia contou com a presença do governador Eduardo Leite; da secretária do Meio Ambiente e Infraestrutura, Marjorie Kauffmann; do gerente Regional Serra da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), Fabio Decorato; do proprietário da Rodoplast, Omar Secchi; do prefeito de Vacaria, André Luiz Rokoski; além de outras autoridades.

Durante a assinatura, Leite afirmou que o projeto representa um marco na estratégia de desenvolvimento sustentável do Rio Grande do Sul. “Estamos dando mais um passo concreto para posicionar o Estado na vanguarda da transição energética no Brasil, unindo inovação tecnológica, responsabilidade ambiental e desenvolvimento regional. Esse projeto mostra que é possível transformar um passivo ambiental, como os resíduos sólidos urbanos, em ativo econômico, gerando energia limpa, novos investimentos e oportunidades para os municípios. O papel do governo é criar as condições para que iniciativas como essa saiam do papel, com segurança jurídica, apoio técnico e visão de futuro”, afirmou o governador.

Um grupo de pessoas está em um palco coberto, algumas vestidas com trajes típicos gaúchos, enquanto um homem ao centro fala ao microfone diante de um painel que diz “Programa H2V-RS”.
Assinatura do contrato de hidrogênio verde ocorreu durante o Rodeio Internacional de Vacaria - Foto: João Pedro Rodrigues/Secom

A secretária Marjorie Kauffmann destacou que o projeto simboliza um avanço importante na agenda de descarbonização do Estado, ao unir inovação tecnológica, gestão responsável de resíduos e produção de energia limpa. “Além de contribuir com a produção do hidrogênio de baixo carbono, o projeto traz benefícios diretos para os municípios, ao reduzir o passivo ambiental dos resíduos sólidos e promover uma gestão mais eficiente e sustentável. O programa é um exemplo de como políticas públicas bem estruturadas podem impulsionar soluções inovadoras, com ganhos ambientais, econômicos e sociais. Estamos criando um ambiente favorável para novas tecnologias e para a redução das emissões de carbono no Rio Grande do Sul”, destacou Marjorie.

Investimento e contrapartida

O projeto da Rodoplast foi contemplado por meio Programa de Desenvolvimento da Cadeia Produtiva do Hidrogênio Verde do governo do Estado, no qual o Badesul atua como operador do edital e é responsável pelo acompanhamento da execução dos recursos. A iniciativa receberá uma subvenção de R$ 30 milhões do governo estadual, com contrapartida de R$ 15,3 milhões da empresa, conforme previsto no edital.

Na ocasião, foi entregue a Licença Prévia e de Instalação (LPIA), emitida pela Fepam, que autoriza a ampliação do empreendimento para a instalação de uma unidade piloto de tratamento térmico de resíduos e produção de hidrogênio, em Vacaria. A licença corresponde a uma das etapas de implantação do projeto da Rodoplast e permite o processo de pirólise, que deverá operar inicialmente em caráter experimental, mediante autorização específica para a realização de testes pré-operacionais. Essa etapa tem como objetivo comprovar a viabilidade técnica e ambiental da tecnologia, subsidiando a futura licença de operação. O sistema funcionará de forma contínua, com capacidade de processamento de até 15 toneladas de resíduos por dia.

Sobre o projeto da Rodoplast

O projeto prevê a implantação de uma planta para a produção de hidrogênio de baixo carbono, com um diferencial tecnológico: a integração direta com o sistema municipal de gestão de resíduos sólidos urbanos. O processo começa com a transformação dos resíduos em um Composto Biossintético Industrial (CBSI), que converte biomassa e plásticos em um material estável, com propriedades de combustível.

Imagem com explicação sobre o processo pirólise mais hidrogênio de baixo carbono
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Na etapa seguinte, o CBSI passa pelo processo de pirólise, que consiste na decomposição térmica de materiais orgânicos em altas temperaturas e na ausência ou com baixa presença de oxigênio. Essa fase é fundamental para a produção do óleo que será utilizado na obtenção do hidrogênio de baixo carbono.

Imagem explicando o que é óleo de pirólise, gás de pirólise, char e hidrogênio
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 A iniciativa contribui para a redução do passivo ambiental local e fortalece os princípios da economia circular, ao alinhar desenvolvimento industrial, eficiência energética e gestão ambiental. O hidrogênio produzido será destinado, prioritariamente, ao uso em transporte e mobilidade sustentável, incluindo o abastecimento inicial de caminhões de coleta de resíduos urbanos movidos a hidrogênio, além de aplicações estacionárias para geração de energia elétrica, conforme a evolução do projeto. A proposta foi desenvolvida pela Rodoplast em parceria com a Ambientalplast Indústria e Comércio Ltda. e a Universidade de Caxias do Sul (UCS).

Programa de Desenvolvimento da Cadeia Produtiva do Hidrogênio Verde

O programa de incentivo ao desenvolvimento do hidrogênio verde representa o primeiro instrumento público de fomento direto à inovação em descarbonização industrial no Brasil em escala estadual, reafirmando o compromisso do Rio Grande do Sul com a neutralidade climática e o desenvolvimento sustentável.

Além da Rodoplast, as empresas Âmbar Sul Energia S.A., Tramontina S.A. Cutelaria e B&8 S.A. também foram contempladas. A Tramontina e a B&8 já tiveram seus contratos assinados, com autorização para o início dos projetos, enquanto a Âmbar Sul terá o ato de assinatura em breve.

Texto: Tamires Tuliszewski/Ascom Sema
Edição: Secom

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