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Eduardo Leite defende reformas institucionais e mobilização dos moderados em painel do Fronteiras do Pensamento

Governador participou de debate sobre “O Brasil do Futuro” ao lado do economista Pérsio Arida no festival realizado em São Paulo

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Três homens sentados em poltronas participam de uma conversa em um palco iluminado; um deles fala ao microfone enquanto os outros escutam atentamente.
Leite defendeu alternativas aos desafios institucionais, econômicos e políticos para um projeto de desenvolvimento sustentável - Foto: Mauricio Tonetto/Secom

O governador Eduardo Leite participou, no início da tarde deste sábado (7/3), de um painel do Fronteiras do Pensamento, em São Paulo. Com o tema “O Brasil do Futuro”, o debate reuniu o economista Pérsio Arida e teve mediação do filósofo e cientista político Fernando Schuler, curador do evento. Durante a conversa, os participantes discutiram os desafios institucionais, econômicos e políticos para que o país construa um projeto de desenvolvimento sustentável de longo prazo.

Em sua participação, Leite defendeu que o Brasil precisa enfrentar entraves institucionais que dificultam a implementação de reformas estruturais e políticas públicas duradouras. Segundo ele, transformações econômicas consistentes dependem de um ambiente institucional capaz de garantir previsibilidade e estabilidade ao longo do tempo.

“Não haverá política econômica sustentável se não houver uma estrutura institucional que dê suporte para isso”, afirmou.

O governador também destacou que o país vive um momento de inflexão diante do esgotamento da polarização política e das mudanças profundas no cenário internacional e tecnológico. Para ele, a superação desse ambiente exige mobilização das lideranças que defendem o diálogo e a construção de consensos.

“Moderação não pode significar resignação nem conformismo. É justamente a disposição de dialogar, compreender visões diferentes e construir caminhos comuns para a democracia”, disse.

Ao comentar as ideias apresentadas por Arida, Leite concordou com a necessidade de aperfeiçoar o arranjo institucional brasileiro para melhorar a governabilidade. O economista argumentou que o país ampliou excessivamente o número de temas tratados na Constituição, o que dificulta reformas e abre espaço para judicialização frequente no Supremo Tribunal Federal. Entre as propostas discutidas estão a desconstitucionalização de matérias que não sejam direitos fundamentais e mudanças que reduzam a fragmentação política e fortaleçam a relação entre representantes e eleitores.

Três homens sentados em poltronas participam de um debate no palco do Festival Fronteiras em São Paulo; um deles fala ao microfone enquanto os outros escutam.
Debate reuniu Eduardo Leite e o economista Pérsio Arida, com mediação do filósofo e cientista político Fernando Schuler - Foto: Maurício Tonetto/Secom

Mais produtividade e competitividade

Ao longo do painel, Leite e Arida também debateram caminhos para o desenvolvimento do país, com destaque para a necessidade de elevar a produtividade da economia brasileira e ampliar a competitividade. Os dois ressaltaram que avanços estruturais dependem de investimentos em capital humano, desburocratização, melhoria da infraestrutura e de políticas educacionais capazes de preparar as novas gerações para as transformações tecnológicas e do mercado de trabalho.

Leite também defendeu reformas no sistema político-eleitoral brasileiro para melhorar a conexão entre eleitores e parlamentares e reduzir a fragmentação partidária. Entre os pontos mencionados estão a adoção de um modelo distrital misto e o aperfeiçoamento das regras de funcionamento do sistema político, medidas que, segundo ele, ajudariam a tornar o processo decisório mais eficiente e representativo.

Ao final do debate, o governador ressaltou que o Brasil precisa concentrar energias em enfrentar seus problemas estruturais, e não seus adversários políticos.

“O país precisa enfrentar os desafios, não os desafetos. Se tivermos essa capacidade, conseguimos ajustar as instituições, dar estabilidade e criar as condições para desenvolvimento, investimento e geração de oportunidades”, afirmou.

Texto: Carlos Ismael Moreira/Secom

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