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Em Santiago, governo do Estado conclui série de visitas a ações sociais selecionadas para o South Summit Brazil

Sict e Seidape conheceram o Banco Pila, iniciativa de moeda social e economia circular desenvolvida pelo município

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A imagem registra um grupo alinhado para uma foto institucional em uma sala com painel ao fundo contendo bandeiras estilizadas e o nome “Prefeitura de Santiago”. As pessoas estão organizadas lado a lado, algumas usando crachás e camisetas vinculadas ao projeto “Pila Verde”.
Banco Pila transforma resíduos urbanos em moeda digital, que pode ser usada para compra de alimentos, passagens e serviços - Foto: Édson Coltz/Ascom Sict

Como parte da agenda preparatória para o South Summit Brazil 2026 (SSB), o governo do Estado, por meio da Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia (Sict) e da Secretaria Extraordinária de Inclusão Digital e Apoio às Políticas de Equidade (Seidape), visitou, na última semana, o projeto Banco Pila, em Santiago. A iniciativa integra a mobilização de ações sociais selecionadas para participar do SSB, evento internacional de tecnologia e inovação que ocorrerá de 25 a 27 de março, no Cais Mauá, em Porto Alegre, com correalização do governo gaúcho. 

Instituído por lei municipal, o Banco Pila transforma resíduos urbanos em moeda digital. Enquanto os resíduos orgânicos podem ser trocados por Pila Verde, materiais recicláveis geram o Pila Azul, incentivando a destinação correta dos rejeitos e gerando valor para a comunidade. “São duas moedas sociais”, resumiu o prefeito Marcelo Gorski de Matos. 

A foto mostra uma feira coberta, com uma mesa longa repleta de produtos artesanais e agrícolas, como verduras, pães, bolos, leite e cestos. Duas pessoas com camisetas verdes estampadas com a frase “Pila Verde” estão posicionadas atrás da mesa.
Pila Verde pode ser utilizado para compra de alimentos nas feiras da agricultura familiar do município - Foto: Édson Coltz/Ascom Sict

“A cada 5 kg de resíduos orgânicos, por exemplo, o cidadão recebe um Pila Verde, que equivale a R$ 1 para uso nas feiras da agricultura familiar. O feirante, por sua vez, com essa moeda digital, compra o adubo elaborado pela equipe da prefeitura para a produção dos alimentos que venderá, caracterizando a economia circular. Já com o Pila Azul, é possível alugar ginásios de esportes, comprar ingressos para o cinema, adquirir passagens de ônibus no município, pagar o estacionamento rotativo, além de outros serviços resultantes de parcerias da prefeitura com a iniciativa privada”, detalhou Matos. O projeto contempla um cartão digital fornecido aos cadastrados no sistema. 

Envolvimento da comunidade 

Em uma sala junto ao ginásio do município, uma vez por semana, a aposentada Maria Leiza Crestani participa de aulas de pilates, pagas com o Pila Azul. “Acho ótimo esse programa e o ciclo gerado por ele. Tenho visto que as pessoas não jogam mais lixo nas ruas, estão reciclando para pagar as atividades”, contou ela, que também faz hidroginástica.   

A imagem mostra uma sala equipada para atividades de pilates, com piso azul e aparelhos de madeira e metal distribuídos pelo ambiente. Em primeiro plano, uma pessoa está deitada sobre um dos equipamentos, realizando um exercício com as pernas elevadas. Ao fundo, outras pessoas praticam movimentos usando bolas e aparelhos, diante de espelhos que ampliam a visão da sala.
Em Santiago, aulas de pilates podem ser pagas com o Pila Azul - Foto: Édson Coltz/Ascom Sict

Na feira do produtor, o agricultor José Olivo Erbice também integra a cadeia circular criada pelo Banco Pila. “Participo desde o início do programa e vejo vários benefícios. No nosso caso, além de vender na feira, trocamos o Pila Verde que recebemos por adubo e mudas de verduras”, relatou.  

Mobilização do ecossistema 

O diretor-adjunto de Conhecimento para Inovação, Ciência e Tecnologia da Sict, Claudir Padia, destacou que a agenda de visitas integra a proposta do governo do Estado de fortalecer o ecossistema de inovação e empreendedorismo. “Ao apoiar a participação de projetos desenvolvidos em diferentes cidades no South Summit Brazil, buscamos exaltar o potencial criativo dessas iniciativas locais. Além disso, o acesso a um palco de relevância internacional permite que esses projetos tenham mais visibilidade, ampliando o seu impacto”, defendeu. 

Segundo a assessora de Educação da Seidape, Nadiele Pires, para garantir a integração ao ecossistema, estão previstos ingressos sociais para que as entidades selecionadas participem do SSB. “Nosso principal objetivo é que todos se sintam parte do South Summit Brazil”, disse. A visita a Santiago, realizada em 12 de março, contou ainda com a participação da assessora técnica da Sict, Marlise Sobieczki Sturmhoebel, e da gestora de Inovação e Tecnologia do Inova RS Região Central, Bibiane Segala. 

Além do Banco Pila, de Santiago, Sict e Seidape visitaram o Projeto Pescar, em Porto Alegre; o Circular Women Lab, em Santa Maria; o Ciclo Empreendedor Criativo, em Rosário do Sul; e o Instituto CooperConecta, em Bagé. Em Estrela, o Comitê Científico de Adaptação e Resiliência Climática, em parceria com a startup TideSat, realizou uma ação para formar moradores locais como multiplicadores de gestão de risco, monitoramento hidrológico e resiliência comunitária. 

South Summit Brazil 

Criado na Espanha e consolidado como a maior feira de inovação do sul da Europa, o South Summit chegou ao Rio Grande do Sul por iniciativa do governo de Eduardo Leite, em parceria com a prefeitura de Porto Alegre. Antes da chegada ao Estado, o evento ainda não possuía edição na América Latina. 

Em 2025, a edição brasileira reuniu 23 mil participantes de 62 países, incluindo 900 investidores e 140 fundos, com mais de US$ 215 bilhões sob gestão. O encontro também recebeu mais de 3 mil startups e 800 speakers. 

A quinta edição do South Summit Brazil terá como tema "Human by Design" — conceito que coloca o ser humano no centro do desenvolvimento de tecnologias e produtos, destacando soluções orientadas às necessidades e ao potencial das pessoas. 

Texto: Édson Coltz/Ascom Sict
Edição: Secom

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