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Entidades fazem visita técnica à Serra da Canastra em Minas Gerais

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"O Rio Grande do Sul tem grande potencial para comercializar queijos regionais, como o colonial e o serrano", explicou Danilo Gomes
"O Rio Grande do Sul tem grande potencial para comercializar queijos regionais, como o colonial e o serrano", explicou Danilo - Foto: Fernando Dias/Seapi

A Câmara Setorial do Leite da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Irrigação (Seapi) formou comitiva para visita à Serra da Canastra, em Minas Gerais, no final de setembro. O grupo foi composto por técnicos dos serviços de inspeção municipal e da Emater RS-Ascar, por autoridades da região dos Campos de Cima da Serra e da Serra Catarinense, e por representantes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs). A comitiva participou de reuniões técnicas, visitas a queijarias e entrepostos de maturação de queijos minas artesanal.

O objetivo da viagem foi conhecer e trocar experiências sobre o processo de produção e de inspeção do queijo artesanal produzido com leite cru em Minas Gerais. Atualmente, o estado pode comercializar o produto em todo o Brasil, o que não ocorre com os queijos artesanais do Sul do país. De um total de sete, três microrregiões identificadas como produtoras de queijo artesanal em Minas Gerais foram visitadas: Serra da Canastra, Araxá e Serra do Salitre.

"O Rio Grande do Sul tem grande potencial para comercializar queijos regionais, como o colonial e, principalmente, o serrano. Hoje, esses produtos, patrimônios do estado, precisam do apoio do governo, além do fomento à pesquisa e à regulamentação, para continuar seu processo de qualificação", explicou o coordenador da Câmara Setorial do Leite, Danilo Gomes.

Abertura de mercado

Minas Gerais conta com 280 queijarias artesanais cadastradas no serviço de inspeção estadual; desses estabelecimentos, oito estão no Sisbi, o que dá possibilidade de comercializar o queijo minas artesanal em todo o país.

Nenhuma queijaria artesanal do Rio Grande do Sul tem esse tipo de registro. "Um porto-alegrense pode comprar legalmente um queijo artesanal mineiro em Porto Alegre, mas não pode comprar o queijo artesanal serrano do seu próprio estado", exemplificou Danilo.

O relatório socioeconômico da cadeia produtiva do leite da Emater RS-Ascar, lançado na Expointer 2017, revelou que cerca de 85 milhões de litros de leite são destinados à produção de derivados lácteos comercializados informalmente no Rio Grande do Sul. "Esse volume é praticamente todo destinado à produção de queijos", destacou o coordenador.

Texto: Henrique Sobrosa/Ascom Seapi
Edição: Sílvia Lago/Secom

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