Escola de Ulm chega ao Museu de Comunicação Social
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Abre nesta quarta-feira (30) a exposição da Escola Superior de Design de Ulm (HFG) - Modelos de Ulm - Modelos Pós-Ulm, no Museu de Comunicação Hipólito José da Costa, na rua dos Andradas, 959. A escola revolucionou o conceito de design de 1953 a 1968. A promoção do evento é uma parceria entre o Museu e o Instituto Göethe, de Porto Alegre. A abertura do evento terá ainda os lançamentos do 2º Prêmio Gaúcho de Design e do Prêmio Masisa de Design, para o Rio Grande do Sul. Modelos de Ulm-Modelos pós-Ulm, organizada pelo Museu de Ulm, já foi exibida no Museu de Arte de Copenhague, no Museu de Ingolstadt, no Museu de Artes de Berlim, na Casa Andrade Muricy, de Curitiba. Além da exposição, ocorre um seminário, no mês de julho, com professores e designers de destaque, com ex-alunos de Ulm e a curadora da mostra a designer Marcela Quijano que virá da Alemanha. Exposição Fotografias de grandes formatos, painéis de textos, sinopse ilustrada, protótipos gráficos, projetos, produtos, uma pilha de livros em forma de torre e vídeos configuram a mostra que representa a proposta da histórica Escola de Ulm. A concepção da mostra se revela em uma divisão por áreas: história, edificação e biografia e seus fundadores, projetos e resultados em comunicação visual e criação de produtos, além de filmes e entrevistas com ex-professores e alunos. Toda a área de exposições do primeiro andar do MCSHJC será destinada à exposição. História A Escola de Ulm, estabelecida na cidade natal de Albert Einstein, a Escola Superior da Forma, considerada a Bauhaus do pós-guerra, foi a tentativa mais significativa de restabelecer a ligação com a tradição do design alemão e de criar uma concepção moderna e própria. Fundada em 1953 por Inge Scholl, Otl Aicher e Max Bill, só se iniciou oficialmente em 1955. Max Bill, seu primeiro diretor, encarava a HfG (ESF) como uma sucessora da Bauhaus nos seus métodos de ensino, disciplinas lecionadas, ideais políticos e por também acreditar que o design tinha um importante papel social a desempenhar. O ensino não se orientava para assuntos individualizados, mas para a interdisciplinaridade. Dividia-se em quatro áreas: design do produto, design de comunicação, construção, informação e, mais tarde, um departamento de cinema. De início seguia um modelo próximo da Bauhaus, do qual se foi afastando progressivamente orientando-se para a educação científica, tecnológica e para a metodologia do Design. No início dos anos 1960, fortalecida pela nova liderança de Tomás Maldonado, a escola voltou-se para a resolução de problemas técnicos. Para Maldonado, o fator estético deveria apenas ser um fator entre outros com que o designer opera, mas de forma nenhuma deveria ser o principal ou predominante. Ulm formou designers com um vínculo forte com a ciência.Nos seus últimos anos, já perto da dissolução, sob a direção de Herbert Ohl (1966/68), a escola trabalhou crescentemente em colaboração com firmas como a Kodak e a Braun. A disputa pela sua liderança e o crescimento do movimento de contracultura, com auge em maio de 1968, que criticava a sociedade de consumo e o papel do design como muleta da industria, levaram ao progressivo corte de fundos e ditaram o fim do projeto. Apesar de extinta, continua presente influenciando produtos dos seus professores, alunos e o design de marca (corporate design) da Lufthansa e dos comboios ICE, por exemplo. No Brasil, o design visual, como hoje entendemos, foi implantado por Alexandre Wollner (pintor concretista), formado pela escola de Ulm. Serviço: Exposição Modelos de Ulm-Modelos pós Ulm Lançamentos da segunda edição do Prêmio Gaúcho de Design e do Prêmio Masisa de Design, para o Rio Grande do Sul. de hoje (29) a 30 de julho, no Museu de Comunicação Social Hipólito José da Costa, na rua dos Andradas, 959, telefones 51 3224 4252 e 3286 2051.