Estado assume desafio de fazer do RS um centro distribuidor de produtos na América Latina
Publicação:
A busca de soluções para o Rio Grande do Sul aumentar sua capacidade logística em portos e hidrovias e reduzir a dependência do já saturado transporte rodoviário foi destacada, nesta sexta-feira (22), como um dos principais resultados da missão liderada pela governadora Yeda Crusius à Holanda.
A Holanda é uma usina de projetos, que estão sendo realizados em todo o mundo e na direção do desenvolvimento, o qual vamos continuar acompanhando, afirmou a governadora Yeda Crusius em entrevista coletiva no Palácio Piratini.
A delegação embarcou no último sábado (16) para Amsterdã e retornou nesta quinta-feira (21). Entre os compromissos mais importantes, Yeda Crusius assinou, em Haia, na terça-feira (19), termo de cooperação técnica para o desenvolvimento do sistema hidroportuário do Estado.
A parceria vai viabilizar, em cerca de sete meses, um plano diretor e de negócios para o melhor aproveitamento dos portos internos e do transporte fluvial gaúcho, assim como sua integração com o modal rodoviário e com o Porto de Rio Grande, para o escoamento da produção.
A missão retorna com a responsabilidade de fazer com que o Rio Grande do Sul se transforme em um centro de distribuição de produtos na América Latina a partir do Porto de Rio Grande. Há sistemas prontos que podem ser agregados ao nosso Estado, ressaltou a governadora, que conheceu os sistemas dos portos de Amsterdã e Roterdã, que estão entre os maiores e mais modernos do mundo em eficiência ao operar 24 horas por dia com terminais totalmente automatizados e informatizados.
Condições especiais
O documento foi assinado sob o respaldo do acordo bilateral recentemente firmado entre os governos brasileiro e holandês e possibilitará, ainda, condições especiais para o governo do Estado investir em contratação de consultoria técnica para o plano geral e de negócios. O governo conta com a experiência holandesa para definir onde alocar recursos públicos, que áreas de atuação poderão ser licitadas à iniciativa privada ou ainda quais são passíveis de parcerias público-privadas.
Segundo o secretário de Infra-Estrutura e Logística, Daniel Andrade, a intenção é reduzir o alto custo logístico que afeta a competitividade internacional do Estado. Atualmente, esse custo é de 16% em relação ao produto movimentado, enquanto o da Holanda fica em 8%. O objetivo da parceria é fazer a transferência de 10% a 15% do volume de carga do Estado para o sistema hidroviário. Isto representa uma economia ao Rio Grande do Sul de R$ 100 milhões ao ano, apenas em frete, sem contar a redução de custos de combustíveis e de impacto ambiental, afirmou o secretário.
Fizeram parte da missão governamental o secretário-geral de Governo, Erik Camarano, os secretários de Infra-Estrutura e Logística, Daniel Andrade, de Desenvolvimento e dos Assuntos Internacionais, Márcio Biolchi, do Meio Ambiente, Otaviano Brenner de Moares, e da Habitação, Saneamento e Desenvolvimento Urbano, Marco Alba, a presidente da Fepam, Ana Pellini, o presidente da Corsan, Mário Freitas, e as deputadas estaduais Zilá Breitenbach e Silvana Covatti.