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Estado distribuirá 1,6 milhão de vacinas contra febre aftosa

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Rio Grande do Sul é o único estado brasileiro que entrega vacinas aos pequenos produtores rurais. O número de doses é 17% maior do que o total entregue em junho do ano passado A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Pesca e Agronegócio distribuirá 1,6
Estado distribuirá 1,6 milhão de vacinas contra febre aftosa

Rio Grande do Sul é o único estado brasileiro que entrega vacinas aos pequenos produtores rurais. O número de doses é 17% maior do que o total entregue em junho do ano passado

A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Pesca e Agronegócio distribuirá 1,6 milhão de doses da vacina contra a febre aftosa aos pequenos produtores que se enquadram nas regras do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) no Rio Grande do Sul.

O número de vacinas é 17% maior do que o total distribuído na etapa de reforço da imunização do rebanho bovídeo gaúcho, em junho do ano passado. Cerca de 600 mil doses já estão no interior, especialmente na região Sul do Estado, informa o chefe de Fiscalização do DPA (Departamento de Produção Animal), Fernando Groff. O restante das vacinas será entregue a partir da metade do mês.

O pregão eletrônico para compra das doses está marcado para o dia 9 de junho. Groff afirma que as vacinas são distribuídas gratuitamente aos produtores que possuem até 50 animais. Estas doses beneficiam em torno de 60% dos produtores gaúchos que possuem bovinos e bubalinos de até 24 meses de idade, afirma.

O Rio Grande do Sul é o único estado brasileiro que entrega vacinas aos pequenos produtores rurais. Segundo o secretário da Agricultura, João Carlos Machado, os produtores estão conscientes da importância da vacinação.

A imunização do rebanho permitirá que o Estado mantenha e até melhore o status sanitário como livre da febre aftosa com vacinação. Isso vem em benefício do próprio agricultor, principalmente, pela credibilidade diante do mercado externo, avalia Machado

Reforço
A campanha oficial de reforço da vacinação contra a febre aftosa no rebanho bovídeo gaúcho começou nesta segunda-feira (2) no RS. Os produtores têm até o dia 30 de junho para imunizarem bovinos e bubalinos (búfalos) com até 24 meses de idade.

A expectativa é em torno de 5 milhões de animais recebam a vacina contra a doença, abrangendo cerca de 40% do rebanho bovídeo do Estado. O objetivo da Secretaria da Agricultura é superar o índice de imunização alcançado no ano passado, quando 89,89% do rebanho com menos de 24 meses foi vacinado.

Serviço
• A Secretaria da Agricultura não executa a vacinação, apenas fiscaliza.

• A responsabilidade sobre a imunização dos animais é do produtor rural, que deverá aplicar a vacina nos seus bovídeos e comprovar a vacinação nas Inspetorias Veterinárias e Zootécnicas (IVZs) de seus municípios até o dia 31 de janeiro de 2008.

• Quem possui até 50 cabeças de gado por núcleo familiar e está enuqadrado no Pronaf, segundo regras estabelecidas pela Portaria Estadual 292/2007, de 14/12/2007, pode solicitar doses da vacina, gratuitamente, na IVZ do seu município.

• Quem possui acima de 50 cabeças de gado, deve providenciar a compra das doses e a aplicação no seu rebanho.

• Os técnicos do Departamento de Produção Animal (DPA) supervisionam a vacinação em assentamentos rurais, reservas indígenas e propriedades consideradas de maior risco para a febre aftosa.

• Quem não vacinar ou não comprovar a vacinação de seus animais dentro do período oficial da campanha (de 2 a 30 de junho), está sujeito à medidas punitivas pelo DPA. A multa aplicada é de 2% do valor de cada animal não vacinado. Posteriormente, os técnicos do DPA realizam a vacinação destes animais, para garantir a sanidade do rebanho gaúcho.

Saiba mais
• A febre aftosa é uma doença altamente contagiosa que afeta animais biungulados como os bovinos, bubalinos, suínos, ovinos e caprinos. Essa doença causa grandes perdas econômicas, já que os animais afetados e aqueles que mantiveram contato são sacrificados e todos os produtos de origem animal (leite, ovos, carne, etc) são descartados na região afetada.

• Como exemplo, no foco de febre aftosa que ocorreu no RS em 2000, no município de Jóia, cerca de 11.000 animais foram sacrificados e o prejuízo direto chegou a US$ 4 milhões. Além disso, as exportações de produtos de origem animal, assim como de origem vegetal são suspensas, já que os países importadores suspendem o comércio com o Estado. Conseqüentemente, o produto que iria para o mercado externo é comercializado no RS e assim, com o aumento da oferta interna existe uma diminuição no valor pago ao produtor rural pelo leite, carne, ovos, entre outros.

A doença
• A febre aftosa é uma doença causada por seis tipos diferentes de um vírus da família Picornaviridae, gênero Aphthovírus, altamente contagioso, que provoca febre e feridas na boca e nas patas de bois, porcos e ovelhas. Branda, passa em 15 dias e quase nunca mata - apenas 5% dos animais contaminados morrem. No entanto, causa enormes prejuízos econômicos. Durante as duas semanas do ciclo da doença, há uma queda de 40% na produção do leite. Como fica com a língua dolorida, o animal contaminado pára de comer e emagrece.

• O vírus da febre aftosa não se espalha apenas pelas secreções, excreções, carne, ossos e leite dos animais contaminados, mas também pelo ar e pela água. Até uma sola de sapato pode dar carona para o vírus de uma fazenda para outra.

• A doença é inofensiva para os humanos. O homem, no entanto, transmite o vírus sem saber que está contaminado.

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