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Estado e União definem padrão inovador para o desenvolvimento do RS

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A Governadora Yeda Crusius e o secretário Geral de Governo, Erik Camarano(d), durante reunião com o ministro extraordinário de Assuntos Estratégicos, Roberto Mangabeira Unger.
Yeda reúne-se com o ministro Mangabeira Unger - Foto: Jefferson Bernardes / Palácio Piratini

Foram anunciadas, nesta sexta-feira (22), as três áreas fundamentais do trabalho federativo entre o Rio Grande do Sul e a União para inovar o padrão de desenvolvimento do Estado. São elas as áreas industrial, agrícola e  escolar de nível médio. A governadora Yeda Crusius e o ministro extraordinário de Assuntos Estratégicos, Roberto Mangabeira Unger, trataram do tema no Palácio Piratini.

Após reunião-almoço com a governadora e secretários, o ministro falou das medidas a serem implantadas em parceria com o Estado. A nova política industrial deverá transferir tecnologias e práticas avançadas para as pequenas e médias empresas. Elas são a maior força da economia brasileira, assinalou Unger.

Aceleração
Essa política, na visão do ministro, vai acelerar a travessia para além do modelo tradicional de indústria, instaurado em meados do século passado e que, na definição de Unger, é concentrador e rígido, de produção de bens e serviços em grande escala por uma mão-de-obra semiqualificada, e com relações de trabalho hierarquizadas e especializadas.

A nova política agrícola a ser desenvolvida (Estado/Ministério) visa a organizar o extensionismo - ou a assistência técnica ao produtor. É a correia de transmissão indispensável entre os inventos da Embrapa e a atividade do produtor rural, explicou Unger. Segundo ele, é urgente organizar uma agricultura democratizada e de alto valor agregado. 

Supercontraste
Nas palavras do ministro, a agricultura com esse conceito poderá superar de uma vez por todas o contraste falso entre agricultura familiar e empresarial. E um dos lugares privilegiados do Brasil para que isso avance é o Rio Grande do Sul. A terceira iniciativa - a construção de um novo modelo de escola média - é o elo fraco do sistema escolar do Brasil, conforme Unger.

Para o ministro, a nova escola média irá combinar o ensino em geral, mas com orientação analítica e capacitadora, com ensino técnico e profissional. Segundo ele, não haverá separação entre o técnico e o profissional: Queremos um ensino que prepare o trabalhador de amanhã para um mundo de inovações permanentes.

O começo
De acordo com a governadora Yeda Crusius, o trabalho conjunto do governo do Estado com o Ministério começou em fevereiro. Segundo a governadora, a mudança do padrão de desenvolvimento do Estado visa a enfrentar os desafios da competitividade atual. As reuniões envolveram secretários do governo e equipe do Ministério.

A finalização do campo de trabalho conjunto a ser desenvolvido para a incorporação definitiva de inovações em prol do RS ocorrerá através de medidas do governo gaúcho, explicou Yeda. Para tanto, serão encaminhados projetos de lei à Assembléia Legislativa e reorganizados internamente programas focados na inovação. 

O ministro Mangabeira Unger é o encarregado pelo debate e pela definição do novo modelo de desenvolvimento para o Brasil, com base na ampliação das oportunidades de aprendizado, trabalho e produção . O Brasil precisa ir além do modelo de industrialização implantado no Sudeste do século 20, enfatizou.

Na exposição à imprensa, o ministro observou que a inovação permanente já começou no centro industrial do país. Mas essa tarefa deve ser encarada como uma obra de Estado, e não apenas como um projeto de governo. Deve ser construída por uma colaboração entre o governo federal e os estados, concluiu.

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