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Estado encerra colheita de soja

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O Rio Grande do Sul encerrou a colheita de soja. Conforme levantamento da Secretaria da Agricultura e Abastecimento (SAA), através da Emater/RS, o produto está dentro do padrão comercial, apenas com tamanho reduzido e baixo peso das sementes. O Estado plantou 3,2 milhões de hectares e a estimativa é de uma produção de 5,5 milhões de toneladas. Os preços recebidos pelos produtores vêm apresentando sucessivos aumentos nas últimas semanas. No momento, situam-se em R$ 23,91 o saco, que correspondem a 3,1%, 12%, 14,3% e 19,7% sobre os de uma, três, cinco e sete semanas atrás, respectivamente. A comercialização está ocorrendo de forma escalonada, com os produtores apostando no aumento dos preços nos próximos meses, como forma de compensar, ao menos em parte, as perdas ocorridas com a estiagem deste ano. Estimam-se que tenham sido comercializados 25% na região de Erechim, 40% na de Ijuí e 42% na de Passo Fundo, entre as maiores produtoras, considerando-se os adiantamentos para pagamento na colheita, venda de soja verde e vendas realizadas após a entrega do produto. Lavoura de verão A colheita do milho chega a 78%, no estado, sendo pouco prejudicada pelas chuvas. A qualidade é boa, apesar dos grãos em alguns casos mostrarem-se um pouco menores. Estão se confirmando as perdas por efeito da estiagem. Nas regiões grandes produtoras, as de Erechim, Santa Rosa e Ijuí mostram perdas superiores a 30%, ficando a média do Estado em 26,7%, conforme pesquisa divulgada pela Emater/RS no início de maio. Na lavoura semeada mais no tarde, foi iniciada a colheita. No Noroeste, na área compreendida pelos municípios próximos a Cerro Largo, 40% foram colhidos. Nessa região, boa parte das plantas é utilizada para a elaboração de silagem da planta inteira e de grãos úmidos.A previsão é de rendimentos normais nesta semeadura do tarde na maioria dos municípios, como por exemplo, Horizontina, com 2,64 mil quilos por hectare, Boa Vista do Buricá, com 2,5 mil quilos e Três de Maio e Nova Candelária, com 2,4 mil quilos. Conforme avaliação da Emater/RS, devido ao volume da safra, que deverá ficar em menos de quatro milhões de toneladas, elevando os preços, continua o interesse dos criadores que adquirem o grão em comprarem o produto através do programa de venda de milho no balcão, da Conab. Esta modalidade, no entanto, não está sendo oferecida pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o que tem motivado mobilização por parte do Governo do Estado e do setor. O diferencial, nesta safra, foi a significativa melhoria dos preços recebidos pelos plantadores de milho, comparativamente ao ano passado, beneficiando os agricultores que tiveram perdas em função do clima. O mesmo não vale para os criadores, principalmente de aves e suínos. Inverno O predomínio de sol e a adequada umidade do solo dos últimos dias foram favoráveis para as lavouras e pastagens cultivadas. As pastagens se ressentiam da falta de luminosidade. Mas em algumas áreas, como no Planalto, continua o excesso de umidade do solo, causando atraso na implantação dos cultivos de inverno. Na Serra, que é grande produtora de frutas, nas semanas anteriores as temperaturas ficaram acima da média para a época, antecipando a floração e causando apreensão entre os produtores quanto ao reflexo desta alteração climática na produção futura das plantas atingidas. O clima vem favorecendo a semeadura do trigo, que se encontra próxima da média histórica (cinco anos) para esta época, de 35%. Os principais trabalhos nas lavouras referem-se à dessecação e rolagem com vistas ao início da semeadura, principalmente das cultivares com ciclo vegetativo mais longo. A previsão de aumento na área do cereal até o momento é de 17,2%, no Rio Grande do Sul, a qual, se confirmada, chegará a 721 mil ha. A umidade do solo, somada às temperaturas amenas para a época tem propiciado o aparecimento de algumas doenças e o atraso no desenvolvimento de algumas olerícolas. Nos vales do Taquari e Caí, alguns produtores falam em redução de produção da alface, couve-flor e beterraba, em até 30%, em função das condições climáticas dos últimos períodos. Na Depressão Central, a situação é semelhante, com prejuízos especialmente na produção de folhosas. No Alto Jacuí e região Colonial de Ijuí, as chuvas constantes têm atrapalhado a realização de determinados tratos culturais nos canteiros. No Planalto, a situação é considerada normal no período, com ênfase para a produção de folhosas, raízes e bulbos.
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