Fábrica de painéis de madeira aglomerada prevê faturamento anual de R$ 335 milhões
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Um faturamento anual de R$ 335 milhões, ao final de cada uma de suas duas fases, está previsto para ser obtido pela empresa Satipel em Taquari, no Vale do Rio Taquari, para a montagem de uma linha contínua de painéis de madeira aglomerada destinados à fabricação de móveis populares. A primeira fase prevê a produção de 425 mil metros cúbicos de painéis, com um investimento de R$ 120 milhões, sendo que a segunda etapa deverá atingir 680 mil metros cúbicos. Estão previstos cerca de 800 empregos diretos e indiretos pelo empreendimento. O investimento da empresa está surgindo por articulação do secretário Nelson Proença, do Desenvolvimento e dos Assuntos Internacionais, que conversou pessoalmente com o diretor-presidente da Satipel, Salo Seibel, convencendo-o para que ampliasse a produção no Rio Grande do Sul, com incentivos do Fundopem. Como resultado do esforço, a fábrica deverá ampliar sua produção, com um acréscimo de faturamento de R$ 335 milhões por ano. O investimento da Sapitel deverá beneficiar muito a cadeia moveleira gaúcha, fornecendo as principais matérias-primas do setor a custos mais baixos. O vice-presidente administrativo-financeiro do grupo Ligna, de São Paulo, ao qual pertence a Satipel, Laércio Lessa, detentora de uma outra fábrica de painéis em Uberaba, Minas Gerais, informa também que os equipamentos para a produção gaúcha deverão vir da Europa. Noventa empregos diretos ou terceirizados e outros 200 indiretos estão sendo previstos por esse investimento para o qual deverá ser assinado nesta quarta-feira (20), às 15 horas, um protocolo de intenções com a Secretaria do Desenvolvimento e dos Asssuntos Internacionais, no Centro Administrativo do Estado. Outros 500 empregos na cadeia produtiva florestal também estão previstos. Três motivos são apontados pelo dirigente da Satipel para a empresa gerar este investimento: o crescimento da atividade imobiliária, a oferta de créditos e a queda de juros. A Satipel surgiu na década de 1970 do grupo gaúcho Formiplac, e foi adquirida pelo grupo Ligna de São Paulo, possuindo duas unidades florestais para se abastecer de matéria-prima: em Estrela do Sul e Uberaba, ambas em Minas Gerais. Dedica-se à fabricação de painéis de madeira aglomerada para criação de móveis de salas, dormitórios, escritórios, cozinhas, banheiros, lojas, restaurantes, hotéis e laboratórios, entre outros locais. Em 1998, a Satipel adquiriu em Monte Carmelo, no Triângulo Mineiro, uma reserva florestal de 50 mil hectares de pinus, permitindo que não lhe falte matéria-prima para seus produtos.