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Governador Eduardo Leite realiza visita técnica para monitorar obras do Fundo a Fundo da Reconstrução em Porto Alegre

Governo já aprovou repasse de R$ 171,6 milhões ao município de Porto Alegre no âmbito da iniciativa

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Um grupo de homens caminha por uma rua, ao ar livre, sob sol forte. Um dos homens aponta algo à frente, como se estivesse explicando o local. Há postes, vegetação e prédios ao fundo, e o céu está azul com nuvens.
No encontro, governador destacou trabalho conjunto com a prefeitura da capital - Foto: Maurício Tonetto/Secom

O governador Eduardo Leite se reuniu, nesta quarta-feira (21/1), com o prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo, para monitorar o andamento das obras que integram o Programa Fundo a Fundo da Reconstrução. Após o encontro – que também teve a presença do secretário da Reconstrução Gaúcha, Pedro Capeluppi, e de representantes da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) e do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS) –, foi realizada uma visita técnica a estruturas que estão sendo reconstruídas na Zona Norte da capital.

O governo do Estado já aprovou repasse de R$ 171,6 milhões ao município no âmbito do Fundo a Fundo. Uma parte do valor, R$ 60 milhões, foi repassado ainda em julho de 2025. Os recursos contemplam a recuperação de diques, estações de bombeamento de água e esgoto e comportas danificadas; e a realização de estudos para a construção do sistema de proteção contra cheias.

“Estamos trabalhando de forma muito próxima com a Prefeitura de Porto Alegre para garantir que as obras ocorram com rapidez e responsabilidade. O Estado já aprovou o repasse de R$ 171,6 milhões pelo Fundo a Fundo da Reconstrução, com recursos destinados à recuperação de diques, comportas e casas de bombas, e analisa os novos projetos”, assegurou Leite. “Esses investimentos, que integram o Plano Rio Grande, são fundamentais para recompor sistemas existentes e fortalecer a proteção contra cheias, garantindo mais segurança para a população e mais resiliência para Porto Alegre e todo o Rio Grande do Sul.”

Liderado pelo governador, o Plano Rio Grande é o programa de Estado criado para proteger a população, reconstruir o Rio Grande do Sul e torná-lo ainda mais forte e resiliente, preparado para o futuro.

As vistorias na Zona Norte ocorreram na Comporta 14, próxima às alças para a ponte móvel do Guaíba, e nos bairros Anchieta e Sarandi, que recebem trabalhos de recuperação com recursos do programa.

A imagem mostra uma vista aérea de um bairro. De um lado há muitas casas simples e próximas umas das outras; do outro lado há uma área verde com água, como um lago ou brejo. Entre a parte das casas e a área alagada existe um grande barranco comprido e alto de terra coberta por grama, parecido com um muro natural. Em cima desse barranco há um pequeno grupo de pessoas reunidas. O céu está claro com nuvens.
Dique do Sarandi passa por recuperação com recursos do programa - Foto: Maurício Tonetto/Secom

Esforço conjunto

Os projetos estão sendo monitorados por gestores do Estado e representantes da Fepam e do Ministério Público, com atenção aos prazos vinculados à execução de recursos do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs).

Por sua vez, a Prefeitura de Porto Alegre posteriormente apresentou novas demandas para ampliar os trabalhos de recuperação dos diques da Zona Norte da cidade, como o do Arroio Areia, entre outros projetos. O pedido em análise soma R$ 63,6 milhões e está sendo discutido nas reuniões entre governo e prefeitura, além de motivar as visitas técnicas. Novos repasses, que contemplam os projetos em questão, devem ocorrer nas próximas semanas.

Capeluppi ressaltou o papel do Fundo a Fundo para tornar mais ágil o envio dos recursos às cidades. “O Fundo a Fundo da Reconstrução já permitiu repasses muito relevantes para as obras em andamento nos municípios. Da mesma forma, recebemos outras demandas, como as que chegaram do município de Porto Alegre, e todas elas estão sendo analisadas no escopo do programa”, afirmou.

Melo, por sua vez, ressaltou os esforços conjuntos que permitem o avanço dos trabalhos. “Porto Alegre é uma cidade mais segura e preparada do que em 2024. Avançamos na recuperação das estruturas e dos equipamentos públicos atingidos, mas precisamos pensar no futuro e qualificar o sistema de proteção contra enchentes com robustez”, disse. “Só há um caminho para reforçarmos a bacia hidrográfica do Guaíba e da Região Metropolitana: a união dos esforços de todos os entes de governo.”

Um grupo de cerca de dez homens está em pé conversando ao ar livre, embaixo de uma grande estrutura elevada de concreto, como um viaduto. Estão olhando uns para os outros enquanto alguém fala, parecendo uma visita técnica. O céu está claro.
Equipes do governo e da prefeitura debateram andamento dos trabalhos na Comporta 14 - Foto: Maurício Tonetto/Secom

Região do Aeroporto Salgado Filho

Durante a reunião, a Prefeitura de Porto Alegre apresentou a demanda de separar a zona do Aeroporto Salgado Filho do sistema mais amplo da Bacia do Gravataí, sistema planejado a partir dos recursos do Fundo de Apoio à Infraestrutura para Recuperação e Adaptação a Eventos Climáticos Extremos (Firece), criado pela União. A demanda parte de estudos alternativos realizados por uma consultoria contratada pelo município.

“O aeroporto é um equipamento crítico para todo o Estado, essencial para a economia, a conectividade e a mobilidade. Por isso estamos estudando, com a prefeitura, a possibilidade de agilizar as obras de proteção na região. A ideia é avaliar tecnicamente a separação desse trecho do sistema da Bacia do Gravataí, para avançar mais rápido nos projetos e na execução das obras, sempre com segurança técnica e em cooperação entre Estado e município”, explicou o governador.

Próximos eventos

Na sexta-feira (16/1), o governo realizou visita técnica em Canoas para debater demandas apresentadas pela prefeitura e monitorar as obras em processo. Nas próximas semanas, os projetos do Fundo a Fundo da Reconstrução serão tema de novas reuniões entre o governo e os demais municípios contemplados.

Texto: Iuri Müller/Ascom Serg
Edição: Secom

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