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Governo do Estado adquire scanner de sementes que usa inteligência artificial

Aparelho está em centro de pesquisa em Santa Maria e serve para identificar o vigor e a germinação de lotes de sementes

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Centro de pesquisa da Secretaria da Agricultura em Santa Maria recebe scanner de sementes com IA março26
Estado investiu cerca de R$ 177 mil no aparelho por meio do projeto estratégico de Descarbonização da Agropecuária - Foto: Ascom Seapi

A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) adquiriu um scanner de sementes chamado GroundEye, que utiliza inteligência artificial (IA). O equipamento de última geração está no Centro Estadual de Diagnóstico e Pesquisa Florestal (Ceflor) em Santa Maria, vinculado ao Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária (DDPA/Seapi). O investimento foi de cerca de R$ 177 mil, por meio do projeto estratégico de Descarbonização da Agropecuária.

A principal finalidade é treinar a IA para identificar o vigor e a germinação de lotes de sementes. "Com essa ferramenta, pode-se ganhar tempo para se obter dados sobre a qualidade fisiológica da amostra de sementes avaliada", explica o engenheiro agrônomo e pesquisador do Ceflor, Evandro Missio.

O pesquisador conta que o princípio do equipamento é a captura de imagem através de duas câmeras dispostas abaixo e acima da amostra, permitindo que se tenha uma visão dos dois lados da semente. "Após a captura, as imagens são transferidas para um software instalado no computador acoplado ao equipamento. Com ele, é possível programar e treinar a IA para efetuar várias medições e determinações de variáveis de interesse – como peso, formato, coloração, espessura e rugosidade – num lote de sementes. Pode-se também medir o comprimento de plântula (planta jovem, recém germinada), obtendo-se mais de 300 informações por objeto", conta.

Missio destaca que, além disso, o equipamento pode ajudar em projetos de pesquisa e coleta de dados científicos, com aplicabilidade para diferentes áreas de interesse – como entomologia, silvicultura, solos, microbiologia e forrageiras, entre outras. “O aparelho também vai qualificar a produção de mudas de espécies florestais nativas, com sementes mais padronizadas e selecionadas, que vão resultar em mudas mais adequadas para a restauração de plantas nativas”, explica.

Texto: Ascom Seapi
Edição: Secom

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