Governo do Estado destina R$ 14 bilhões na recuperação do RS, ampliando capacidade de resposta e prevenção a eventos climáticos
Aportes fazem parte do Plano Rio Grande, lançado logo no primeiro mês das cheias históricas
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Dois anos após as inundações que atingiram o Rio Grande do Sul em maio de 2024, o governo do Estado registra investimentos que superam R$ 14 bilhões em ações de reconstrução, contemplando centenas de municípios. Os aportes – que incluem recursos pagos, empenhados e aprovados – integram o Plano Rio Grande, que foi lançado no primeiro mês das enchentes e cuja verba total chega a R$ 14,5 bilhões.
Esta matéria integra uma série de conteúdos informativos sobre os dois anos após a enchente de 2024. Para além de projetos voltados à reconstrução de estruturas e lugares atingidos, o Plano Rio Grande resgata vidas e trabalha na construção do futuro do Estado. Hoje, o Rio Grande do Sul conta com um conjunto estruturado de ações que ampliam sua capacidade de resposta e prevenção, tornando-o mais resiliente. Essa transformação não se limita à gestão de riscos climáticos, mas fortalece a economia, a infraestrutura e a capacidade institucional, preparando o Estado para enfrentar desafios e sustentar seu desenvolvimento nos próximos anos. O Rio Grande do Sul e o Brasil nunca tiveram, até aqui, um plano estruturado com essa finalidade.
Do total de R$ 14 bilhões aprovados, mais de R$ 4,4 bilhões já foram pagos e executados nestes dois anos, com ações entregues à população, e outros R$ 8,1 bilhões estão empenhados. Os recursos são do Executivo estadual e advindos da suspensão do pagamento da dívida com a União por 36 meses (a partir de maio de 2024). Para organizar os recursos foi criado o Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs).
Ao todo, o plano conta, atualmente, com 227 projetos aprovados em diversas áreas e divididos em fases – como concluídos, em andamento e planejamento. “O Rio Grande do Sul está muito mais preparado para enfrentar eventos climáticos adversos. Isso é um fato. Desde os primeiros momentos, ainda antes das águas baixarem, colocamos em prática o Plano Rio Grande com um grande conjunto de medidas para tornar o Rio Grande do Sul mais resiliente. Nosso Estado nunca havia tido um plano estruturado com essa finalidade, e o Brasil também não. Agora, sim, temos programa de Estado, não de um governo apenas, para encarar as mudanças climáticas no presente e no futuro”, destaca Leite.
Sobre os investimentos já realizados nesses dois anos, o governador complementa. “Já aprovamos mais de R$ 13,9 bilhões em projetos e ações de reconstrução. Mais de R$ 4 bilhões já foram pagos, ou seja, são iniciativas já concluídas para melhorar a vida das pessoas e deixar nosso Estado mais preparado. Isso é muito mais que um número: é um marco histórico de investimento”, afirma.
Ações na prática
O Plano Rio Grande já executou medidas de emergência, recuperação, diagnóstico, resiliência e preparação em diversas áreas, como meio ambiente, habitação, segurança, infraestrutura, saúde, educação e desenvolvimento econômico e social, entre outros.
Alguns exemplos de atuação nesses dois anos são:
- reformas e obras em estradas estaduais, escolas e hospitais;
- abrigos emergenciais, benefícios sociais, moradias provisórias e casas definitivas;
- desassoreamento e batimetria dos rios, assim como dragagem de hidrovias;
- colaboração para a reestruturação de bairros em cidades afetadas, sistema de proteção nos municípios, Defesa Civil mais preparada e com maior efetivo, mais equipamentos para as forças de segurança, planos de contingência em todos os municípios;
- e novos radares, estações hidrometeorológicas e alertas à população.
“Estamos no caminho certo. Temos entregas realizadas, projetos em andamento e iniciativas para o futuro. Ações em diversos níveis e estágios estão ocorrendo. Todas com o mesmo foco: tornar o Rio Grande do Sul mais forte e mais preparado. O que estamos vivenciando, na verdade, é uma mudança de cultura. E é assim que se reconstrói um Estado”, frisa o secretário da Reconstrução Gaúcha, Pedro Capeluppi.
Texto: Lucas Barroso/Ascom Serg
Edição: Secom