Governo do Estado firma parcerias com Escolas Família Agrícola e Casas Familiares Rurais para fortalecer a sucessão no campo
Acordos preveem investimento e apoio à pedagogia da alternância para qualificar jovens e impulsionar agricultura familiar
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O governo do Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), realizou, nesta quinta-feira (26/3), as assinaturas dos termos de colaboração com Escolas Família Agrícola (EFAs) e Casas Familiares Rurais (CFR), durante a 24ª Expoagro Afubra, em Rio Pardo. O ato ocorreu no Auditório Central do Parque da Expoagro, consolidando a iniciativa voltada ao fortalecimento da permanência de jovens no meio rural e à promoção do desenvolvimento sustentável da agricultura familiar.
As parcerias firmadas contemplam oito escolas comunitárias reconhecidas pelo Conselho Estadual de Educação, distribuídas em diferentes regiões do Estado: Casas Familiares Rurais de Campinas das Missões, Alpestre, Frederico Westphalen e Catuípe, além das Escolas Família Agrícola de Santa Cruz do Sul, Caxias do Sul, Vale do Sol e Canguçu. Cada instituição receberá investimento estadual de R$ 99.844,62 para a execução de projetos voltados ao atendimento de jovens vinculados à pedagogia da alternância.
A política pública busca incentivar a sucessão familiar no campo, ampliando oportunidades de formação e geração de renda para jovens rurais. Os recursos serão aplicados em ações que promovem diversificação produtiva, agregação de valor e aumento da renda nas propriedades familiares.
O secretário de Desenvolvimento Rural, Gustavo Paim, destacou que as Escolas Família Agrícola e Casas Familiares Rurais são exemplos concretos de políticas públicas que dão resultado ao garantir a permanência dos jovens no campo. “Cerca de 90% dos egressos das Escolas Família Agrícola continuam no campo, permanecem na propriedade. É exatamente isso que buscamos: sucessão familiar, permanência e a fixação do jovem no meio rural, evitando a evasão”, disse.
“As escolas e casas familiares dão uma verdadeira aula, formando jovens que permanecem porque vivenciam a teoria junto com a prática e compreendem a importância de produzir, já que campo e cidade são interdependentes. Vocês são o futuro do homem e da mulher do campo. O Estado investe porque acredita nessa política e seguirá ampliando ações que garantam oportunidades e mantenham a juventude no campo”, analisou Paim.
Formação integral para a juventude rural
O diretor da Casa Familiar Rural de Alpestre, Wagner Bohn, afirmou que a educação no campo vai além da formação técnica e se traduz em transformação de vidas e fortalecimento das comunidades. “A formação é integral, ela não é só a formação técnica, mas é a formação junto com as pessoas, conhecer a realidade desses jovens e do seu território, as suas dificuldades e os seus avanços. Por isso, o nosso agradecimento à Secretaria de Desenvolvimento de Rural e o reconhecimento por esse projeto. Tenho certeza de que tantos outros virão e vão fortalecer a pedagogia da alternância”, analisou Bohn.
O coordenador institucional da Escola Família Agrícola de Santa Cruz do Sul, Adair Pozzebom, explicou que a pedagogia da alternância se sustenta na força da juventude e na integração entre educação e agricultura familiar. “A pedagogia da alternância chegou ao nosso Estado há décadas e segue mostrando sua força: juventude existe, está presente e é protagonista. Nosso Vale do Rio Pardo é expressão disso, um território da agricultura familiar que entrega alimento, identidade e futuro. Hoje, temos clareza de que educação e agricultura precisam caminhar juntas. Por isso, lutar pela educação é essencial. Registramos nossa admiração por essa parceria histórica com a Secretaria de Desenvolvimento Rural, que qualifica ainda mais o nosso trabalho”, celebrou Pozzebom.
Educação conectada à realidade do campo
A base metodológica das ações é a pedagogia da alternância, modelo educacional que integra o aprendizado teórico com a prática nas propriedades rurais. Nesse sistema, os estudantes alternam períodos de formação nas escolas com a vivência direta nas atividades familiares, permitindo a aplicação imediata do conhecimento adquirido.
A proposta busca não apenas qualificar os jovens, mas também valorizar o modo de vida rural, estimular a inovação nas propriedades e reduzir a evasão escolar. Ao conectar educação e produção, a iniciativa fortalece o protagonismo da juventude rural e contribui para a sustentabilidade econômica e social do campo.
Texto: Guilherme Granez/Ascom SDR
Edição: Secom