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Governo do Estado investe R$ 3,8 bilhões em reconstrução de estradas, pontes e hidrovias após enchente de 2024

Obras estruturantes ampliam resiliência e garantem retomada da logística dois anos após a maior catástrofe da história do RS

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A fotografia colorida registra uma apresentação técnica do governo do Estado em um salão nobre, com ênfase na acessibilidade e na transparência de dados.

Detalhes da cena:

O Palco: No centro, um grande telão de LED exibe um slide intitulado "BATIMETRIA DO DELTA DO JACUÍ (ANÁLISE)". O slide contém tópicos técnicos sobre escopo, série histórica e amostragem, além de um mapa de satélite da região metropolitana com marcações coloridas.

Os Participantes:

À esquerda, o governador Eduardo Leite, de terno azul, fala ao microfone em um púlpito de acrílico transparente.

Ao lado dele, um homem de camisa branca e calça clara observa a apresentação.

À direita do telão, uma intérprete de Libras (Língua Brasileira de Sinais), uma mulher negra de cabelos avermelhados, realiza a tradução simultânea em tempo real.

O Ambiente: O evento ocorre em um salão de arquitetura clássica (possivelmente o Palácio Piratini), com colunas imponentes, nichos com obras de arte e iluminação cênica que banha as paredes em tons de verde e âmbar. O chão do palco é coberto por um tapete vermelho vibrante.

Perspectiva: A foto é tirada de trás das câmeras de vídeo de uma equipe de reportagem, cujos equipamentos aparecem desfocados em primeiro plano, conferindo uma sensação de cobertura jornalística ao vivo.

Identidade Visual: Nas laterais do telão, painéis verdes exibem o logotipo do Governo do Estado do Rio Grande do Sul e a marca do "Plano Rio Grande".
Ainda em março deste ano, Leite e Gabriel realizaram apresentação das novas ações estratégicas do Plano Rio Grande - Foto: Vitor Rosa/Secom

Dois anos após a enchente histórica que atingiu o Rio Grande do Sul em maio de 2024, o cenário da infraestrutura logística estadual é de reconstrução consolidada e avanços estruturais. Com investimento de R$ 3,8 bilhões, o governo do Estado, por meio da Secretaria de Logística e Transportes (Selt), promove uma ampla recuperação de estradas, pontes e hidrovias, aliada a projetos que ampliam a resiliência diante de eventos meteorológicos extremos.

Esse aporte integra o Plano Rio Grande, que já soma R$ 14 bilhões entre valores pagos, empenhados e aprovados por meio do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs). Liderado pelo governador Eduardo Leite, o Plano Rio Grande é um programa de Estado criado para proteger a população, reconstruir o Rio Grande do Sul e torná-lo ainda mais forte e resiliente, preparado para o futuro.

Para além de projetos voltados à reconstrução de estruturas e lugares atingidos, o programa resgata vidas e trabalha na construção do futuro do Estado. Hoje, o Rio Grande do Sul conta com um conjunto estruturado de ações que ampliam sua capacidade de resposta e prevenção, tornando-o mais resiliente. Essa transformação não se limita à gestão de riscos climáticos, mas fortalece a economia, a infraestrutura e a capacidade institucional, preparando o Estado para enfrentar desafios e sustentar seu desenvolvimento nos próximos anos. O Rio Grande do Sul e o Brasil nunca tiveram, até aqui, um plano estruturado com essa finalidade.

Plano Rio Grande fortalece infraestrutura e escoamento da produção

A catástrofe de 2024 danificou mais de 8 mil quilômetros de rodovias estaduais e destruiu ao menos dez pontes, além de comprometer a malha hidroviária. Em resposta, o governo estadual iniciou ainda durante a emergência um conjunto de ações para restabelecer a mobilidade. Foram aplicados mais de R$ 400 milhões em medidas imediatas, como a desobstrução de vias, a recomposição de aterros, a contenção de encostas e a recuperação do pavimento. Essas ações foram decisivas para restabelecer a circulação em pontos críticos e garantir a retomada econômica, especialmente no escoamento da produção. Atualmente, 95% das estradas afetadas já estão liberadas para tráfego.

Esta é uma descrição da imagem com foco em acessibilidade:

A fotografia colorida mostra o governador Eduardo Leite e outros gestores em uma reunião técnica ao redor de uma mesa de conferência.

Detalhes da cena:

O orador principal: No centro da imagem, Eduardo Leite (homem branco com barba e cabelos castanhos curtos) segura um microfone com a mão direita e fala em direção aos participantes da reunião. Ele veste um paletó azul-marinho sobre uma camisa social azul clara.

Outros participantes: À esquerda de Eduardo Leite, um homem veste um colete acolchoado preto com uma pequena bandeira do Rio Grande do Sul no peito. À direita do governador, um homem de camisa social azul clara observa a fala, seguido por outro homem à extrema direita que veste um colete oficial da Defesa Civil (nas cores laranja, azul e branco).

Sobre a mesa: Em frente ao governador, há uma garrafa térmica revestida em couro marrom, um mate (cuia) com bomba, copos de vidro com água e tablets apoiados em suportes. Há também placas de identificação (tags) de papel indicando os nomes dos presentes.

O ambiente: O fundo da sala é composto por paredes cinza claro decoradas com quadros em preto e branco retratando rostos de pessoas. O teto é escuro com iluminação de trilho e lâmpadas de LED modernas.

Composição e iluminação: A foto é um plano médio lateral, capturando a expressão séria e focada dos participantes. A iluminação é clara e direta, típica de uma sala de situação ou de comando governamental.
Em coletiva de imprensa, realizada na sexta-feira (24/4), Gabriel e e Leite abordaram as ações realizadas via Plano Rio Grande - Foto: Vitor Rosa/Secom

No médio e longo prazos, do total investido, R$ 3,1 bilhões estão destinados à reconstrução de estradas e pontes, enquanto R$ 731 milhões são aplicados na recuperação da navegabilidade das hidrovias.

As intervenções na malha rodoviária abrangem 48 obras sob gestão do Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) e outras 11 sob responsabilidade da Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR). No segmento hidroviário, os serviços incluem a dragagem de 22 canais, sob coordenação da Portos RS. 

Para o titular da Selt, Clóvis Magalhães, o volume de investimentos e a organização das ações marcam um avanço no planejamento da infraestrutura estadual. “O Plano Rio Grande nos permite atuar de forma organizada, combinando reconstrução com projetos estruturantes. Estamos qualificando a logística do Estado com intervenções que aumentam a capacidade da malha e preparam o Rio Grande do Sul para novos ciclos de desenvolvimento”, afirma.

Reconstrução e resiliência da malha rodoviária

Entre os principais exemplos, a nova ponte da ERS-130, entre Lajeado e Arroio do Meio, tornou-se símbolo da reconstrução. Entregue em tempo recorde, em sete meses, e com investimento de R$ 14 milhões, a estrutura é cinco metros mais alta e 51 metros mais extensa do que a anterior, ampliando a segurança e a capacidade de resposta a futuras cheias.

Leite inaugura ponte entre Lajeado e Arroio do Meio
"Ponte não é só concreto, aço e asfalto. Ponte é conexão entre pessoas, entre vidas, entre comunidades", declarou Leite - Foto: Jürgen Mayrhofer/Secom

O diretor-presidente da Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR), Luís Fernando Vanacôr, destaca a importância da obra para a região. “Essa ponte representa um avanço importante para o Vale do Taquari. Ao longo deste ano, demonstrou, na prática, seu impacto na mobilidade, na segurança e na retomada das atividades econômicas. É uma estrutura pensada para o presente e para o futuro, garantindo mais qualidade e confiabilidade para quem utiliza a rodovia diariamente”, afirma.

Estado inicia recuperação da ERS 348 com investimento de R$ 229,45 milhões   set25
Aporte do governo visa reparar quatro lotes, incluindo dois trechos da rodovia - Foto: Divulgação Selt

Outro destaque é a ERS-348, que conta com quatro lotes de obras em execução, incluindo dois segmentos de estrada e duas pontes. Entre Agudo e Dona Francisca, um dos pontos mais atingidos pela enchente, a rodovia passa por processo de reestruturação completa, com investimento de R$ 169,7 milhões, voltado à ampliação da durabilidade e à segurança da segurança do tráfego.

Para o diretor-geral do Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer), Luciano Faustino, trata-se de intervenções de alta complexidade. “As obras da ERS-348 exigem planejamento detalhado e atuação simultânea em diferentes frentes. São soluções técnicas que consideram as características do terreno e buscam garantir maior estabilidade, segurança e vida útil à infraestrutura”, explica.

A imagem mostra uma estrada de terra sob céu limpo e azul, onde ocorre uma obra de infraestrutura. À direita, uma escavadeira está operando próxima a um poste de energia elétrica, removendo terra e vegetação da margem da estrada. Um trabalhador pode ser visto dentro da cabine da escavadeira. Há também um caminhão basculante mais ao fundo, aparentemente esperando para carregar ou descarregar materiais. À esquerda da estrada, um motoniveladora (patrol) amarela e preta avança no sentido da câmera, possivelmente nivelando o solo. A via está parcialmente coberta por terra solta, sugerindo que os trabalhos estão em andamento para melhorar ou alargar a estrada. Vegetação verde margeia ambos os lados da via.
O projeto foi planejado com foco na durabilidade e na qualidade da via - Foto: Divulgação/Daer

O conjunto de intervenções em andamento se estende a outras regiões do Estado, consolidando a recuperação da malha viária. Na ERS-129, entre Estrela e Roca Sales, são 27,3 quilômetros em reconstrução, com investimento de R$ 55,9 milhões, o que reforça um eixo estratégico no Vale do Taquari. Já na ERS-640, entre Cacequi e Rosário do Sul, a obra abrange 64,2 quilômetros e recebe R$ 98,1 milhões, contribuindo para a melhoria da logística na região da Fronteira Oeste.

A imagem mostra uma escavadeira hidráulica e um caminhão basculante trabalhando em uma obra à beira de uma estrada. A escavadeira, que possui braço e caçamba de cor verde-limão, está retirando terra de uma vala aberta no solo. O caminhão branco está posicionado ao lado da escavadeira para receber o material escavado. A cena ocorre sob céu azul e clima ensolarado, em uma área rural ou pouco urbanizada.
Recuperação da ERS-640 é considerada um dos projetos prioritários do Funrigs com previsão de conclusão para 2026 - Foto: Divulgação/Daer

Modernização da Estação Rodoviária de Porto Alegre

O início das obras de modernização da rodoviária de Porto Alegre integra o conjunto de ações voltadas à qualificação da mobilidade no Estado. Em 2024, o terminal permaneceu fechado por mais de um mês, em razão das enchentes, evidenciando a necessidade de uma intervenção abrangente.

Um homem fala ao microfone diante de um público, com expressão séria e gestos com a mão. Ao fundo, há a bandeira do Rio Grande do Sul, um relógio grande na parede e um telão com o mesmo tema da rodoviária. Algumas pessoas assistem atrás de uma grade de proteção.
"Em 13 meses vamos entregar uma rodoviária completamente remodelada", disse Leite - Foto: Vitor Rosa/Secom

Com conclusão prevista para maio de 2027, a obra contempla a reforma completa dos sanitários, a implantação de novos espaços para venda de passagens, a modernização de áreas comerciais, a requalificação das plataformas de embarque e desembarque, além de uma nova fachada, de perfil mais contemporâneo e funcional. O objetivo é oferecer mais segurança, conforto e eficiência aos milhares de passageiros que utilizam diariamente o terminal.

Hidrovias e portos: investimento histórico e retomada da navegação

A reconstrução da infraestrutura logística também avança no modal hidroviário, com investimento de R$ 731 milhões — o maior da história do Estado no setor. Desse total, R$ 691 milhões estão destinados a serviços de batimetria e dragagem em mais de 320 quilômetros de hidrovias interiores e 40 quilômetros de canais na área do Porto de Rio Grande. Outros R$ 40 milhões são aplicados na recuperação da estrutura portuária de Porto Alegre.

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Operação garante tráfego seguro de embarcações maiores - Foto: Ascom Portos RS

“O Funrigs tem um papel fundamental no processo de recuperação da nossa infraestrutura após os impactos causados pelas enchentes. Trata-se de um esforço estruturado, que envolve planejamento técnico qualificado, elaboração consistente de projetos e a execução de um volume expressivo de obras em todo o complexo portuário”, destaca o presidente da Portos RS, Cristiano Klinger.

No total, 22 canais estão em processo de dragagem, com a retirada de mais de 20 milhões de metros cúbicos de sedimentos, permitindo restabelecer a navegabilidade.

As intervenções já apresentam resultados concretos. As dragagens dos canais de Itapuã, Pedras Brancas, Leitão, Furadinho e São Gonçalo já foram concluídas. Nos demais, os trabalhos estão em andamento ou em fase de contratação. As ações também incluem melhorias na sinalização náutica, ampliando a segurança da navegação.

Um dos principais marcos dessa retomada é a reabertura do Porto de Porto Alegre, que voltou a receber embarcações de longo curso e passou a operar com navegação noturna – algo que não ocorria há 42 anos.

A fotografia colorida mostra a perspectiva da proa de um grande navio cargueiro navegando em águas calmas.

Detalhes da cena:

O Navio: A imagem é capturada de um ponto elevado da embarcação, olhando para a frente. O convés é repleto de estruturas metálicas complexas, incluindo tubulações, passarelas de gradeado, escadas e colunas verticais pintadas de cinza e branco. Há detalhes em vermelho em algumas caixas e válvulas.

A Água: O navio navega por uma vasta extensão de água escura, que reflete as cores suaves do céu. Marcas de espuma branca são visíveis nas laterais, indicando o movimento da embarcação.

O Céu e o Horizonte: O céu apresenta tons de bege e cinza, sugerindo o crepúsculo ou o amanhecer. No horizonte distante, à direita, é possível ver silhuetas baixas de terra firme ou ilhas sob uma luz difusa.

Composição e Iluminação: A iluminação é suave e indireta, vinda do céu nublado, o que minimiza sombras fortes e destaca a silhueta industrial do navio contra a natureza ao redor. O ângulo da foto cria uma sensação de direção e continuidade da jornada.
Investimentos em dragagem e sinalização garantem segurança da operação - Foto: Ascom Portos RS

Um novo ciclo para a infraestrutura gaúcha

Dois anos após a maior tragédia meteorológica de sua história, o Rio Grande do Sul recupera sua infraestrutura logística e avança para um novo patamar de desenvolvimento. As obras em andamento e já concluídas restabelecem conexões estratégicas, impulsionam a economia e contribuem para a melhoria da qualidade de vida da população.

“O que estamos construindo agora é uma infraestrutura mais preparada para eventos extremos, com planejamento, engenharia qualificada e integração entre os modais. Esse conjunto de investimentos deixa um legado permanente para o crescimento do Estado”, destaca Magalhães.

Mais do que reconstruir o que foi perdido, o Estado investe em soluções duradouras, capazes de enfrentar os desafios impostos pelas mudanças climáticas. O resultado é uma infraestrutura mais moderna, segura e preparada para sustentar o crescimento do Rio Grande do Sul nos próximos anos.

Texto: Ascom Selt
Edição: Secom

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