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Governo do Estado lança painel com informações sobre o ecossistema da economia criativa no Rio Grande do Sul

Plataforma elaborada pelo Programa RS Criativo e DEE reúne dados sobre emprego, renda e estabelecimentos do setor

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Foto mostra uma feira onde são vendidos artigos produzidos por artesãos gaúchos na Casa de Cultura Mário Quintana.
Economia criativa engloba os ciclos de criação, produção e distribuição de bens e serviços que usam a criatividade como insumo - Foto: Divulgação RS Criativo

O governo do Estado disponibilizou para consulta o Painel da Economia Criativa, ferramenta de inteligência criada para apoiar o ecossistema da indústria criativa gaúcha, facilitando a visualização de dados e oferecendo informações consolidadas de forma acessível. A elaboração do diagnóstico é fruto de uma parceria entre a Secretaria da Cultura (Sedac), por meio do Programa RS Criativo, e a Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG), por meio do Departamento de Economia e Estatística (DEE), responsável pela criação e atualização do painel digital interativo.

O documento reúne informações como total de empregos e estabelecimentos do setor, distribuição por tipo de atividade, faixa etária, gênero, raça/cor e domínio cultural, número médio de empregados e remuneração média por domínio cultural. Além disso, é possível refinar a pesquisa usando filtros geográficos (municípios, Coredes ou Regiões Funcionais) e por períodos.

A coordenadora do Programa RS Criativo, Juliana Sehn, ressaltou a importância da parceria e da construção conjunta desta iniciativa: “A integração entre conhecimento técnico, inteligência de dados e atuação intersetorial demonstra que políticas públicas eficientes podem ser construídas de forma colaborativa, conectando diferentes competências institucionais em torno de uma estratégia comum de desenvolvimento”, afirmou.  

Juliana avaliou que a iniciativa representa um avanço estratégico para a consolidação de políticas públicas baseadas em evidências no Rio Grande do Sul. “A economia criativa é transversal, dinâmica e muitas vezes invisibilizada nas leituras econômicas tradicionais. Ter um sistema estruturado de monitoramento de dados significa não apenas compreender a dimensão real desse setor na geração de renda, emprego e desenvolvimento territorial, mas também qualificar a tomada de decisão pública, identificar vocações regionais e ampliar a capacidade de investimento e articulação intersetorial do Estado”, completou. 

Informações sobre o setor

Presente em todo o Rio Grande do Sul, a economia criativa engloba os ciclos de criação, produção e distribuição de bens e serviços que usam a criatividade, a cultura e o capital intelectual como insumos primários. Cada um dos setores criativos (cultura, mídias, tecnologia e criações funcionais) estimula a geração de renda, criam empregos, produzem receitas de exportação e desenvolvem colaborativamente setores mais tradicionais da economia, ao mesmo tempo que estimulam a diversidade cultural e o desenvolvimento humano.  

Ao promover o acesso aberto e estruturado às informações, a nova ferramenta do governo do Estado possibilita visualizar, analisar e compartilhar dados de forma eficiente e intuitiva, fortalecendo a confiança nas instituições públicas e reforçando o compromisso do Estado com processos baseados em informações consistentes para formulação e acompanhamento de políticas públicas.  

Para o diretor do Departamento de Economia e Estatística (DEE/SPGG), Tomás Pinheiro Fiori, o estudo ilustra a missão de coleta, estruturação e disponibilização de informações socioeconômicas com padrão metodológico sólido e contínuo no tempo. “Essa curadoria de um órgão oficial é muito importante em temas nos quais as abordagens são tão diversas e por vezes contraditórias, como nos estudos sobre a economia criativa”, enfatizou. 

Além da publicidade de informações, a criação do painel busca promover a interoperabilidade entre secretarias; oportunizar a governança de dados; garantir a catalogação das informações; promover o compartilhamento de dados seguros; e estabelecer uma base metodológica sólida para medir a dimensão e o potencial da economia criativa gaúcha. 

Foto mostra uma feira onde são vendidos artigos produzidos por artesãos gaúchos na Casa de Cultura Mário Quintana.
Setor estimula geração de renda, cria empregos, produz receitas de exportação e desenvolve colaborativamente outros segmentos - Foto: Divulgação RS Criativo

Início do projeto

Para a elaboração da nova ferramenta foi necessário, antes, construir uma base de dados sobre o setor da economia criativa, de acordo com critérios de classificação reconhecidos na literatura. Assim, nasceu a plataforma DataRS, disponibilizada pelo DEE no mês de abril. Ela apresenta um repositório de estatísticas oficiais e dados socioeconômicos estaduais que permite a consulta e a visualização de diferentes variáveis, unidades geográficas e períodos de abrangência, na forma de tabelas, mapas e gráficos.

O trabalho foi estruturado a partir de dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), em alinhamento com o Sistema de Informações e Indicadores Culturais 2013-2024 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A DataRS reúne informações sobre vínculos, ocupações, estabelecimentos e remuneração média dos trabalhadores, categorizadas por domínio cultural e por eixos (centrais e periféricos).

A construção dos indicadores é realizada por meio da filtragem da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (Cnaes) e da Classificação Brasileira de Ocupações (CBOs), observando faixa etária, grau de instrução, raça/cor e sexo, contemplando informações sobre ocupações criativas e não criativas.  

A existência dessa base de dados consolidada fornece insumos para pesquisas e para a criação de painéis interativos, além de oferecer um panorama abrangente do setor criativo para empreendedores, gestores, produtores culturais, pesquisadores e demais interessados.   

Outras fontes de pesquisa 

Além do DataRS e do Painel da Economia Criativa, no site do RS Criativo o usuário pode encontrar, no eixo observatório, outras fontes de dados e pesquisas do próprio DEE e de outras instituições como, por exemplo, o Observatório da Economia Criativa da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs).

Texto: Ascom RS Criativo e Ascom Sedac
Edição: Secom

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