Governo Leite investiu R$ 92 milhões na retomada de negócios de microempreendedores atingidos pela enchente
Mais de 31 mil pessoas foram beneficiadas com o Programa MEI RS Calamidades
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Após dois anos da enchente no Rio Grande do Sul, os microempreendedores individuais atingidos pelas cheias em 2024 puderam retomar seus negócios com apoio do Programa MEI RS Calamidades, desenvolvido pelo governo Leite. Com investimento superior a R$ 92,3 milhões, a ação já beneficiou mais de 31 mil pessoas em todo o Estado, por meio de auxílio financeiro e capacitação profissional.
Esta matéria integra série de conteúdos informativos sobre os dois anos após a enchente de 2024. Com investimentos em diferentes áreas, o Plano Rio Grande já soma R$ 13,9 bilhões entre valores pagos, empenhados e aprovados por meio do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs). Liderado pelo governador Eduardo Leite, o Plano Rio Grande é um programa de Estado criado para proteger a população, reconstruir o Rio Grande do Sul e torná-lo ainda mais forte e resiliente, preparado para o futuro.
Para além de projetos voltados à reconstrução de estruturas e lugares atingidos, o programa resgata vidas e trabalha na construção do futuro do Estado. Hoje, o Rio Grande do Sul conta com um conjunto estruturado de ações que ampliam sua capacidade de resposta e prevenção, tornando-o mais resiliente. Essa transformação não se limita à gestão de riscos climáticos, mas fortalece a economia, a infraestrutura e a capacidade institucional, preparando o Estado para enfrentar desafios e sustentar seu desenvolvimento nos próximos anos. O Rio Grande do Sul e o Brasil nunca tiveram, até aqui, um plano estruturado com essa finalidade.
Executado pela Secretaria de Trabalho e Desenvolvimento Profissional (STDP), em parceria com a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), o Mei RS Calamidades integra o Plano Rio Grande. Os recursos utilizados são do Pix SOS Rio Grande do Sul e do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs).
A iniciativa está dividida em três etapas e disponibiliza: um auxílio de R$ 1.500 para todos os selecionados; uma consultoria em gestão de negócios realizada pela PUCRS; e, por fim, uma segunda parcela de R$ 1.500, pelo Banrisul, para aqueles que finalizarem a consultoria e abrirem uma conta empresarial gratuita no banco.
“O MEI RS Calamidades nasceu no momento mais difícil da nossa história recente. Afinal, a enchente de 2024 destruiu estruturas físicas e vidas, como também abalou fortemente a renda e o sustento das famílias. Foi nesse contexto que o programa mostrou sua pujança e relevância social, com uma política pública eficaz e ágil, trazendo capacitação profissional e recomposição de renda familiar aos microempreendedores individuais”, salientou o titular da STDP, José Scorsatto.
Retomada
Desde a implementação do programa, 31.564 microempreendedores individuais foram contemplados com a primeira parcela do auxílio. Na etapa seguinte, 15.945 concluíram a consultoria oferecida pela PUCRS, consolidando conhecimentos essenciais para a reorganização e o fortalecimento de seus negócios. Ao final do processo, 15.093 MEIs receberam a segunda parcela do benefício e passaram a contar com acesso a serviços bancários.
“Os resultados que apresentamos hoje demonstram que esse investimento feito em cada MEI determinou a recuperação econômica de um território que deu um passo concreto na sua reconstrução”, disse Scorsatto.
Histórias de superação confirmam o impacto direto da iniciativa na retomada das atividades econômicas. “Foi um momento bem complicado. Sem a ajuda do MEI RS Calamidades, eu não teria conseguido dar a volta por cima como consegui nem me aposentar também. Hoje faço outras coisas além do que realizava antes. Gosto muito do meu trabalho, produzo tapetes, trabalho com retalhos e faço consertos”, destacou a microempreendedora do setor de confecção e costura, Vera Lucia Winckelmann, moradora de Estrela e beneficiada pelo programa.
O motorista e entregador Paulo Sergio da Silva, de Lajeado, também citou a dificuldade enfrentada no período e a importância da iniciativa. “Eu, minha esposa, um filho e um vizinho que também não conseguiu sair de casa ficamos isolados no meio do mato por quatro dias, foi muito triste. Fiquei quase quatro meses sem poder trabalhar. O Programa MEI RS Calamidades foi um alívio para mim, pois me ajudou no momento mais difícil", frisou.
Aprendizado
Para a coordenadora das consultorias do programa pela PUCRS, Marina Gaspareto, a atuação da instituição tem sido fundamental no processo, oferecendo suporte técnico e orientação personalizada aos participantes. “O programa ajudou a resgatar a esperança dos MEIs em um futuro promissor. A conexão genuína entre consultor e empreendedor foi decisiva, estabelecendo uma relação de confiança que abriu caminho para a transformação. Com apoio e direcionamento, muitos MEIs passaram a aplicar os novos conhecimentos, gerenciar melhor seus negócios e até adotar medidas estratégicas que resultaram na expansão das atividades”, ressaltou.
Com foco na reconstrução produtiva e no fortalecimento dos pequenos negócios, o MEI RS Calamidades reafirma o compromisso do governo do Estado com o desenvolvimento econômico e social, contribuindo para que empreendedores possam reconstruir suas trajetórias com mais segurança, conhecimento e oportunidades. As inscrições para os microempreendedores que se enquadravam nos requisitos do edital estiveram abertas no período no período de 7 de maio de 2024 a 31 de janeiro de 2026.
Texto: Mariana Souza/Ascom STDP
Edição: Secom