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Governo repassa ao Legislativo informações da PF que confirmam falso testemunho de delegado na CPI

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O chefe da Casa Civil, Cézar Busatto, o líder do governo, Márcio Biolchi (PMDB), e o secretário de Segurança Pública, José Francisco Mallmann, entregaram, nesta segunda-feira (5), ao presidente da Assembléia Legislativa, Alceu Moreira, e ao presidente da CPI do Detran, Fabiano Pereira, documentos com informações repassadas pela Polícia Federal (PF) que confirmam o falso testemunho do delegado Fernando Tubino na CPI do Detran, no dia 25 do mês passado. Mallmann informou que a questão já está na Corregedoria de Polícia. “As declarações são infundadas, e os fatos estão sendo apurados pela Corregedoria”, salientou. No documento, o superintendente da Polícia Federal, Ildo Gasparetto, respondendo a ofício do secretário Mallmann, afirma categoricamente “que em nenhum momento foram repassadas informações em caráter extra-oficial para quaisquer órgãos ou pessoas e que em nenhuma passagem da investigação consta menção a aquisição imobiliária por parte da Sra. Governadora do Estado. Tampouco foi apreendido ou solicitado qualquer título de crédito que consubstancie tal suposta transação ou negócio jurídico subjacente, tal como cheque”. A resposta de Gasparetto, com base em ofícios dos delegados Sérgio Busato e Gustavo Schneider, esclarece que são inverídicas as afirmações do delegado Luiz Fernando Tubino, em sessão pública da CPI do Detran. Causa estranheza a esta autoridade policial as notícias veiculadas na imprensa local e atribuídas ao delegado Luiz Fernando Tubino no sentido de que a Polícia Federal, através da Operação Rodin, teria identificado um cheque utilizado no pagamento da aquisição de um imóvel por parte da governadora do Estado do Rio Grande do Sul, primeiro pois tal fato é inverídico e, depois, porque em nenhum momento a governadora Yeda Crusius foi objeto de investigações na Operação Rodin”, afirma o delegado Busato no ofício assinado por ele em resposta à questão. Na correspondência, Busato acrescenta que “o delegado Luiz Fernando Tubino não participou de nenhum ato investigativo ligado à Operação Rodin, muito menos teve acesso a essas informações de parte de qualquer membro da equipe de policiais federais, que ficaram responsáveis pelo respectivo inquérito policial federal, não sendo possível, destarte, ser verdadeira a notícia veiculada”. Por sua vez, ao afirmar que em nenhum momento foram repassadas informações em caráter extra-oficial para quaisquer órgãos ou pessoas, o delegado Gustavo Schneider acrescenta que “tal comportamento seria incompatível com a seriedade do trabalho despendido e configuraria infração às normas que regulam a atividade profissional, destacando-se que a manutenção da sigilosidade, em casos tais, é condição para o êxito da atividade”. Conforme esclarece, em nenhum momento da investigação houve menção a aquisição imobiliária por parte da governadora do Estado. O chefe da Casa Civil ressaltou, no encontro, mais uma vez a necessidade de a CPI retomar o seu foco de investigação. “A comissão deve deixar de lado manobras infundadas, tentando comprometer a governadora e se voltar aos fatos determinados que justificaram formalmente a sua instalação”, disse. Até o momento, segundo o secretário Busatto, a CPI ainda não fez uma discussão profunda sobre o preço da carteira de habilitação, o índice de reprovação nos exames práticos e teóricos, por exemplo.
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