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Iniciadas obras para estação de transbordo de resíduos da Ceasa/RS

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05.04.13: Início de obras de terraplanagem da área onde será construída a estação de transbordo de resíduos do Ceasa.
Inicio de obras na Ceasa - Foto: Claudio Fachel/Palácio Piratini

A Centrais de Abastecimento do Estado (Ceasa/RS) iniciou, nesta semana, as obras de infraestrutura para a construção da Estação de Manejo e Transbordo dos Resíduos. O investimento desta etapa será de R$ 320 mil.

A estação deve entrar em funcionamento, ainda neste ano, e somará recursos na ordem de R$ 600 mil, assim que estiver finalizada. Em razão das atividades do mercado da Ceasa/RS, diariamente, é gerado um grande volume de resíduos orgânicos e inorgânicos, o que equivale à produção diária média de uma cidade de 50 mil habitantes.

Para se ter uma ideia, em 2012, foram produzidas 9,5 mil toneladas, o que significa uma média de 38 toneladas de resíduo por dia de funcionamento. De uma forma geral, do total de resíduo produzido, 80% são orgânicos e 20%, inorgânicos. Porém, no ano passado, somente 15% de todo esse volume teve destinação final como orgânico, sendo os restantes 75% destinados como resíduo inorgânico e 10% como palha.

Este panorama faz com que o custo do resíduo se torne alto, o qual é rateado entre todos os usuários, onerando as atividades realizadas na Ceasa/RS. Esta obra há muito é esperada e faz parte do Programa Ambiente Sadio que estamos implantando, diz Paulino Donatti, presidente da entidade.

Atualmente, as atividades de manejo, separação e transbordo são realizadas em área aberta, gerando chorume que penetra nas tubulações e exalam cheiros pelo complexo. Ainda, quando as operações de manejo dos resíduos ficam expostas, além do aspecto visual impróprio, está sujeita às chuvas, o que contribui sobremaneira para potencializar os problemas com o meio ambiente.

Conforme Donatti, a estação de transbordo é a primeira fase do projeto que prevê também a construção de uma usina modular de biogás experimental, já aprovada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). As obras permitirão reduzir o impacto ambiental gerado por resíduos de alimentos impróprios para o consumo, gerar renda com a venda de biofertilizantes e gerar economia de custos com manejo de sobras dos produtos comercializados no local e em energia elétrica, conclui.

Atualmente, o complexo da Ceasa/RS concentra 2,4 mil produtores, 300 atacadistas e é por onde circulam 35% dos hortigranjeiros consumidos no Estado.

Texto: Sandra Domit
Foto: Claudio Fachel/Palácio Piratini 
Edição: Redação Secom (51) 3210.4305

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