Inspeção e clínica veterinária, um setor que funciona sem parar na Expointer
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O setor veterinário da Expointer, responsável pela segurança sanitária das centenas de animais que participam do evento, é um dos mais movimentados da feira. As atividades de inspeção veterinária e zootécnica e o atendimento clínico começam bem antes do início da feira e terminam somente após a saída do último animal.
A inspeção veterinária e zootécnica avalia a saúde dos animais para ingresso no Parque de Exposições Assis Brasil e faz o julgamento das características físicas dos lotes para os leilões e exposições. O setor funciona em quatro plantões com cinco veterinários cada e uma equipe de técnicos para apoio na limpeza e desinfecção. Os profissionais realizam o exame clínico e conferem os documentos sanitários para ver se os exames e vacinas estão em dia.
O atendimento clínico é feito por veterinários das cabanhas e também por estudantes de veterinária acompanhados de professores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS ), Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e Universidade Luterana do Brasil (Ulbra).
Udo Erhardt, coordenador sanitário da Expointer, trabalha há 32 anos no evento. “Isso aqui é gratificante. Uma vez por ano o profissional se atualiza, revê colegas, e esse bate-papo é fundamental. Vira até um vício. Você pensa em não vir, mas chega na hora e está com vontade”, conta ele, rindo. Nesse tempo todo, Erhardt disse que houve uma grande mudança: “A cada ano os animais estão melhores. Os criadores estão fazendo um trabalho zootécnico de alto padrão. Além disso, estão mais conscientes da importância e complexidade da saúde animal”.
O veterinário Kleiton Pan confirma a excelência desta edição: “Tivemos baixo índice de reprovação na admissão dos animais. Nossa obrigação é garantir a segurança dos animais. Qualquer risco é barrado”.
Jorge Bangel, professor do curso de veterinária da UFRGS, está na feira com 30 alunos. Ele traz turmas desde 1970, quando o evento nem se chamava Expointer. “O que fazemos aqui é extensão pura. Levar o conhecimento para fora dos muros da academia. Tudo que defendemos ao longo desse tempo foi sendo percebido pelo criador e houve uma grande evolução genética e de manejo. A alimentação é uma ciência hoje, assim como os outros cuidados, e isso é saúde e retorno para o produtor. Há o bom senso de que um animal doente produz um produto doente e que o inverso é que deve ser buscado”, analisa.
Sobre a Expointer, o mestre ressalta: “O nome já diz tudo, é uma exposição. Exposição e disseminação do conhecimento acumulado. É muito importante estar aqui. A gente aprende para a vida”.
Texto: Carla Suptitz/Imprensa Expointer
Edição: Redação Expointer