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Mapeamento para desastres climáticos conta com mais de 200 iniciativas

Contribuições dos Estados Unidos e da Europa integram a base de dados

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Card em fundo cinza, no qual está escrito Inovação Ciência Tecnologia ao centro, logo abaixo de um ícone que representa uma lâmpada acoplada a uma engrenagem, das quais saem traços com círculos na ponta significando as conexões. No canto inferior direito está a logomarca utilizada pela gestão 2023-2026 do governo do Rio Grande do Sul.
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Mais de 200 iniciativas nacionais e internacionais já foram cadastradas no catálogo de soluções para desastres climáticos no Rio Grande do Sul, disponível no Observatório da Inovação RS, do site da Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia (Sict). A plataforma foi criada com o objetivo de disseminar o conhecimento sobre tecnologias que possam auxiliar o governo do Estado na tomada de decisões sobre eventos meteorológicos.

Atualizado diariamente, o painel ganhou, recentemente, novas funcionalidades que facilitam a leitura e o uso dos dados sobre as tecnologias submetidas. Uma das novidades é a visualização de um mapa que mostra o local de origem de cada uma das soluções inscritas. Nele, é possível identificar que todas as regiões brasileiras enviaram propostas. Também há contribuições dos Estados Unidos e de países da Europa e da Ásia. 

“Já temos uma compilação muito significativa de soluções que podem ajudar o Rio Grande do Sul no enfrentamento da crise climática e no processo de reconstrução. Existe uma grande variedade de tecnologias disponibilizadas, abrangendo áreas como infraestrutura e logística, acolhimento e apoio social, coleta e análise de dados – além, é claro, de planejamento urbano e climático. É um grande esforço coletivo em prol de um presente e um futuro melhores”, afirma a secretária de Inovação, Ciência e Tecnologia, Simone Stülp.

Uma das soluções internacionais – vinda de Paris, na França – foi apresentada pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e pela Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável da ONU, com foco em quantificação e cenarização da gestão de resíduos sólidos. 

No âmbito nacional, o Instituto Federal Fluminense, do estado do Rio de Janeiro, submeteu um sistema de aproveitamento de águas das chuvas em edificações. Já no cenário gaúcho, uma empresa de Carazinho disponibilizou o Portal SOS RS, que busca conectar pessoas que precisam de ajuda com aqueles que podem ajudar neste momento de desastre meteorológico.

A partir do mapeamento dessas soluções, a Sict está articulando os próximos passos da iniciativa. A ideia é realizar rodadas de conexão para ajudar a disseminar as tecnologias catalogadas, com a participação de municípios afetados.

“Pretendemos fazer uma prévia com municípios que possuam uma legislação avançada, ou que já tenham contratado soluções inovadoras, a fim de aproximar a oferta das soluções com as demandas locais. Nesse modelo, podem ocorrer diferentes formas de contratação, conforme a negociação com cada ofertante”, explica o diretor de Ambientes de Inovação da Sict, Everaldo Daronco.

Como participar

Startups, empresas, universidades, organizações da sociedade civil e outros interessados podem enviar suas soluções através do preenchimento de um formulário, que tem versões disponíveis em portuguêsinglês. Após o recebimento, a Sict faz uma curadoria das propostas e disponibiliza as soluções no catálogo. Há, também, uma integração com as bases de dados de parceiros.

Os parceiros da Sict nessa iniciativa são a Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec), a Rede Gaúcha de Ambientes de Inovação (Reginp), a Associação Gaúcha de Startups (AGS), o GovTech Lab e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no Rio Grande do Sul (Sebrae RS).

Texto: Ascom Sict
Edição: Sara Goldschmidt/Secom RS

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