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Milho para silagem começa a ser retirado das lavouras

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A lavoura de milho que foi implantada mais no cedo, que tradicionalmente ocorre nas regiões da Fronteira Noroeste e Missões, se encontra em fase inicial de maturação, em aproximadamente 2% do total do Estado. A informação do levantamento das culturas elaborado pela Emater/RS-Ascar é de que, em algumas lavouras destas regiões, os produtores estão optando pelo corte de planta inteira do milho para silagem. Nestas áreas, os produtores deverão realizar novo plantio do grão, e também nas áreas em que se encontravam as lavouras de fumo, já colhidas. Isso deverá ocorrer até o final do segundo decênio de janeiro, quando termina o prazo do Zoneamento Agroclimático para a lavoura do milho no Estado. Na parte Norte do Estado, especialmente do centro ao noroeste, onde se encontram as regiões do Alto Jacuí, Noroeste Colonial, Missões e Fronteira Noroeste, as chuvas tem sido abaixo da média, apresentando uma menor umidade no solo, fazendo com que as plantas entrem em estresse, diminuindo o seu potencial de produção, já que grande parte das lavouras se encontra nas fases de floração e enchimento de grãos, fase crítica em relação à disposição de água para a planta. A disponibilidade de água para o arroz vem proporcionando bom desenvolvimento da cultura. A insolação que vem acontecendo, também tem colaborado no avanço das fases da lavoura. Grande parte das áreas já está recebendo a irrigação definitiva e adubação nitrogenada. A cultura se encontra com toda a área já plantada, e iniciando a floração, atingindo, na semana, 4% da área. Nesse momento, a preocupação dos agricultores é com uma possível queda de temperatura, que podem afetar a lavoura, pois nessa fase ela é muito sensível a esta situação. Prossegue a 1ª safra do feijão no Estado. A colheita está com aproximadamente 20% da área concluída. Há informações que o rendimento caiu em relação às primeiras lavouras, devido às condições climáticas ocorridas. Também, a atual redução de precipitações em algumas áreas de cultivo, poderá determinar maior queda na produtividade na lavoura, pois nesse momento, ela necessita de umidade para a complementação das fases de floração e enchimento de grãos (55%). Hortigranjeiros As condições meteorológicas foram regulares para o bom desenvolvimento dos hortigranjeiros em nível estadual, apenas com prejuízos pontuais nas áreas em que ocorreram quedas de granizo, como na região em torno do município de Bento Gonçalves. Os fortes ventos e a queda de granizo atingiram parreiras, pessegueiros e caquizeiros. Alguns parreirais que foram derrubados estão sendo reerguidos através de mutirões realizados pelos produtores vizinhos. Finalizada a colheita da amora preta na região Serrana. A produtividade desta safra foi considerada entre as melhores, com 10 toneladas por hectare e com ótima qualidade. Mesmo assim, a comercialização vem apresentando dificuldades para a colocação das frutas. Os pomares de ameixa cultivados na região de Caxias do Sul vêm apresentando boa sanidade de plantas e frutos, sem presença de pragas e muito bom desenvolvimento. A variedade Letícia, considerada a mais nobre entre as cultivares, já está adquirindo a coloração típica de início de maturação, aproximando-se da fase de colheita. Criações Apesar das festas de final de ano serem um período tradicionalmente de maior demanda de carne ovina, os preços no mercado estadual nas últimas semanas têm se comportado de maneira inversa. Segundo apurou o levantamento Emater/RS–Ascar, houve uma desvalorização de 1,79%, passando o preço médio de R$ 2,24 para R$ 2,20 por quilo vivo para pagamento em 20 ou 30 dias. Durante o ano, o preço médio variou de um mínimo de R$ 1,86 no período de 02 a 13 de abril a um máximo de R$ 2,24 em alguns momentos nos meses que antecederam o atual período de festas. O mercado do boi gordo segue estável em relação ao preço médio praticado. Segundo a pesquisa de preços realizada pela Emater/RS–Ascar, o preço médio do boi gordo, continua fixado em R$ 2,38. Já a da vaca gorda apresentou uma ligeira queda de 0,48%. Com seu preço sendo fixado em R$ 2,17. Ambos os valores foram pagos para os animais em condições de abate por kg vivo para pagamento com prazos de 20 ou 30 dias. No início do ano, o preço do boi gordo estava em R$ 1,94 e no pico de sua valorização, no período de 13 a 24 de agosto, manteve-se cotado em R$ 2,41. O mercado da vaca gorda praticamente manteve o mesmo comportamento, com seu pico de valorização em igual período quando chegou a ser cotada em R$ 2,21. Seu preço no início do ano estava em R$ 1,73, o menor apresentado em todo o ano. O Informativo Conjuntural, elaborado pela Emater/RS–Ascar, está disponível na íntegra no site www.emater.tche.br, no link Informativo.
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