Museu de Ciências Naturais orienta funcionários de usina a como evitar acidentes com cobras
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O Museu de Ciências Naturais da Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul deu orientações, nesta segunda-feira (23), a cerca de 40 funcionários da Usina Termelétrica Sepé Tiaraju, da Petrobras, sobre como lidar com serpentes. A demanda partiu da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa) após várias ocorrências desses animais na área onde atuam 70 funcionários da empresa, em Canoas.
Tyelli Ramos, voluntária do Núcleo Regional de Ofiologia de Porto Alegre, órgão integrante do Museu, explicou como diferenciar as espécies venenosas e os procedimentos em caso de acidentes. Ao se deparar com uma cobra, não é preciso matá-la. Deve-se seguir o próprio caminho que ela não irá atrás da pessoa, disse.
Em caso de picada de serpente, a principal dica é acalmar o acidentado e colocá-lo em repouso, além de lavar a área afetada com água e sabão e mantê-la elevada. Deve-se levar o acidentado imediatamente para um hospital ou posto de saúde e, se possível, trazer a cobra causadora do acidente para identificação. O soro não é vendido. Ele só pode ser aplicado em postos de saúde e hospitais.
Em caso de acidente na região de Porto Alegre, a orientação é procurar o Hospital de Pronto Socorro (HPS) pelo telefone 192. Em qualquer parte do Estado, deve-se também contatar o Centro de Informações Toxicológicas (CIT), da Secretaria Estadual da Saúde, pelo telefone 0800-721-3000.
Não se deve, jamais, fazer torniquete ou garrote, colocar substâncias no local da picada (café, fumo, folhas, urina, etc), cortar ou queimar o local da picada, sugar o veneno, ingerir bebidas alcoólicas ou outras substâncias. Apenas o soro cura a picada de cobra.
Para a pessoa que vai ao campo, recomenda-se o uso de botas ou perneiras, ficar alerta nas proximidades de rios e lagoas e à noite. É necessário ter atenção ao colher frutas, usar luvas em colheitas e jardinagem e redobrar os cuidados nos locais de mata e brejo e ao mexer em materiais empilhados. É possível, ainda, manter predadores naturais no local, como lagartos.
As cobras são presas, mas também predadoras, responsáveis pelo controle populacional de outros animais, como ratos, por exemplo. O veneno das serpentes é usado para fabricar medicamentos, em muitos casos para pressão alta.
Texto: Assessoria de Comunicação/Fundação Zoobotânica
Edição: Redação/Secom (51) 3210-4305