Na Semana do Coração, Estado libera recursos para o Instituto de Cardiologia
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Em solenidade que contou com a presença do governador Olívio Dutra, o Estado e a Fundação Universitária de Cardiologia firmaram ontem (26) um convênio que vai permitir a ampliação do bloco cirúrgico do Instituto de Cardiologia, em Porto Alegre. O documento assinado pela secretária de Estado da Saúde, Maria Luiza Jaeger, e pelo diretor-presidente da Fundação, Ivo Nesralla, prevê o repasse de R$ 580 mil. O projeto tem um custo total de R$ 1,2 milhão, sendo que 50% do valor foi obtido por meio de empréstimo junto ao BNDES, tendo o Banrisul como agente repassador. Este é um ato que reforça a relação de respeito e estima que mantemos com o Instituto de Cardiologia (IC), afirmou Olívio Dutra, lembrando que o IC é referência dentro e fora do Brasil, atendendo a todos , independentemente da origem e das condições econômicas e sociais. Aqui se vê o coração, e não a cara, concluiu o governador. As doenças cardiovasculares são a primeira causa de óbitos no Rio Grande do Sul, especialmente entre a população mais idosa. A secretária Maria Luiza destacou que a assinatura do convênio acontece dentro da semana alusiva ao coração, cujo dia mundial é comemorado em 29 de setembro. Estamos cada vez mais apostando na prevenção, qualificando o atendimento e estruturando os serviços, reforçou. Segundo a secretária, com o repasse desses recursos o Governo do Estado está cumprindo a sua obrigação com os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) e com o IC, que tem honrado os seus compromissos. Hoje, 75% das cirurgias são realizadas pelo SUS. O médico Ivo Nesralla disse que a ampliação do bloco cirúrgico é fundamental para atender a um número cada vez maior de gaúchos, especialmente crianças com defeitos congênitos no coração. Para cada mil nascidas vivas no RS, nove crianças apresentam algum tipo de problema congênito. Em 50% dos casos, a cirurgia de correção tem que ser realizada no primeiro ano de vida, afirmou Nesralla. A ampliação vai gerar um incremento de 25% a 35% no número de cirurgias cardíacas, passando de 2.500 para mais de 3.200 procedimentos por ano, especialmente os de alta complexidade. O projeto prevê uma nova sala cirúrgica, o aumento de 10 para 19 leitos de pós-operatório adulto, uma nova unidade de seis leitos pós-operatório infantil, melhoria na infra-estrutura da unidade, uma agência transfusional e uma Central de Homoenxerto.