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No South Summit, governo do Estado apresenta projeto para uso de inteligência artificial nos procedimentos de controle

Automatização prioriza decisões humanas em etapas mais necessárias, reduzindo tempo de trabalho e qualificando processos

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Foto mostra palestrantes sentados diante da plateia.
Painel abordou os gargalos no controle da execução da despesa e sobre como a inteligência artificial pode auxiliar a superá-los - Foto: Robson Nunes/Ascom Sefaz

As vantagens do uso de inteligência artificial para os procedimentos de controle foram debatidas nesta sexta-feira (27/3) durante o South Summit Brazil, evento correalizado pelo governo do Estado. A Contadoria e Auditoria-Geral do Estado (Cage), subsecretaria vinculada à Secretaria da Fazenda (Sefaz), apresentou o projeto Arquitetura Inteligente de Redes de Agentes para o Controle da Despesa Pública (Aira), desenvolvido desde o final do ano passado junto à Seccional de Obras da Cage.

A apresentação foi feita no espaço RS Innovation Stage pelos auditores Jimmy Paiva Gomes e Robson Jonathan Bittencourt. A mediação foi do CEO da empresa de tecnologia GO.19, Guto Ortac. Os servidores abordaram os principais gargalos no controle da execução da despesa e falaram sobre como o uso da inteligência artificial pode auxiliar a superá-los. Como exemplo de entrave, Robson Bittencourt citou o número de 348 mil processos de liquidação de despesas dependentes de validação manual em 2025. Cada um deles pode ter até 700 páginas e requerer entre 30 e 60 minutos para análise. “Com essa inovação, esses processos podem ser analisados em minutos”, afirmou Bittencourt.

“A solução trazida pelo uso da inovação tecnológica é automatizar os processos intermediários, deixando as decisões humanas para a etapa inicial, quando há definição dos comandos a serem utilizados, configuração dos cruzamentos de dados e estruturação prévia dos relatórios, e para a etapa final, de validação dos relatórios para a tomada de decisões”, complementou o auditor Jimmy Paiva Gomes.

Maior velocidade nas análises

Como vantagens da automatização, os auditores apontaram o desentrave dos procedimentos de controle em escala, com maior velocidade para análises e elaboração de relatórios, a padronização das trilhas de controle e a prevenção dos riscos. Ao final, o objetivo é criar o que os servidores chamaram de “malha fiscal de controle”, tomando como comparação os procedimentos adotados pela Receita Federal na análise das declarações de Imposto de Renda. 

“A Receita Federal, por exemplo, não se debruça em cada declaração isoladamente. No nosso caso, pretendemos focar na automação dos processos com médio e baixo risco, permitindo que os auditores tenham uma atenção mais detalhada para os processos de alto risco e para a melhoria das atividades”, observou Jimmy. Entre outros objetivos da iniciativa, estão a integração com fontes de dados como o Sistema Eletrônico de Informações (SEI)e o feedback prévio aos gestores, que, assim, melhorarão as tomadas de decisão baseadas em dados. 

Texto: Ascom Sefaz/Cage
Edição: Secom

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