Odontologistas avaliam dificuldades para implantar saúde bucal
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A inserção de Equipes de Saúde Bucal (ESBs) no Programa de Saúde da Família do Ministério da Saúde, há um ano, foi tema deste sábado (1º), o último dia do 17º Encontro Nacional de Administradores e Técnicos do Serviço Público Odontológico, promovido pela Secretaria da Saúde do Estado, com vários apoio. O evento foi realizado de 29 de maio a 01 de junho na PUC, em Porto Alegre. Problemas financeiros e de estrutura foram apontados como os principais fatores para os baixos índices alcançados neste primeiro ano de implementação de ESB. Conforme o representante do Ministério da Saúde, Antônio Dercy Silveira Filho, a meta para 2001 era chegar a três mil ESBs no País, e para 2002, atingir a 7.948. Entretanto, no primeiro ano foram atingidos 2.248 e neste ano apenas 2.957 ESBs. Somente 30% dos 5.561 municípios brasileiros implantaram essas equipes, cobrindo 11,8% da população. Temos de repensar nossa forma de trabalho, buscar articulações com outras áreas de saúde e criar redes de cooperação para que se consiga resultados nos cuidados com saúde bucal, disse. Ao avaliar a atenção básica em saúde bucal, a professora de Odontologia da Universidade Federal de Pernambuco, Cecile Rodrigues, afirmou ser importante estabelecer metas exequíveis para obtenção de resutlados. Temos uma demanda histórica acumulada muito grande. E do meu ponto de vista, a meta de 2002 não é realista. O ritmo deve ser reavaliado. O professor de Odontologia da Universidade de Brasília, Carlo Henrique Zanetti, destacou que as portarias que definiram a inclusão de equipes de saúde bucal nos programas de Saúde da Familia foram gestadas em um ambiente politicamente fechado. E questionou: Por que será que as expectativas não estão se concretizando?. Para ele, há disparidade entre o financiamento, pequeno, e a demanda, que é grande. Carecemos de abertura e articulação política para poder gerar respostas programáticas essenciais, que sejam apontadas como soluções nacionais.