Pagamentos de dívidas trabalhistas comprometem situação financeira da CEEE
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O pagamento de ações trabalhistas, que já consumiu o valor de R$ 95,657 milhões no primeiro semestre deste ano, e a projeção de gastos superiores a R$ 64 milhões nos próximos seis meses, está comprometendo os investimentos necessários por parte da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE). Esse total pago é superior aos R$ 103 milhões em investimentos realizados no mesmo período pelo Governo do Estado. Estamos caminhando para uma situação de extrema preocupação com a companhia, que ainda contabiliza uma série de dívidas que demonstram ações, no mínimo, equivocadas no seu tratamento, assinalou o governador Germano Rigotto, que determinou o prazo de 20 de agosto para a apresentação de um plano de gestão para a empresa. No próximo dia 30 de julho, vence o prazo para quitação de um total de R$ 9 milhões em débitos trabalhistas. Outro dos fatores que está agravando a situação de caixa na CEEE é o aumento significativo no serviço da dívida da estatal, que obrigou gastos de R$ 86 milhões no primeiro semestre, e sinaliza para pagamentos de outros R$ 140 milhões, até o final do ano, superando os R$ 226 milhões. Estes dados demonstram que foram retidos pagamentos na gestão anterior, tendo sido paga apenas a parcela dos juros, e nunca o principal da dívida, o que ocorrerá apenas a contar do 2º semestre de 2003, agravando a situação de caixa, argumentou o secretário de Energia, Minas e Comunicações, Valdir Andres. Em reunião com o secretário Chefe da Casa Civil, Alberto Oliveira e com o secretário Valdir Andres, a direção da CEEE mostrou que os atrasos em pagamentos com fornecedores pode comprometer algumas atividades. Somente com a Eletrobrás, (compra de energia da sua controlada Itaipu) temos um débito que chegará, no dia 30 de julho, a R$ 31,5 milhões, o que representa dois meses, além dos R$ 16,8 milhões com a Fundação CEEE, informou Alberto Oliveira. De acordo com o secretário, na próxima semana vence a terceira parcela mensal com a Eletrobrás, o que poderá levar o Estado ao Cadastro de Inadimplentes, o Cadin, caso ultrapasse os 75 dias de atraso, afetando não apenas a empresa, mas também o próprio Estado.