Plano de Recuperação projeta RS para os próximos 30 anos, afirma Yeda
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A confiança expressa pelo Banco Mundial (Bird) na qualidade inovadora do Plano de Recuperação do Estado e do ajuste fiscal aumentou o entusiasmo da governadora Yeda Crusius na condução do processo de combate ao déficit das finanças. “Não há caso semelhante no Brasil de um programa de ajuste que mire os outros governos, que mire o futuro e não a solução dos problemas de curto prazo, deste governo”, disse nesta terça-feira (13) a governadora, ao citar a manifestação do diretor para a América Latina do Departamento de Redução de Pobreza e Gerenciamento Econômico do Banco Mundial, Marcelo Giugale. • Baixe e ouça o programa Durante o programa semanal de rádio Conversa com a Governadora, Yeda disse que as declarações feitas por Giugale – o terceiro na hieraquia mundial do Bird – “nos enchem de muito estímulo”. Depois de ter examinado os números do Estado, Giugale pode constatar, segundo a governadora, a seriedade da crise do Estado e comprovar os relatos já feitos a ele pelas equipes do Bird, que auxiliam os técnicos do governo a modelar programas à população. Entre eles destacam-se o de combate à pobreza e o de regime próprio de previdência dos servidores. Próximos 30 anos Na avaliação da governadora, é muito importante a opinião do diretor do Bird, assim como a sua “confiança de que este plano vai recuperar o Rio Grande do Sul dentro de três anos”. As propostas do Governo do Estado, encaminhadas à Assembléia Legislativa, “são para os próximos 30 anos”, acentuou Yeda. A governadora ilustrou esse perfil de longo prazo ao citar a primeira proposta examinada entre o Bird e o governo gaúcho, de criação de um fundo para a reestruturação da dívida do Estado. “Ao reestruturar a dívida, o máximo a ser pago da receita líquida será 2% ao longo dos próximos 20 anos. Então, não é para mim”, afirmou. Esse fato fez o Bird aumentar a oferta do empréstimo, inicialmente de US$ 500 milhões, para US$ 1 bilhão. “Se for preciso mais, o banco está disposto a empresar mais. Essa foi a minha agradabilíssima surpresa”, frisou. Para Yeda Crusius, o diretor do Bird deixou o Rio Grande do Sul impressionado “com a determinação do atual governo de, realmente, recuperar as finanças do Estado e fazer o seu desenvolvimento ser auto-sustentado”. Ao final do encontro, Yeda disse ter ficado “tão feliz que mostrei o nosso Palácio Piratini à missão, mostrei a bandeira do nosso Estado onde está escrito República Riograndense, o único caso no Brasil de um estado que foi república e com um pensamento contra a centralização do poder”.