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Plano Rio Grande destaca reconstrução no Vale do Taquari, Região Metropolitana e Vale do Sinos, nas áreas mais atingidas em 2024

​Com investimentos globais de R$ 14 bilhões, o governo do Estado intensifica entregas em habitação, infraestrutura e proteção

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Grupo de pessoas em pé numa rua de paralelepípedos, diante de casas novas, sob céu azul e dia ensolarado. Muitos usam crachás e uniformes, promovendo a participação em um projeto comunitário.
Nova Brescia recebeu 25 casas definitivas. Foi o segundo município a ter as casas entregues em 2025 - Foto: Mauricio Tonetto/Secom

Matéria atualizada às 10h de terça-feira (5/5)

Para intensificar as frentes de reconstrução e resiliência climática após a enchente de 2024, o governo do Estado intensificou as ações desenvolvidas, com especial atenção para o Vale do Taquari e a Região Metropolitana de Porto Alegre (RMPOA), localizações fortemente impactadas pelos eventos meteorológicos adversos. Apoiado por um robusto cronograma de investimentos, o Executivo tem avançado, portanto, no reforço de diversas áreas estratégicas.

Esta matéria integra série de conteúdos informativos sobre os dois anos após a enchente de 2024. Com investimentos em diferentes áreas, o Plano Rio Grande já soma R$ 14 bilhões entre valores pagos, empenhados e aprovados por meio do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs). Para além de projetos voltados à reconstrução de estruturas e lugares atingidos, o programa resgata vidas e trabalha na construção do futuro do Estado. 

Hoje, o Rio Grande do Sul conta com um conjunto estruturado de ações que ampliam sua capacidade de resposta e prevenção, tornando-o mais resiliente. Essa transformação não se limita à gestão de riscos climáticos, mas fortalece a economia, a infraestrutura e a capacidade institucional, preparando o Estado para enfrentar desafios e sustentar seu desenvolvimento nos próximos anos. O Rio Grande do Sul e o Brasil nunca tiveram, até aqui, um plano estruturado com essa finalidade. 

Dando continuidade a esse planejamento, a recuperação de rodovias, o reforço do sistema de proteção contra cheias e a reestruturação de escolas e unidades de saúde tem recebido investimentos com vistas à retomada do desenvolvimento regional e a preparação para tornar os municípios mais resilientes. No Vale do Taquari, especificamente, a estratégia de longo prazo ganha reforço, com as Áreas de Interesse para Requalificação Urbana, iniciativa fundamental para o planejamento habitacional e o reordenamento sustentável das cidades atingidas. 

Habitação

Com um investimento superior a R$ 1,5 bilhão, o Estado consolidou uma rede de suporte habitacional que abrange do aluguel social à casa própria. Na Região Metropolitana e Vale do Sinos, o programa Porta de Entrada destinou R$ 193 milhões em subsídios para mais de 9,6 mil famílias, enquanto no Vale do Taquari o investimento total na área chega a R$ 248,9 milhões.

No âmbito das moradias definitivas, o programa A Casa é Sua – Calamidade autorizou mais de 2,3 mil unidades somadas entre as duas regiões, com entregas já efetuadas em Porto Alegre, Triunfo, Encantado, Muçum e Nova Bréscia. O suporte é complementado por moradias temporárias e infraestrutura urbana em Eldorado do Sul, onde R$ 113,4 milhões foram aplicados em terrenos preparados para novas residências.

Essa transformação que estamos construindo aqui vai permitir que muitas famílias, que já sofreram tanto, possam finalmen
Apoio estadual impulsiona desenvolvimento de Eldorado do Sul com investimentos que fortalecem reconstrução no município - Foto: João Pedro Rodrigues/Secom

Saúde 

A estratégia para a saúde foca na criação de uma rede hospitalar resiliente, capaz de manter o atendimento durante eventos climáticos extremos. No Vale do Taquari, o Hospital Bruno Born recebeu R$ 4,6 milhões para equipamentos e adaptações, enquanto os hospitais de Teutônia e Roca Sales contam com recursos para projetos de expansão e proteção.

Na Região Metropolitana, destaca-se o projeto para o novo Hospital de Eldorado do Sul (R$ 1,6 milhão), projetado sob diretrizes de mitigação de riscos. O fortalecimento do setor inclui ainda o repasse de R$ 25 milhões para qualificar as Farmácias de Medicamentos Especiais em todo o Estado, garantindo a manutenção de estoques críticos com novos geradores e sistemas de refrigeração. 

Foto mostra leito de hospital novo, com três leitos.
Do total destinado à macrorregião, R$ 42,9 milhões são para equipamentos, enquanto R$ 48,2 milhões financiam obras e reparos - Foto: Maurício Tonetto/Secom

Educação 

Os investimentos em educação priorizam a reconstrução de estruturas pedagógicas em locais seguros e modernos. No Vale do Taquari, o destaque é o novo Complexo Escolar de Roca Sales, com aporte de R$ 47,2 milhões para a construção de uma escola municipal e a reconstrução de uma estadual.

 na Região Metropolitana, o governo destina R$ 26,8 milhões para a reconstrução do Colégio Estadual Tereza Francescutti, no bairro Mathias Velho, em Canoas. Ambas as iniciativas buscam restaurar o ambiente de ensino com foco na resiliência estrutural, atendendo desde o ensino básico até o nível médio em comunidades severamente impactadas.

Infraestrutura e Mobilidade 

A conectividade regional é impulsionada por concessões e obras diretas que somam bilhões em investimentos. Os blocos 1 e 2 de concessões projetam R$ 11 bilhões em melhorias em rodovias estratégicas como a ERS-118, ERS-130 e RSC-453. Em frentes diretas do Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer-RS), o Vale do Taquari recebe R$ 443,6 milhões para 140 km de rodovias, enquanto a Região Metropolitana conta com R$ 63,8 milhões para a ERS-020.

Obras de grande porte, como a nova ponte Estrela-Cruzeiro do Sul (R$ 288,58 milhões) e os acessos à Ponte do Exército em Arroio do Meio, são fundamentais para a logística. O plano inclui ainda o programa Rotas de Resiliência para vias municipais e a construção de ginásios multiúso de apoio humanitário em cinco municípios das regiões. 

Esta é uma descrição detalhada da imagem para fins de acessibilidade:

Visão Geral
A imagem é uma fotografia aérea capturada diretamente de cima (visão vertical), mostrando um complexo entroncamento rodoviário na ERS-118. A composição é dominada por linhas asfálticas cinzas, sinalizações brancas e áreas verdes de vegetação lateral.

Infraestrutura e Traçado
Viadutos Centrais: Duas grandes pistas paralelas cruzam horizontalmente o centro da imagem. Elas são elevadas, funcionando como viadutos que permitem o fluxo contínuo de veículos.

Alças de Acesso: Abaixo dos viadutos, há um sistema de alças de retorno e acesso em formato circular e curvo, permitindo que os veículos troquem de direção ou acessem as vias laterais.

Sinalização: As pistas apresentam sinalizações horizontais nítidas, incluindo faixas brancas contínuas e pontilhadas, setas de direção, faixas de pedestres e áreas zebradas em amarelo (canalização de tráfego) nos pontos de bifurcação.

Tráfego e Veículos
Vários veículos estão em movimento ou posicionados nas vias, ajudando a dar escala à infraestrutura:

Um caminhão de carga branco com baú longo transita na pista central inferior.

Carros de passeio de diversas cores (branco, vermelho, prata e preto) estão espalhados pelas diferentes alças e pistas principais.

Um caminhão menor transportando o que parece ser carga viva ou sacos coloridos é visível em uma das curvas de acesso.

Elementos do Entorno
Vegetação: No canto superior direito e inferior direito, há áreas de mata densa com árvores verdes. Áreas de gramado rasteiro preenchem os vãos entre as alças de acesso.

Área Urbana: No canto superior esquerdo e inferior esquerdo, observam-se telhados de edificações comerciais ou industriais, pátios de estacionamento e solo exposto em tons de marrom e bege, sugerindo áreas em obras ou depósitos de materiais.

Composição e Iluminação
A luz é zenital (meio-dia), o que minimiza as sombras projetadas pelos veículos e viadutos, proporcionando uma visão clara e técnica de toda a engenharia do local. A simetria das pistas centrais cria um forte eixo horizontal na imagem.
Qualificação da a ERS-118 com recebe obras estruturantes, reforça logística da Região Metropolitana - Foto: Divulgação Daer

Sistemas de Proteção e Resiliência Urbana 

Considerada o eixo mais robusto da reconstrução, a proteção contra cheias conta com R$ 464,7 milhões aplicados via modalidade Fundo a Fundo em sistemas de bombas, diques e comportas em Porto Alegre, Canoas e Eldorado do Sul. Complementando essa frente, o planejamento de longo prazo prevê intervenções definitivas que somam R$ 3,4 bilhões voltados às bacias do Gravataí, dos Sinos e do Arroio Feijó. 

As ações promovem um amplo estudo da região hidrográfica do Guaíba, abrangendo nove bacias e 252 municípios, para propor medidas de mitigação contra futuros eventos climáticos. No Vale do Taquari, o Programa Integrado para Requalificação Urbanística (PIR) tem um orçamento previsto de R$ 180 milhões, visando garantir que zonas de alta probabilidade de arraste não sejam reocupadas, contemplando os municípios de Roca Sales, Encantado, Muçum, Lajeado, Arroio do Meio, Colinas, Estrela, Cruzeiro do Sul e Venâncio Aires. 

De acordo com o diagnóstico técnico, foram identificadas 32 áreas de interesse para requalificação urbana, que totalizam 17,61 quilômetros quadrados (57,1% em zona urbana), onde serão aplicadas medidas de compensação financeira, desocupação, limpeza e novos projetos de uso do solo. Paralelamente a esse reordenamento, o Estado executa o maior programa de desassoreamento de sua história, que já removeu sedimentos em 32 municípios do Vale do Taquari e avança na dragagem estratégica do Guaíba para restabelecer a eficiência hidroviária gaúcha. 

Patrimônio Público e Cultura 

Com um aporte de R$ 174,5 milhões, o Estado recupera estruturas essenciais para a prestação de serviços e a preservação da história gaúcha na Capital. O cronograma inclui a reforma da Estação Rodoviária de Porto Alegre, com conclusão em 2027, e a recuperação das sedes da Defensoria Pública, Secretaria da Fazenda, Ministério Público e Tribunal de Contas.

No campo cultural, recursos são destinados à restauração de acervos e espaços como o Museu de Artes do Rio Grande do Sul (Margs) e a Casa de Cultura Mário Quintana, além da reforma do Centro Estadual de Treinamento Esportivo (Cete) e de prédios da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (Uergs), garantindo que o patrimônio público retome sua funcionalidade com maior resistência a futuros eventos. 

Texto: Ascom Serg
Edição: Secom

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