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Porto Novo de Rio Grande realiza operação inédita

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Uma operação inédita, envolvendo dois navios e duas barcaças, movimentou nesta quinta-feira (22), o Porto Novo do Rio Grande: o desembarque e embarque simultâneo de celulose. Nunca uma operação, com o mesmo tipo de carga, ao mesmo tempo envolveu um número tão grande de embarcações. Ao todo estão sendo utilizados cerca de 180 Trabalhadores Portuários Avulsos (TPA´s), dois guindastes de grande porte e 13 carretas com plataforma, além das esteiras rolantes dos navios, para movimentar a carga que tem como embarcador a Aracruz Celulose. As duas barcaças, que trouxeram de Guaíba quatro mil toneladas de celulose foram colocada junto ao cais uma ao lado da outra entre os dois navios. Com o auxílio de dois guindastes do Porto Novo foram retiradas das barcaças os fardos de celulose e colocados nas carretas que conduzem pelo cais, até o navio Rhone, a mercadoria embarcada pelas esteiras móveis do navio (espécie de guindaste próprio da embarcação). Além das cargas das barcaças, o navio também embarcará duas mil toneladas de celulose estocadas nos armazéns do Porto Novo, totalizando 6 mil toneladas que terão como destino a China. Nesta operação, com duração de 12 horas, foram utilizados dois ternos com 26 homens entre as categorias de arrumadores, estivadores, consertadores e conferentes. Já no navio Gannet Arrow, foram embarcadas 21 mil toneladas de celulose que encontravam-se em três armazéns do Porto Novo, que possuem capacidade para armazenar 23 mil toneladas. A carga tem como destino a Indonésia e a China. A operação, com duração de 32 horas, envolve dois ternos, com 26 homens, por turno, sendo necessário seis turnos, num total de 156 trabalhadores entre arrumadores, estivadores, consertadores e conferentes. Além dos Trabalhadores Portuários Avulsos (TPAs), o operador portuário disponibilizou oito de seus funcionários por turno para acompanhar os navios e as chatas. Conforme o gerente operacional da Ctil (operador portuário), Fábio Pinho, o navio Rhone chegou quatro dias antes do previsto. Nós estávamos programados para receber as duas barcaças e descarregá-las, colocando a carga nos armazéns, para posteriormente, quando chegasse o navio, embarcá-la e, no caso do navio Ganner Arrow, era só embarcar as cargas dos armazéns. No entanto, o navio Rhone chegou antes e nós não poderíamos deixar de atender o nosso cliente e aceitamos o desafio, assim optamos por fazer o transbordo via terra por caminhão para o navio, salienta Pinho.
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