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Produto Interno Bruto do Rio Grande do Sul cresce 0,9% em 2025

Em ano impactado pela estiagem, indústria e serviços sustentam resultado

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Esta é uma descrição detalhada da imagem para fins de acessibilidade:

Visão Geral
A imagem mostra quatro integrantes do Governo do Estado do Rio Grande do Sul sentados em uma mesa de conferência durante uma coletiva de imprensa. Ao fundo, um painel digital apresenta dados sobre o crescimento econômico do Estado.

Detalhes dos Participantes
Composição: Três homens e uma mulher estão sentados lado a lado. Da esquerda para a direita:

Um homem de paletó claro e camisa branca.

Um homem de paletó escuro que fala ao microfone.

Uma mulher de camisa azul clara e óculos.

Um homem de camisa social cinza com padronagem miúda.

Acessórios: Todos utilizam crachás com cordões coloridos (verde, vermelho e amarelo, as cores da bandeira do RS). Sobre a mesa, há placas de identificação com nomes, xícaras de café, copos de água e um notebook fechado.

Painel de Fundo
O telão central exibe informações do Departamento de Economia e Estatística (DEE/SPGG). Os elementos principais são:

Título: Em letras grandes e pretas, lê-se "PIB.RS". O ponto entre as palavras é substituído por um pequeno gráfico de barras nas cores verde, vermelho e amarelo.

Subtítulo: Logo abaixo, está escrito "Produto Interno Bruto do Rio Grande do Sul".

Referência Temporal: Um selo centralizado indica "4º TRIMESTRE DE 2025".

Logotipos: Na parte inferior do telão, aparece a marca oficial do Governo do Estado do Rio Grande do Sul.

Ambiente e Composição
Cenário: O ambiente é formal e bem iluminado. A mesa de reuniões tem um acabamento em madeira escura.

Enquadramento: A foto é frontal e captura os participantes da cintura para cima, mantendo o foco nítido tanto nas pessoas quanto nas informações exibidas no telão.
Desempenho do quarto trimestre consolida o balanço anual e setores urbanos garantem avanço do PIB estadual - Foto: Paloma Fleck/Ascom SPGG

Em 2025, o Produto Interno Bruto (PIB) do Rio Grande do Sul registrou crescimento de 0,9%, em relação ao ano anterior, totalizando R$ 753,194 bilhões, o que respondeu a 5,91% do PIB nacional no período. O resultado foi sustentado pelo avanço de 1,7% na indústria e de 1,7% nos serviços, que compensaram a retração de 6,8% na agropecuária, impactada pela estiagem no primeiro semestre. O PIB per capita estadual atingiu R$ 67.050 no ano passado, valor 12,3% superior à média brasileira, que foi de R$ 59.687 no mesmo  período.

O comportamento da economia gaúcha ao longo de 2025 foi consolidado pelo desempenho do quarto trimestre, quando a economia gaúcha cresceu 0,4% em relação ao trimestre imediatamente anterior, na série com ajuste sazonal, superando o crescimento de 0,1% da economia brasileira no mesmo período. O avanço foi impulsionado principalmente pela agropecuária, que apresentou expansão de 16,7% no trimestre. Na comparação entre o quarto trimestre de 2025 e o mesmo período de 2024, o PIB do Estado apresentou crescimento de 2,1%, acima do resultado nacional, de 1,8%.

Os dados integram os cálculos do Departamento de Economia e Estatística (DEE), vinculado à Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG), e foram divulgados nesta terça-feira (31/3). A coletiva de imprensa contou com a participação do secretário-adjunto da pasta, Felipe Cruzeiro, da subsecretária de Planejamento da SPGG, Carolina Scarparo, do diretor do DEE/SPGG, Tomás Fiori, e do pesquisador Martinho Lazzari, que apresentou os números.

A imagem mostra um palestrante de pé à direita, apresentando uma tabela de dados econômicos em um grande telão de LED durante uma coletiva de imprensa. Ele aponta para os números enquanto fala ao microfone.

Detalhes do Palestrante
Ação: Um homem de pele clara e cabelos curtos grisalhos segura um microfone com a mão esquerda e utiliza o dedo indicador da mão direita para destacar dados específicos na tela.

Vestimenta: Ele veste uma camisa social cinza com estampa miúda, calça jeans azul e um cinto escuro. No pescoço, utiliza um crachá com cordão nas cores verde, vermelho e amarelo.

Conteúdo do Telão
O telão exibe uma tabela intitulada "Taxas de variação do PIB do Rio Grande do Sul", com o subtítulo "4º trim. 2024 ao 4º trim. 2025".

Estrutura da Tabela: A tabela possui colunas que comparam os trimestres de 2024 e 2025. O cabeçalho é destacado em verde claro.

Dados Visíveis: Os números indicam variações percentuais em diferentes períodos de comparação, como "Trimestre/mesmo trimestre do ano anterior" e "Acumulado no ano". Alguns valores visíveis incluem 0,8, 4,7, 2,4 e -4,8.

Ambiente e Composição
Cenário: O ambiente é moderno e corporativo, com teto escuro e iluminação embutida (spots). Na parte inferior da imagem, veem-se os encostos de três cadeiras de tecido claro, sugerindo a perspectiva de quem está na plateia.

Iluminação: A luz principal provém do telão, que ilumina o palestrante de forma lateral.
Mesmo com perdas na agropecuária, PIB do RS registra alta em 2025 - Foto: Paloma Fleck/Ascom SPGG

“Os dados mostram um resultado dentro do esperado para o período, considerando os impactos climáticos que afetaram a economia ao longo do ano. Mesmo com a retração na agropecuária, a indústria e os serviços contribuíram para sustentar o crescimento. É um cenário que aponta para certa regularidade, ainda que eventos como a estiagem sigam como um fator relevante e recorrente para o Estado”, afirmou Cruzeiro.

Agropecuária

A agropecuária registrou crescimento de 23,4% no quarto trimestre de 2025, em relação ao mesmo período do ano anterior. Já no acumulado anual de 2025, influenciado, principalmente, pela estiagem que afetou a produção de soja, cuja safra apresentou queda de 25,2%, o setor teve retração de 6,8%.  

Entre os produtos que apresentaram aumento de produção em 2025 estão a uva (39,3%), o arroz (22,9%), o fumo (22,5%) e o milho (17,5%). Além do aumento da produção, o setor também registrou avanços de produtividade. O Estado apresentou crescimento na produtividade da uva (38,1%), do milho (32,2%), do fumo (15,6%) e do arroz (15,1%).  

Indústria

No quarto trimestre de 2025, a indústria gaúcha recuou 1,8% em relação ao trimestre imediatamente anterior. O movimento foi influenciado por resultados negativos em todas as subatividades do setor, com destaque para as quedas na construção (-2,6%) e no segmento de eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana (-2,4%). A indústria de transformação e a extrativa mineral também apresentaram retração no período, de 0,5% e 0,4%, respectivamente. 

Na comparação entre o quarto trimestre de 2025 e o mesmo período do ano anterior, a indústria registrou crescimento de 0,8%. O resultado foi impulsionado pelo desempenho da indústria de transformação (1,7%) e pela atividade de eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana (1,3%). Em sentido oposto, houve retração na indústria extrativa mineral (-1,3%) e na construção (-4,3%). 

No acumulado de 2025, a indústria apresentou expansão de 1,7%. O resultado foi sustentado pelo aumento da atividade extrativa mineral (1,4%), da indústria de transformação (3,1%) e da construção (0,3%). A única queda ocorreu no segmento de eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana, que recuou 7,1%, influenciado principalmente pela redução da geração hidrelétrica durante a estiagem registrada no primeiro semestre, quando os níveis dos reservatórios ficaram abaixo do habitual. 

O crescimento da indústria de transformação ao longo do ano foi impulsionado por nove das 14 atividades pesquisadas. Entre as de maior impacto na taxa agregada, destacaram-se as elevações nas indústrias de máquinas e equipamentos (10,6%), produtos alimentícios (7,2%), produtos do fumo (13,9%) e produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos (5,9%). Por outro lado, as quedas mais relevantes ocorreram nas atividades de derivados de petróleo e biocombustíveis (-4,4%), veículos automotores, reboques e carrocerias (-7,5%) e de couros, artefatos de couro, artigos para viagem e calçados (-2,7%).  

Serviços e comércio

No setor de serviços, houve crescimento de 0,7% na comparação entre o quarto trimestre de 2025 e o mesmo período de 2024. O resultado foi associado principalmente ao aumento da intermediação financeira e seguros (5,0%), de outros serviços (1,8%), das atividades imobiliárias (1,5%) e da administração, educação e saúde públicas (0,3%). 

No mesmo intervalo, registraram retração o comércio (-2,6%), os transportes, armazenagem e correio (-1,0%) e os serviços de informação (-0,1%). No acumulado de 2025, os serviços registraram crescimento de 1,7%, puxados sobretudo pela intermediação financeira e seguros (4,1%), pelos transportes, armazenagem e correio (2,6%) e pelo grupo de outros serviços (2,2%). 

Dentro desse conjunto, o comércio avançou 1,3% no acumulado do ano. As principais altas ocorreram nas vendas de hipermercados e supermercados (3,6%), de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (4,4%), de combustíveis e lubrificantes (2,1%) e de outros artigos de uso pessoal e doméstico (2,7%).

Texto: Marcelo Bergter/Ascom SPGG
Edição: Secom

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