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Programa voltado a pessoas com Transtorno do Espectro do Autismo já realizou mais de 300 mil atendimentos no RS

Todas as sete macrorregiões do Estado contam com serviços do TEAcolhe em funcionamento

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Card em fundo cinza, no qual está escrito Saúde ao centro, logo abaixo de um ícone formado por uma mulher com um estetoscópio pendurado no pescoço e atrás dela, à esquerda e à direita, dois contornos representando pessoas com estetoscópio pendurado em volta do pescoço. No canto inferior direito está a logomarca utilizada pela gestão 2023-2026 do governo do Rio Grande do Sul.
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O Dia Mundial de Conscientização do Autismo é celebrado nesta quarta-feira (2/4). Na data, a Secretaria da Saúde (SES) destaca o avanço oportunizado no Rio Grande do Sul por meio do Programa TEAcolhe, voltado às pessoas com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA). Em quatro anos desde o seu lançamento, mais de 300 mil atendimentos já foram realizados, além de cerca de 4 mil atividades de educação permanente para os profissionais e em torno de 5 mil acolhimentos às famílias.

O programa já se estende por todo o Estado, contando atualmente com sete Centros Macrorregionais de Referência, 29 Centros Regionais de Referência e 52 Centros de Atendimento em Saúde (CAS). Desses, o mais recente é o CAS de Cachoeira do Sul, que inicia suas atividades nesta quarta-feira (2/4). O novo centro se soma a outros serviços da rede do município que já sedia o Centro Macrorregional dos Vales e o Centro Regional de Referência (CRR) em TEA.  

A porta de entrada para o programa é a Atenção Primária em Saúde, onde as equipes das unidades básicas fazem o encaminhamento, via sistema de Gerenciamento de Consultas (Gercon), para a reabilitação intelectual, sendo direcionados aos CAS. São encaminhadas crianças ou adultos, em qualquer nível de suporte do autismo ou pessoas com suspeita que apresentam sintomas de TEA, para diagnóstico, tratamento e acompanhamento.  

TEAcolhe

O programa TEAcolhe, lançado em abril de 2021 pelo governo do Estado, tem como objetivo organizar e fortalecer as redes municipais de saúde, de educação e de assistência social no atendimento às pessoas com autismo e suas famílias. O programa busca envolver escolas, postos de saúde, centros de atendimento e comunidade, atuando de forma integrada.

Investimentos para a efetivação do programa:

  • Centros Macrorregionais de Referência - R$ 200 mil para implantação e R$ 50 mil para custeio mensal  
  • Centros Regionais de Referência - R$ 30 mil para custeio mensal  
  • Centros de Atendimento em Saúde - R$ 100 mil para custeio mensal  

Sobre o TEA

O TEA é um transtorno do neurodesenvolvimento que começa na infância e tende a persistir na adolescência e na idade adulta, caracterizado por dificuldades de comunicação e interação social e pela presença de comportamentos e interesses restritivos e repetitivos.

O diagnóstico é clínico, sendo classificado em níveis de suporte: I, II e III, de acordo com a necessidade de aquisição de habilidades, uma vez que é possível que pessoas com TEA apresentem desde pequenas dificuldades de socialização até afastamento social, deficiência intelectual e dependência de cuidados ao longo da vida.

Estima-se que, em todo o mundo, uma em cada 36 crianças tem TEA. Essa estimativa representa um valor médio, e a prevalência relatada varia entre os estudos. Algumas pesquisas bem controladas têm, no entanto, relatado números que são significativamente mais elevados. A prevalência de TEA em muitos países de baixa e média renda é ainda desconhecida.  

Escala Mini-TEA

A Escala de Triagem Mini-TEA, cujo público-alvo são as crianças entre 2 anos e meio e 12 anos, foi criada a partir de pesquisa realizada na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Passo Fundo, que sedia o Centro Regional de Referência (CRR) da Região de Saúde 17, em colaboração com a Escola de Medicina da Universidade de Passo Fundo, com professor colaborador da Universidade do Vale do Rio dos Sinos .  

É uma escala de triagem diagnóstica em forma de questionário, de fácil aplicação, pode ser implementada em curto espaço de tempo e não requer nenhum tipo de treinamento prolongado. Há muitas crianças com suspeita de TEA, mas a maior parte delas não tem TEA – podendo ter outros diagnósticos, como Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), Transtorno Opositor Desafiador (TOD), deficiência intelectual, depressão, dislexia e outros. Por outro lado, uma parcela significativa de crianças com TEA não tem essa suspeita – por exemplo, possuem aquisição de fala na época correta e desenvolvimento intelectual adequado para a sua faixa etária.

A pesquisa da escala Mini-TEA, que gerou sua validação, foi publicada na revista Arquivos de Neuro-Psiquiatria. A escala serviu de base para o primeiro estudo de prevalência de TEA no Brasil, abarcando todas as crianças da faixa etária da escala em Coxilha, município dentro da região de abrangência do Centro Regional de Referência.

Texto: Ascom SES
Edição: Camila Cargnelutti/Secom

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