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Rigotto lança livro sobre a história do Palácio Piratini

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20061229174925ia06122916h00-91.jpg - Foto: Ivan de Andrade / Palácio Piratini
O governador Germano Rigotto fez o lançamento, hoje (29) à tarde, em seu gabinete, do livro Palácio Piratini 85 Anos - Patrimônio da Arquitetura, Cenário de História e Política. A obra é composta de textos e fotografias que rememoram desde a origem inspiradora do projeto do prédio até as reformas feitas nos últimos anos, intercalando episódios marcantes ocorridos em suas dependências. Este é o palácio mais bonito do Brasil e guarda uma história rica, não apenas do Estado, mas do país. Este patrimônio do Rio Grande do Sul deve ser visto como algo que representa o nosso passado, o nosso presente e, se bem cuidado, também o nosso futuro, disse o governador. Rigotto elogiou o cuidado com os detalhes na elaboração do livro e salientou que as restaurações no Piratini, durante sua gestão, foram executadas com o aproveitamento de profissionais vinculados ao Estado, o que resultou em economia de recursos. Organizado pela arquiteta Flavia Boni Licht e impresso pela Companhia Rio-grandense de Artes Gráficas (Corag), a obra contém ainda palestras proferidas durante o seminário 85 Anos do Palácio Piratini, promovido em julho, no Memorial do Rio Grande do Sul, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado. Ao participar do lançamento, o coordenador de Comunicação Social do Governo do Estado, Celito De Grandi, disse que esse foi um momento assinalado pelo simbolismo de o último ato oficial de Germano Rigotto como governador ter sido a apresentação de um livro que recorda os feitos de algumas das figuras mais expressivas da história do Rio Grande, no mesmo gabinete de onde ele (Rigotto) também conduziu decisões importantes para o desenvolvimento do Estado. Entre elas, citou a assinatura de documentos formalizando a atração de grandes empresas que estão gerando riquezas, empregos e mais arrecadação ao Estado. Agora - disse De Grandi -, Germano Rigotto também passa a integrar a galeria dos homens que fizeram a história do Rio Grande do Sul. O secretário da Cultura, Víctor Hugo, agradeceu o comprometimento de Rigotto com as questões da área cultural e seu empenho pela manutenção dos incentivos à produção do setor. Patrimônio Tombado como patrimônio histórico do Estado desde 1986 e considerado pelo Iphan, em 2000, como patrimônio histórico nacional, o Palácio Piratini passou por diversas obras a partir de 2003, quando Rigotto assumiu o Governo do Estado. Naquele ano, iniciou-se a primeira etapa de restauração das pinturas de Locatelli no Salão Negrinho do Pastoreio, no Salão Alberto Pasqualini e na ante-sala do gabinete do governador, localizados no segundo andar. A cargo da Assessoria de Arquitetura e da equipe de manutenção do Piratini, os serviços incluíram a pintura de paredes e a renovação do forro de praticamente todos os demais ambientes das alas governamental e residencial. O trabalho foi concluído em maio deste ano, quando ficou pronta também a restauração de 70 lustres e apliques da ala governamental e de outros 37 na ala residencial, que teve recuperadas ainda as esquadrias de madeira. As cadeiras em estilo Luiz XV do Salão Negrinho do Pastoreio, da ante-sala do gabinete do governador e do próprio gabinete - muitas delas construídas por detentos da Casa de Correção, na década de 1920 - foram igualmente recuperadas. Em 2003, o Governo do Estado assinou convênio com o Ministério da Cultura, a prefeitura de Porto Alegre e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para inclusão de prédios históricos do Estado no Projeto Monumenta - que contemplou também a Biblioteca Pública, o Museu Júlio de Castilhos, Museu de Arte do Rio Grande do Sul (Margs), Museu de Comunicação Social Hipólito José da Costa e Theatro São Pedro. Os recursos chegaram a R$ 2 milhões, dos quais R$ 800 mil foram destinados pelo Governo do Estado. No Palácio Piratini, as principais obras beneficiadas pelo convênio foram nas fachadas externa e interna, que abrigam esculturas do artista francês Paul Landowski, o mesmo que criou a estátua do Cristo Redentor, do Corcovado, no Rio de Janeiro.
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