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Rigotto ressalta em Gramado que RS está se diferenciando de outros estados na atração de investimentos

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20060603095651federasulx051aaaa.jpg - Foto: Itamar Aguiar / Palácio Piratini
O governador Germano Rigotto participou na noite desta sexta-feira (02), da abertura do 4º Congresso das Entidades Filiadas à Federação das Associações Comerciais e de Serviços do Rio Grande do Sul (Federasul), no Hotel Serrano, em Gramado. Em seu discurso, destacou que o Rio Grande do Sul é um estado diferenciado pela capacidade de seus empreendedores, dos quais a grande parte está representada na Federasul. O governador lembrou também dos grandes investimentos que estão sendom atraídos para o Estado, como as empresas do setor de florestamento, a consolidação de um pólo naval no Porto de Rio Grande, os frigoríficos reabertos, as fábricas de celulose, e empresas da área de tecnologia da informação, entre outras, que a médio e longo prazos vão gerar emprego e renda para diversas regiões do Rio Grande do Sul, além de reverter os problemas que o Estado vem passando. Estes investimentos estão fazendo com que o estado se diferencie de outros estados”, afirmou. O governador também ressaltou que o dique seco e a P53 (plataforma oceânica de exploração de petróleo e gás da Petrobrás), que serão instalados no Superporto de Rio Grande, vieram para o RS foi devido um trabalho importante de atração de investimentos da atual administração estadual. “Foi acerto do nosso governo disputar palmo a palmo com outros estados”, comentou. O presidente da Federasul, José Paulo Dornelles Cairoli, salientou o trabalho realizado pela entidade e, ao agradecer a presença do governador, salientou que estará sempre aberto ao diálogo na construção de saídas que sirvam aos interesses de todos os gaúchos. “Se hoje o Rio Grande do Sul avança em vários fóruns como a nossa agenda estratégica e o Pacto pelo Rio Grande, no sentido de buscar alternativas para os impasses, também é porque a insistência do governador Germano Rigotto, no distencionamento das relações políticas no Estado, foi bem sucedida”, elogiou Cairoli. Rigotto falou, ainda, sobre as medidas que o Governo do Estado vem tomando para vencer as dificuldades estruturais históricas e colocou que todas as alternativas são bem vindas. A forte estiagem que atingiu o RS em 2004 e em 2005, causando prejuízos aos agricultores gaúchos, e a política cambial do governo federal afetaram muito as locomotivas do Estado, como o agronegócio, os setor coureiro-calçadista, moveleiro, fumageiro e de máquinas e implementos agrícolas. Segundo Germano Rigotto, o RS foi o mais atingido, por ser um Estado exportador. Segundo ele, as mudanças estruturais do estado se fazem com muito tempo. Se modifica, obrigatoriamente, com alterações de legislação que passam por mudanças na constituição federal, e por negociações no pacto federativo. Se não houver essas mudanças, por mais que se corte despesas, por mais que se otimize a arrecadação, esse processo não vai se alterar da forma como esperamos”,enfatizou. Participaram do evento o presidente da Assembléia Legislativa em exercício, Fabiano Pereira, o prefeito de gramado, Pedro Bertolucci, além de representantes do Ministério Público. Simples Gaúcho No encontro, o governador também fez referência ao Simples Gaúcho, que entrará em vigor no início de julho, beneficiando milhares de empresas. A partir da entrada em vigor do novo Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte, no próximo dia 1º de julho, o número de empresas que poderão se beneficiar dessa modalidade de tributação chegará a 300 mil, o equivalente a 90% do total de microempresas no Rio Grande do Sul. Isso porque a faixa de isenção será ampliada e haverá mudanças nas alíquotas. O novo sistema, de autoria do Governo do Estado, vai isentar do ICMS as microempresas com faturamento anual de até R$ 240 mil. Hoje, o limite de faturamento para dispensa do imposto é de R$ 107 mil/ano. Empresas de pequeno porte com faturamento anual acima dos R$ 240 mil e que não ultrapassar R$ 720 mil terão alíquota de 2%. As que faturarem entre R$ 720 mil e R$ 1,4 milhão ficarão com alíquota de 3%. E para as situadas na faixa de R$ 1,4 milhão para cima até R$ 2,4 milhões, a alíquota será de 4%. É a melhor legislação brasileira para as pequenas e microempresas, afirma o governador Germano Rigotto.
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