Governo do Estado do Rio Grande do Sul
Início do conteúdo

RS aumenta participação no leilão federal de energia eólica

Publicação:

Cinco municípios gaúchos foram contemplados com novos projetos de energia eólica nos leilões de energia realizados nesta semana pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel): Santana do Livramento, Santa Vitória do Palmar, Chuí, Osório e Rio Grande.
RS aumenta participação no leilão federal de energia eólica

Cinco municípios gaúchos foram contemplados com novos projetos de energia eólica nos leilões de energia realizados nesta semana pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel): Santana do Livramento, Santa Vitória do Palmar, Chuí, Osório e Rio Grande. As usinas eólicas a serem instaladas em solo gaúcho somam 600 megawatts (MW) de potência, volume suficiente para atender, por exemplo, a Capital gaúcha.

Os integrantes da Câmara Temática do Pólo Naval, Petróleo, Gás Natural e Setor Energético do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social comemoram a participação do Rio Grande do Sul nos leilões. No 12º Leilão de Energia Nova (A-3), realizado na quarta-feira (17), o Estado totalizou 57 propostas qualificadas, sendo o segundo no Brasil em termos de volume.

Foram vencedores os projetos para Santana do Livramento (ampliação do Cerro Chato), Santa Vitória (Verace) e Chuí (Minuano e Chuí). Na quinta-feira (18), no Leilão Reserva, Osório (Parque dos Índios) e Rio Grande (Corredor dos Senandes e Vento Aragano) tiveram projetos vencedores.

A ampla competição nos leilões de energia eólica permitiu a redução dos preços, resultado comemorado pelo presidente da Empresa de Pesquisa Emergética (EPE), Maurício Tolmasquim.

Aumentar a competitividade
A Câmara Temática realizou reunião no dia 28 de julho, em Santana do Livramento, com empresas do setor e municípios interessados em sediar projetos de energia eólica e mapear instrumentos de apoio ao segmento. O colegiado recomendou ao governador Tarso Genro auxílio para a criação de um Fundo Constitucional para a Metade Sul, que garanta as mesmas condições de competitividade com outras regiões do Brasil, como Nordeste, Norte e Centro Oeste, que têm fatores de financiamento muito mais vantajosos.

Mesmo com estas desvantagens o RS ficou em segundo lugar no País no número de projetos habilitados, atrás apenas do Rio Grande do Norte, com 75 projetos. Isto nos dá muita satisfação e mostra a sintonia com as diretrizes do Governo Federal em utilizar este modal energético. O potencial de ventos do RS assegura que o setor eólico seja uma importante matriz produtiva do Estado, registrou a coordenadora das Câmaras Temáticas do CDES e secretária adjunta, Mari Machado.

O diretor de Engenharia da Eletrosul, Ronaldo Custódio, por duas vezes já integrou as reuniões da Câmara Temática, detalhando o potencial do segmento, informando que o Estado é uma grande mina de vento. No Leilão da modalidade A-3, a Eletrosul foi a responsável por quase metade dos 44 empreendimentos eólicos contratados. A estatal está retornando à área de produção energética.

Com esse resultado, a Eletrosul se mostra cada vez mais firme na energia eólica. Ganhamos uma disputa acirrada com uma rentabilidade excelente e agora vamos colocar esses parques em pé para que tenhamos mais energia eólica para o País, comemorou o presidente da empresa, Eurides Mescolotto.

A capacidade de geração de energia eólica do Brasil, já mapeada, é igual a 30 Itaipus, o equivalente a 300 mil megawatts (MW) de energia elétrica. O potencial mapeado no País seria equivalente a 143 mil MW. Para efeito de comparação, a usina hidrelétrica de Itaipu tem capacidade de 14 mil MW.

No caso do A-3, o início da geração dos projetos que se sagrarem vencedores é 1º de março de 2014, enquanto os empreendimentos que venceram a disputa no Leilão de Reserva terão que iniciar a geração em 1º de julho do mesmo ano. Nesta modalidade a energia contratada só é usada em situações de problemas de oferta do sistema.

Texto: Stela Pastore
Foto: Camila Domingues
Edição: Redação Secom (51) 3210-4305

Portal do Estado do Rio Grande do Sul