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Safra de inverno movimenta agricultores do Estado

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Depois de encerrada a colheita dos grãos de verão, os esforços do setor primário no Rio Grande do Sul começam a ser direcionados para a próxima safra. A providências preliminares de preparo das lavouras de arroz - como a limpeza dos canais e sistematização do terreno - já estão sendo tomadas pelos agricultores, apesar da condição crítica de alguns reservatórios nas zonas tradicionais. Os produtores de soja e de milho começam a fazer as primeiras reservas de sementes e outros insumos. Entretanto, devido às incertezas quanto ao comportamento dos preços futuros, o movimento ainda está abaixo das expectativas para esta época de pré-plantio. Na comercialização, os preços dos grãos se mantiveram praticamente estáveis, apenas com pequenas variações dependendo do produto. A saca de 50 quilos do arroz se manteve estável na oscilação das cotações máximas e mínimas, registrando, porém, ligeira alta de 0,69% no preço médio, ficando em R$ 20,45 contra os R$ 20,31 registrados anteriormente. A saca de 60 quilos do feijão preto negociado no RS vem mantendo tendência de queda. Mesmo os produtores retendo boa parte da produção nos armazéns, diminuindo a oferta, os preços não reagiram no mercado. Nos últimos dias, a queda foi de mais 1,84%, chegando em média a R$ 44,72 a saca. No milho os preços da saca de 60 quilos oscilaram entre um mínimo de R$ 1,00 e um máximo de R$ 14,00. O preço médio ficou em R$ 12,78 contra os R$ 12,74 da semana passada (+0,31%). As informações emitidas pela Emater através de levantamento sobre as culturas confirmam as condições climáticas bastante benéficas para o trigo. A umidade remanescente no solo é suficiente para a germinação das sementes e para o desenvolvimento (perfilhamento) das lavouras implantadas. Nesta semana, o Estado alcança 92% da área já semeada e 89% germinada, colocando a atual safra dentro da média dos últimos cinco anos. Apesar da diminuição na utilização de insumos, a maioria das lavouras apresentam-se sem problemas de desenvolvimento e livres de pragas e moléstias. Na comercialização, os preços oscilaram entre R$ 18,00 e R$ 20,00. O preço médio ficou em R$ 18,45 e marcou uma diferença a mais de 0,49% no período, com os produtores preferindo usufruir do programa de Aquisição do Governo Federal (AGF), em que os preços são mais atrativos. Canola e girassol As condições de desenvolvimento, neste início de safra, são favoráveis para a canola. Na região das Missões, a área plantada, neste ano, poderá ser semelhante à passada, cerca de cinco mil hectares. O rendimento médio esperado está em torno de 1,45 mil quilos por hectare. A canola é uma cultura alternativa de inverno, que aos poucos deverá ter sua incrementação acelerada no estado em virtude de suas características energéticas. Em São Borja, na Fronteira Noroeste, há incremento de área na lavoura de girassol em decorrência dos bons resultados da última safra. Há perspectiva de que, este ano, a área de lavoura nesse município chegue aos 1,5 mil hectares. O plantio só deverá ser iniciado no mês de agosto, com colheita prevista para no final de novembro. Nas Missões, na safra passada, foram plantados 1,35 mil hectares com rendimento inicialmente esperado de 1,28 mil quilos por hectares. Citros Na maior região produtora de citros do estado, o Vale do Caí, prossegue a colheita das variedades de bergamotas de ciclo médio Ponkan e Caí, alcançando 30% e 40% da produção prevista, respectivamente. Os citricultores têm recebido pela variedade Caí um valor médio de R$ 9,00 a caixa e de R$ 4,50 a caixa, pela Ponkan. O preço mais baixo pago pela variedade Ponkan se deve pela maior oferta e pela concorrência das frutas vindas dos estados do Paraná e São Paulo. No segmento de laranjas, encontra-se em andamento a colheita das variedades Céu Gaúcha e Umbigo Bahia, com 30% e 25% já colhidos, respectivamente. Os preços médios destas variedades são de R$ 7,00 para a Céu Gaúcha e de R$ 11,00 para a caixa da Umbigo Bahia. O limão Tahiti, também conhecido como limãozinho da caipirinha, alcançou 25% de sua produção colhida, com preço médio de R$ 7,50 a caixa. Criações e Forrageiras As condições climáticas seguem favorecendo o desenvolvimento das pastagens cultivadas de inverno e algumas áreas já apresentam boa capacidade de suporte. A melhoria gradativa das condições de umidade do solo a partir de junho permitiu a aplicação de adubos nitrogenados nas pastagens anuais (aveia e azevém), acelerando seu crescimento. Os dias ensolarados e as temperaturas relativamente elevadas para o período, que se verificaram em boa parte do estado, também contribuíram para isso. Em razão disso a produção de leite está aumentando e os preços já começaram a dar sinais de enfraquecimento. Mas, por enquanto, a expectativa dos produtores é de que se mantenham razoavelmente estáveis até a primavera, quando normalmente a oferta é maior do que a demanda. Os apicultores seguem realizando o manejo de inverno, como a alimentação artificial e a revisão das colméias para verificar se não há morte de abelhas por fome ou excesso de umidade. Até agora, os enxames estão populosos e com boas reservas de alimento, em razão do clima favorável que vem se verificando neste outono-inverno. O preço do mel ao produtor continua baixo. Os atacadistas estão pagando entre R$ 2,00 e R$ 2,50 o quilo e repassam para os varejistas a R$ 4,50 o quilo. Estes por sua vez revendem por R$ 9,00 a R$ 11,00 o quilo para os consumidores. Nas feiras do produtor, o mel está sendo vendido em média entre R$ 5,00 e R$ 7,00 o quilo.
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