Salão de Iniciação Científica da Fepagro premia destaques
Publicação:
O 5º Salão de Iniciação Científica e Inovação Tecnológica da Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (Fepagro) terminou nesta quarta-feira (19) premiando os destaques em três categorias, vegetal, pastagem e animal. Vinte e cinco bolsistas apresentaram trabalhos de pesquisa desenvolvidas no último ano, dentro destas três áreas.
Na área vegetal, o destaque foi o trabalho do bolsista Tácio Pertile, que relaciona o índice de vegetação (NDVI) ao índice de área foliar ao longo do ciclo de videiras, na safra 2015/2016 em Veranópolis, com utilização do equipamento GreenSeeker. Os resultados indicaram que o NDVI, obtido por este sensor, pode fornecer uma medida rápida, simples e não destrutiva que permite a caracterização da área foliar em videiras, podendo ser uma opção para o viticultor no manejo do vigor vegetativo. O bolsista, que atua na Fepagro Serra, em Veranópolis, é orientado pela pesquisadora Amanda Heemann Junges.
Na categoria de pesquisas sobre pastagens, a bolsista Paula Juliane de Oliveira foi o destaque, com o trabalho sobre a versatilidade reprodutiva do trevo polimorfo (Trifolium polymorphum Poir). Ela analisou a produção de sementes aéreas e de raízes de reserva em 14 populações desta leguminosa forrageira, nativa do Sul do Brasil. Os resultados evidenciam que esta planta, além de alocar recursos para produção de sementes aéreas – que possibilita a variabilidade genética –, também produz raízes de reserva, que asseguram a manutenção do genótipo parental. Isso possibilita que os trevos persistam vegetativamente, sem a necessidade de regeneração por sementes. Paula atua na Fepagro Forrageiras, em São Gabriel, sob a orientação da pesquisadora Ionara Fátima Conterato.
Melânia Soardi conquistou o destaque na área animal, com um trabalho que busca padronizar uma Reação em Cadeia da Polimerase em tempo real multiplex (mRT–PCR) para detecção de herpesvírus bovino tipos 1 e 5 em animais com síndrome neurológica. Foram analisadas 101 amostras, que passaram por dois testes: mRT–PCR e isolamento viral. O novo teste foi capaz de diferenciar, na mesma análise, BoHV1 de BoHV5, reduzindo o tempo de diagnóstico laboratorial. "Os resultados evidenciaram um teste sensível, ágil e promissor para detecção do BoHV1 e BoHV5", destacou. Melânia atua no Instituto de Pesquisas Veterinárias Desidério Finamor (IPVDF - Fepagro Saúde Animal), orientada pela pesquisadora Laura Lopes de Almeida.
Texto: Elaine Pinto/Ascom Fepagro
Ediçao: Denise Camargo/Secom